sábado, dezembro 03, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Costa

A gestão do processo de nomeação de um presidente para o maior banco português foi um desastre, imperdoável quando está  em causa uma instituição que não está de muito boa saúde e quue pode mesmo arrastar Portugal para uma nova crise financeira. Se era para prescindir de uma equipa habilitada, competente e experiente pelo licenciado Macedo nada justifica que tudo isto tenha demorado um ano.

Agora, quando ocorrer uma crise numa instituição do ministério das Finanças escolhe-se a Maria Luís, se for necessário alguém na saúde convida-se um dos homens do Paulo Macedo e tudo fica contente, a a esquerda escolhe as políticas, a direita preenche os lugares. E assim a geringonça ganha uma nova dimensão. or agora a direita festeja a nomeação de um dos seus para o maior banco português com o aplauso do BE e a condescendência do PCP. Melhor era impossível e só falta Marcelo vir elogiar o consenso nacional, ainda que seja um consenso em torno da pior solução, é o preço da unanimidade.

Paulo Macedo não tem currículo para o cargo de presidente da CGD e isso significa que com esta escolha o primeiro-ministro faz uma opção de risco, por outras palavras, mete a cabeça no cepo.

 E que hábitos terão de ser mudados na CGD



Para o inimitável Lic. Macedo 700 mortos nas urgências era uma minudência, algo que não o assustava nada, aliás, os portugueses têm a mania de morrerem nas urgências em busca de cuidados de saúde em vez de ficarem em casa até morrer.

Veremos que hábitos irão ser mudados na CGD.

 O PSD sofre de doença mental?

A doença mental está reservada para os indivíduos mas neste caso da ausência do PSD na comemoração da independência nacional parece estarmos perante um problema do domínio psiquiátrico ao nível de uma organização. Dizer que a cerimónia ocorrida nos Restauradores, que conta com a presença do Presidente da República e das mais altas individualidades do Estado não é uma cerimónia oficial porque o convite foi endereçado pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal só pode ser para rir.

Quando um líder partidário que dizia que os cortes dos feriados eram temporários, mais uma das suas grandiosas reformas em homenagem aos esforçados alemães, e agora se ente provocado quando é convidado para participar numa cerimónia pública é porque o seu partido está doente.

 CGD

A Opus Dei lançou uma OPA à CGD e ganhou. Mais ou menos na mesma altura parece que Santana Lopes lançou outra OPA à Santa Casa. Enfim, santa para ti, santa par mim.

Mais um golpe destes e divorcio-me da geringonça!

 Ainda que mal pergunte...

O Dr. Macedo ainda é funcionário do BCP? Qual é o vínculo e que obrigações tem para com a sua entidade patronal?

O PSD já não se preocupa com a ligações a entidades mais ou menos secretas?

      
 Isto está a ficar feio
   
«A líder do CDS Assunção Cristas estava na tribuna, mas da direção social-democrata nem sombra. E assim o puxão de orelhas do Presidente da República só terá chegado a Passos Coelho pelas notícias do dia.

Na evocação da Restauração da Independência, data que ontem se assinalou, Marcelo Rebelo de Sousa foi assertivo ao sublinhar que o 1.º de Dezembro é um "feriado que nunca devia ter sido suspenso", por ser a data que em que se celebra e se celebrará "sempre" a "nossa pátria e a nossa independência".

Palavras que ninguém do PSD ouviu no local, porque, segundo referiu fonte do partido ao DN, a cerimónia de Lisboa não era oficial. Tendo chegado ao partido - que "esteve representado em várias iniciativas que ocorreram pelo país, com deputados, autarcas e dirigentes do partido" - um convite da Sociedade Histórica da Independência de Portugal que "no mínimo, não passava de uma provocação", justifica a mesma fonte.» [DN]
   
Parecer:

Quando um partido considera que um convite oficial para estar presente na celebração da independência nacional considera isso uma provocação é porque começou a apodrecer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Pobres e mal agradecidos
   
«O deputado do PSD insistiu que, “qualquer que seja a administração, qualquer que seja o líder, há regras básicas a que têm de estar sujeitos: deveres de transparência, todas as regras do estatuto do gestor publico, limites aos salários”, e reiterou que os sociais-democratas vão continuar a exigir o seu cumprimento.

