quinta-feira, julho 04, 2013

Umas no cravo e outra na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Parque das Nações, Lisboa
    
 O Problema de Cavaco

O problema de Cavaco é que já há tratamento para a doença de Parkinson, mas ainda não há qualquer tratamento para quem sofre de Sócrates.

 A falta de autoridade moral do senhor Eu

O destino tem destas coisas e o mesmo Cavaco que começou a sua carreira fulgurante derrubando uma coligação governamental constituída para salvar o país, arrisca-se a ver a sua carreira acabar afundando-se nas areias movediças de uma crise da coligação que chegou ao poder com a sua preciosa ajuda. Mas o conflito entre Cavaco e o seu próprio destino não se fica por aqui, a maldade é bem maior, o governo do bloco central que ele derrubou tinha sido constituído na sequência de um acordo com o FMI e superou a bancarrota a que o país foi parar, muito por culpa de um ministro das Finanças que decidiu ser populista com um orçamento expansionista e uma revalorização do escudo. Como pode este presidente ter autoridade moral ou mesmo jeito para remendar coligações?
  
Mas a falta de autoridade moral de Cavaco Silva não é apenas histórica, ainda que agora se arrisque a tropeçar na memória que ele próprio tanto invoca quando diz “eu escrevi”, “eu disse”, “eu discursei”, “eu avisei”. Pois o senhor Eu também pode tropeçar no argumento eleitoral de que os seus conhecimentos de economia seriam uma preciosa ajuda para o país. Pois ainda estamos por o ver ajudar o país, a verdade é que não foi apenas o Gasparoika a falhar nas previsões, Cavaco Silva também prometeu crescimento e emprego para o final de 2012, voltou a fazê-lo para o final deste ano e ainda recentemente garantiu que acreditava no cumprimento das metas do défice. Como é que pode um Presidente ajudar um país com os seus conhecimentos económicos se as suas previsões ao nível da política económica são dignas do “Gaiola Aberta”? Um economista que não acerta numa previsão e que justifica os sucessos aparentes com a ajuda da Nossa Senhora de Fátima terá autoridade moral para pedir a um povo que confie na política económica do governo.
  
O que fez Cavaco para levar Passos Coelho a cumprir o acordo de concertação social, o tal acordo de que Cavaco tanto gaba o seu papel? O que fez Cavaco para impedir a humilhação sistemática do líder do CDS pela rapaziada de Passos Coelho? O que fez Cavaco Silva para impedir que o PS fosse ignorado em sucessivas revisões do memorando? Um presidente que fez questão que o acordo com a troika tivesse a chancela dão PSD e até “meteu” o amigo Catroga a conduzir as negociações, para depois ignorar o PS nas revisões do memorando não tem autoridade moral para falar em consensos políticos.
  
O país precisa de um presidente de todos os portugueses, um presidente que pense em termos de nação e não um presidente que não passa de um senhor Eu, alguém que parece estar mais preocupado com o seu T1 na história do que com Portugal. Cavaco Silva não tinha competência para o cargo, agora já não tem qualquer autoridade moral.
 
 Pobre Gasparoika

Parece que o nosso Gasparoika não se limitou a testar os mercados e foi ele próprio testar um supermercado da capital, ao que parece pagou um juro alto ouvindo  impropérios e apanhando com alguns perdigotos atirados por alguns concidadãos que não fazem parte do melhor povo do mundo. É preciso lata para que alguém que destruiu a vida de toda a gente para testar um estudo aldrabado de dois senhores de Harvard esperasse ser tratado no supermercado como se clientes fossem os habituais graxistas com que se cruzava nos corredores do ministério das Finanças.

O curioso é que o corajoso ministro das Finanças parece ter ficado com um problema de incontinência urinária e mal chegou a casa telefonou a Passos Coelho a pedir-lhe que o deixasse fugir enquanto era tempo.

Pobre Gasparoika, esperava ficar famoso e acaba por sair pela porta traseira e perseguido por perdigotos populares.

 Centro de Emprego do Marquês de Pombal
 
Parece que os familiares e amigos dos membros do governo têm emprego garantido e bem remunerado, basta ir ao centro de emprego do Marquês de Pombal, ali o professor catedrático a tempo parcial 0% emprega toda a gente do PSD, até os maridos falhados despedidos pela Loja Mozart.
 