“O dr. Paulo Macedo escolhido pelo Governo, segundo informações confirmadas, é um independente que respeitamos e estimamos, mas as regras, os princípios básicos de transparência, boa gestão pública, escrupuloso cuidado na aplicação do dinheiro dos contribuintes, valem independentemente das pessoas, por mais estimadas que elas sejam”, afirmou.

“O PSD cá estará hoje como ontem a exigir através dos seus esclarecimentos e de iniciativas legislativas que a transparência, a dignidade das funções públicas, a boa gestão do dinheiro dos contribuintes, e que a preservação da confiança e a tranquilidade do maior banco público prevalecem para além e acima das trapalhadas e da má gestão a que este Governo tem votado a CGD”, acrescentou.» [Expresso]
   
Parecer:

É evidente a atrapalhação de um PSD que conseguiu mais do que esperava, ficou com um dos seus à frente da CGD e à borla.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Um autarca a acompanhar
   
«tual presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, está a tentar um acordo com os seus credores para travar um processo de insolvência pessoal que o impediria de se recandidatar ao cargo nas eleições autárquicas de 2017. Este acordo foi revelado ao Expresso esta quarta-feira pelo presidente da Distrital de Santarém do PS, António Gameiro, garantindo que assim "o processo de insolvência parou" e que por isso "o Ministério Público não pode avançar para a perda de mandato" imediata de Paulo Fonseca "ou impedir que se recandidate" no próximo ano.

Na origem desta questão esteve um processo de insolvência pessoal intentado em 2014 pelo empresário José Carlos Serralheiro, por uma dívida na ordem dos 350 mil euros. Depois de várias decisões de tribunais contra Paulo Fonseca e de sucessivos recursos rejeitados, o Tribunal Constitucional publicou na semana passada, a 22 de novembro, a decisão final sobre este processo, confirmando a condenação do autarca e o seu estado de insolvente. Um desfecho que - por não ser passível de mais recursos - impediria Fonseca de se manter no cargo e de se recandidatar, dado que Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais inclui no leque de inelegíveis para os órgãos das autarquias "os falidos e insolventes, salvo se reabilitados".» [Expresso]
   
Parecer:

Ser´interessante ver se vai ser candidato e que resultados vai ter o PS em Ourém.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Acompanhe-se.»

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Então, dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Todo este folhetim da presidência da CGD traz-me à memória o velho anúncio Publicitário da aguardente Aldeia Nova, inspirado numa cena do filme português “O Pai Tirano”:
Homem: O que é que te apetece?

Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns pastelinhos de camarão.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns pastelinhos de camarão, muito fresquinhos!
Empregado: Pastéis de camarão não temos.
Mulher: Então dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns administradores competentes.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns administradores competentes!
Empregado: Administradores competentes e com declaração não temos.
Mulher: Então dê-me o Paulo Macedo mais o Rui Vilar

O país resolveu um problema, encontrou um dirigente competente, habilitado e isento para gerir um grande banco público, mas a direita, apostada em criar dificuldades à gesto do banco, logo encontrou um problema, os vencimentos. Depois, alguém se lembrou de um segundo problema, este bem mais grave, a administração não ia entregar  declaração da treta, uma pequena burocracia democrática que em trinta anos não serviu de nada. Aliás, os administradores até entregavam a declaração, mas não aceitavam a sua divulgação.

Caiu o Carmo e a Trindade, até Ferraz da Costa exigia, na TSF com a sua melhor entoação de voz de pintas, a demissão de Centeno. O PSD e Passos viu aí a oportunidade de uma grande vitória sobre a geringonça, esqueceu o OE e durante quase um mês não quis falar de mais nada. Como era de esperar a equipa da CGD mandou governo e oposição à bardamerda, mais a treta da declaração.

A consequência foi escolher um modesto licenciado com grandes aptidões para comunicados de imprensa laudatórios da sua própria pessoa. Todos ficaram contentes, o cardeal já está a preparar a próxima missa de acção de graças requisitada pelo futuro presidente para agradecer a ajuda divina, Passos Coelho tem o seu ministro a mandar no grande banco público, o BE fica contente porque venceu a grande batalha ideológica da declaração depois do seu “compromisso histórico” com Passos Coelho e até António Costa deve estar-se a rir porque tratou o cão com o pêlo do próprio cão.

Este país vai de mal a pior e quando em vez de quererem conhecer os currículos de um gestor de um grande banco os nossos políticos querem conhecer e tornar públicos o seu património só pode ser por estarem parvos ou doidos. O mais grave é que da extrema-direita à extrema-esquerda todos ficaram felizes. Quem não tem não tem razões para festejar tanto oportunismo, tanto jogo baixo, tanto movimento de lóbis, tanta corrupção ética é o país e os portugueses. Com a aproximação do Natal todos precisamos de uns copinhos de Aldeia Nova, nada como sermos tratados como perus para que suportemos tudo aquilo a que assistimos na CGD. Aliás, se é para matar o banco também lhe podem dar dois copinhos de aguardente.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Porque será que o líder da oposição esteve desaparecido no dia em que se comemorou a independência nacional, terá alguma alergia à data ou concluiu que não havendo relação com a CGD não era motivo que justificasse o seu aparecimento em público?



      
 Pedro Ferreira Passos Leite Coelho
   
«Ao  fim de meses a zurzir no Governo socialista, nas políticas erradas, no estado anémico da economia, na derrapagem da dívida pública, após ‘N’ discursos a denunciar a “mentira” e a “manipulação” do PS, o principal rosto da oposição desabafou: “Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas questões e eu direi que quase ninguém nos ouve!”

A falta de eficácia do PSD já era reconhecida por vozes gradas do partido. O principal crítico da liderança até apontou razões. Por exemplo, o cansaço em relação aos protagonistas: “O PSD não pode andar com as mesmas caras há anos, as pessoas têm de saber quando sair do palco.” Mas também a necessidade apresentar alternativas mobilizadoras. “O país precisa mais rapidamente e melhor de conhecer aquilo que são as alternativas do PSD. (...) Sabemos, porque não somos cegos, que esse resultado está longe de ser alcançado, porque vemos as sondagens, falamos com as pessoas e sabemos que há um caminho muito grande para percorrer.”

O ano era 2009, o PSD, maior partido da oposição, era liderado por Manuela Ferreira Leite e o seu principal crítico era Pedro Passos Coelho. Manuela ou não aparecia ou aparecia com cara fechada, pose austera e más notícias: o PS estava a levar o país para o “abismo”. Não havia uma promessa simpática, uma palavra de esperança. Só “Verdade”, com maiúscula. O PSD não gostou e Passos, derrotado por Manuela nas diretas de 2008, também não. O partido agitava-se — queria mais do que “verdade” e tragédia.

A viagem a 2009 lembra-lhe o PSD de 2016? As semelhanças entre a mensagem sombria de Ferreira Leite e o discurso de “mensageiro da desgraça” (Marques Mendes dixit) de Passos Coelho começam a criar entre os críticos do líder social-democrata o receio de que a história se repita. Até porque, como em 2009, as sondagens não animam — ontem, a da Católica punha o PS (43%) à beira da maioria absoluta e o PSD 13 pontos atrás. E Passos é o líder partidário mais impopular.

“A mera denúncia dos erros do adversário não é suficiente”, disse ao Expresso Pedro Duarte, uma das poucas vozes que no último congresso do PSD se demarcaram de Passos e lhe pediram que mudasse de estratégia. “Às vezes fico com a sensação de que regressámos a 2009: o PSD fazia uma oposição séria, dizia a verdade, denunciava erros, tínhamos também uma governação irresponsável que iludia os portugueses. Mas o discurso do PSD não foi mobilizador. Temos de apresentar um projeto que possa inspirar o país, mas o que vejo é que corremos o risco de voltar a cometer o erro de 2009.” Coincidência: em 2009, quando Passos fez um aviso parecido a Manuela (“O PSD precisa de um programa eleitoral que possa mobilizar a sociedade”), tinha Pedro Duarte do seu lado.

Passos Coelho ainda não chegou ao ponto de admitir que “ninguém ouve o PSD”, mas já disse que “o país está bastante pior, embora as pessoas não estejam ainda bem conscientes disso”. Ou seja, a mensagem do PSD não está a passar. Talvez, admite o líder laranja, porque o discurso do partido “não vende ilusões”. “A nossa missão não é agradar”, repete de cada vez que reafirma a mensagem. “Quando faço as minhas propostas não penso se vou ganhar ou perder votos, digo aos portugueses o que penso genuinamente. Podem não querer seguir o meu caminho, mas não duvido que daqui por dois ou três anos vão reconhecer que eu tinha razão”, dizia Manuela numa entrevista em 2009. Podia acrescentar as palavras de Passos em setembro passado: “Quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se apercebem de que alguma coisa errada se está a passar”.