 Grande Montenegro
 
Então não é que o rapazola apela ao PS no parlamento para que tenha sentido de Estado?
 
 Ressuscitou
  
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 O que pretende Paulo Portas

Paulo Porta é mesmo contra a nomeação da Luísinha ou pretendia pressionar uma remodelação que lhe permitisse ficar com a pasta da Economia? Este gente põe o país em risco só por questões de ambição pessoal?

 Pagar com língua de palmo

Passos Coelho vai pagar com língua de palmo tudo o que tem feito a Paulo Portas.

 Dúvida

Estão adiando a queda dos incompetentes a pensar no país ou apenas por receio das eleições. Passos e Portas fogem para a frente não olhando às consequências dos seus actos e da sua incompetência.




 O fadário português
   
«Vítor Gaspar foi embora compulsivamente. Era preciso ter um espírito coriáceo incomum para aguentar o que aguentou. Um cerco infernal de insultos, execrações, vitupérios rodeou uma actuação cuja doutrina em que se escorava era tão absurda como apavorante: tínhamos de rastejar na miséria, no empobrecimento e na dor, para renascer, como a Fénix, na felicidade e na fortuna. Não digam que o não disseram: Passos Coelho alertou-nos, com a convicção de um fanático e a obstinação de um anacoreta.
  
A história destes dois anos é um fadário. A intrusão de modelos estrangeiros suscita, inicialmente, rejeição e repulsa, mas, progressivamente, acabam por ser admitidos com resignação. Pensavam eles. O tiro saiu pela culatra. Nunca Portugal se tinha levantado em massa como o fez. No armorial das nossas indignações aprendemos a conhecer o poder de que dispúnhamos.
  
Mas há o inevitável cansaço, insidioso, viscoso e denso. Passámos demasiado tempo num tempo semelhante. Foi ontem, foi muito longe. A memória faz emergir coisas excessivamente dolorosas. É preciso não esquecer que morreu muita gente, punida pela razão singela de querer ser livre. Um dos mais belos livros que fala dos dias claros, Alvorada em Abril, do Otelo, ilumina, ainda hoje, muitos de nós, para essa construção justa, de coragens insólitas e exaltações grandiosas. O festim foi curto. "Qual é a tua, ó meu/ Andares a dizer/ Quem manda aqui sou eu..." Rematou a marcha de José Mário Branco, melancólica por já não podermos pertencer e defender a cultura do interdito. A sociedade fora chamada pelas classes dominantes, acordadas do susto e recompostas para julgar e castigar o nosso modesto grito de subversão. Desde aí, sobrenadamos nesta impossibilidade trágica de ser felizes. Pedro Passos Coelho resulta de um desenraizar dos ensinamentos e dos padrões com os quais vivemos. Não sabe, nunca soube, por impreparação e alarmante incultura, que abria a caixa de Pandora. Vítor Gaspar representou-se-lhe como uma espécie de guru, ainda não totalmente riscado da nossa tragédia. Extirpar o desígnio maléfico do programa imposto vai levar décadas. A pouca atenção dada aos excluídos e a indiferença moral que nos foi inculcada não é um plano recente: nasceu há muitos anos e foi cuidadosamente apensa a uma ideologia. 
  
Gaspar, tão elogiosamente referido pelo fatal Catroga e pelo inexcedível Beleza, deixou sementes do ódio. A senhora que o substituiu não poderá proceder à reforma deste pensamento e muito menos à inversão da sua acção, pela impossibilidade que a dinâmica dos factos impõe. Trocar alguém ou um governo por outro alguém não é factor tributário de "mudança". Talvez melhore, mas não resolve. Está por fazer a narrativa do que nos tem sido ocultado, e a releitura crítica destes dois últimos anos de vassalagem de um Governo a outro. Gaspar foi embora ou não?» [DN]
   
Autor:

Baptista-Bastos.
   
   
 CDS em estado de choque
   
«Um dia depois de o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter pedido a demissão do Governo, surgem reacções, talvez, inesperadas, de alguns responsáveis do CDS, partido que lidera.

Sondados pelo semanário Expresso, os companheiros de partido de Portas sentem-se “traídos”, “desiludidos”, perplexos”, “destroçados”, “em estado de choque” com a decisão que o presidente do CDS tomou, sem os consultar, apanhando a todos de surpresa.

 "O Paulo tem de explicar o que fez e por que fez", assinala um responsável centrista àquele jornal, enquanto um outro membro da comissão executiva, que por sinal reúne hoje, faz sobressair que se Portas tivesse ouvido a sua direcção, "teria sido travado de certeza, como foi noutras ocasiões".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto de sair do poder tem os seus custos, o problema é que o CDS é Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Era de esperar
   
«Segundo o jornal i, há 15 dias, quando Gaspar e a mulher decidiram ir às compras, sem segurança pessoal e sem qualquer elemento da PSP, viveram momentos humilhantes.

Isto porque, embora de início os clientes apenas se tenham ficado pelos olhares, quando o casal foi pagar as compras, foi atacado com comentários e insultos ao ministro que detinha a pasta das Finanças.

Alguns dos clientes foram, inclusive, mais longe e cuspiram em direcção ao casal, tentando ainda, agredi-lo. Os seguranças do supermercado, que ficaram em alerta devido ao alvoroço, foram a salvaguarda de Gaspar e da mulher, evitando que a situação se tornasse mais grave, adianta o i.» [i]
   
Parecer:

Não se faz o que Gaspar fez  e depois vai-se ao supermercado como se nada tivesse sucedido. Dificilmente Gaspar e família conseguirão viver tranquilamente num país quase destruído pela incompetência do ez-ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Gaspar a fazer o que muitos portugueses foram obrigados a fazer, que emigre.»
   
 Chamar palhaço não ofende a honra de Cavaco
   
« O escritor Miguel Sousa Tavares poderia ter escolhido outra forma de julgar politicamente o Presidente da República, Cavaco Silva, mas o facto de ter utilizado a expressão "palhaço" não quer dizer que tenha cometido um crime de ofensa à honra do Chefe de Estado. Esta é, em síntese, a posição da procuradora Teresa Lima do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), que arquivou o processo contra o escritor.
  
No despacho de arquivamento, a que o DN teve acesso, a magistrada recorreu a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) para fundamentar a decisão de arquivamento: "O TEDH te, reiteradamente, postulado que a liberdade de expressão é válida não apenas para juízos de valor favoráveis, inofensivos ou indiferentes, mas também para os que ferem, chocam ou incomodam. Estas são as exigências do pluralismo, da tolerância e do espírito de abertura, sem os quais não há sociedade democrática". Mais: "No contexto do debate político, as figuras públicas devem saber tolerar as palavras contundentes e crítica mordaz". O limite, segundo a procuradora Isabel Lima, é a dignidade humana e vida privada dos visados.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes ainda vai ser um elogio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Este precipitou-se
   
«O secretário de Estado da Aministração Interna, Filipe Lobo d'Ávila, membro do CDS-PP, afirmou hoje que não vai apresentar a demissão, após a "decisão irrevogável" do líder democrata-cristão, Paulo Portas, de sair do Governo.

"Se a apresentasse, não teria estado aqui presente neste debate", limitou-se a dizer o responsável governamental, questionado pelos jornalistas, à margem de um debate parlamentar sobre regulamentação dos 'grafitis', depois de ter estado na reunião da comissão executiva dos democratas-cristãos.» [i]
   
Parecer:
 
Parece que traiu o seu partido antes de tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Passos faz chantagem
   
«Esta posição foi assumida por Pedro Passos Coelho em Berlim, durante uma conferência de imprensa sobre as conclusões da conferência europeia sobre emprego, na qual também esteve presente o ministro da Economia, Alvaro Santos Pereira.

Identificando os cenários que neste momento se colocam ao país, o primeiro-ministro defendeu então que os portugueses "estão muito mais assustados e apreensivos com a possibilidade de terem eleições, sem saberem o que poderá resultar disso, não sabendo sequer se poderão dispor de apoio externo como têm tido até hoje".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Este rapazola não tem condições para o cargo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Derrube-se o incompetente.»