A questão do tempo não é irrelevante, avisa um social-democrata desencantado com o ex-primeiro-ministro. “Ele pôs as fichas todas numa estratégia de falhanço do Governo. Mas quem controla os calendários é António Costa e [Passos] corre o risco de lhe acontecer o mesmo que a Ferreira Leite: ter razão antes de tempo. Isso não entusiasma ninguém e não dá para ganhar eleições.”

TRAGÉDIA, SUICÍDIO... DIABO!
“O país está mais pobre, endividámo-nos o dobro, é um caminho de tragédia, de suicídio, aquele por onde Sócrates nos está a levar”, avisava Manuela. “Estamos a andar para trás”, repete Passos. “Esta solução de Governo está esgotada. Não tem nada para oferecer a não ser a estagnação”, disse no Pontal, antes do outono em que viria aí “o Diabo”.

Tanto o atual como a antiga líder tiveram pela frente a barragem de anúncios do PS. “Esta troika governativa só sabe fazer o que é fácil”, acusa Passos. Em 2009, Sócrates encheu a campanha de promessas (cheque-bebé, lembra-se?) e aumentou os funcionários públicos em 2,9% — questionada sobre se faria o mesmo, a presidente do PSD foi seca: “Aumentarei sempre os salários se houver dinheiro para os pagar”. Em 2016, Costa não só reverteu boa parte das medidas impopulares de Passos, como continua a agradar à Função Pública, agora com a promessa de integrar os precários. Esta quinta-feira, Passos respondeu a esta medida com o voto contra, porque “não sabemos quem são, o que fazem, o que é que vai custar para o futuro e quem é que vai ter de pagar isso.”

Passos faz muitas vezes a pergunta sobre de onde vem o dinheiro e quem vai pagar. Manuela tinha a mesma dúvida: “Nenhum português sabe de onde estão a vir os milhões anunciados todos os dias” (em 2009, “os milhões” eram para as “obras megalómanas”, agora são para as “reversões”). Ferreira Leite prometia “verdade”, Passos promete “confrontar a maioria e o Governo com a realidade”. Manuela acusava Sócrates de “logro”, Passos denuncia a estratégia “trambiqueira” de Costa.

Os alvos das críticas reagiram de forma semelhante. “A diferença entre nós”, disse Sócrates olhos nos olhos num debate com Manuela, “não é apenas de agenda económica, mas de atitude, entre quem tem confiança no futuro e nos portugueses e quem se limita a explorar a descrença, o negativismo e o pessimismo.” Costa cola os mesmos epítetos a Passos, mas o homem a quem o Presidente da República chamou “irritantemente otimista” é mais fino. Esta semana, perante bons indicadores económicos e com o OE quase aprovado, ironizou: “Até lhe podem chamar otimismo, para passo a passo irmos cumprindo o que prometemos, contra aqueles que estão sempre à espera do Diabo mas que têm pouca fé nos portugueses e nas portuguesas para vencerem a crise.”

A história repete-se até na efervescência que anima o PSD. No tempo de Manuela, ainda faltavam oito meses para as eleições e já Passos sinalizava a disponibilidade para ser candidato a primeiro-ministro — e Miguel Relvas mais um exército do aparelho preparavam terreno. Agora, a um ano das autárquicas, Rui Rio deu o tiro de partida para o debate sobre a sucessão e Luís Montenegro é questionado sobre as suas ambições de liderança. Em 2009, perguntaram a Passos sobre esta coisa do PSD ter um líder e andar a falar do líder seguinte. “É um jogo de perceções”, respondeu — se se fala mais da alternativa do que do líder, é porque este “não está a fazer o que deve”.

SEPARADOS À NASCENÇA
“Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas 
questões e direi 
que quase ninguém nos ouve”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“O país está bastante pior, embora as pessoas 
não estejam ainda bem conscientes disso”
Pedro Passos Coelho, 2016

“É um caminho 
de tragédia,
de suicídio, aquele
por onde Sócrates 
nos está a levar”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“Estamos 
a andar para trás”
Pedro Passos Coelho, 2016
Palavras-chave» [Expresso]
   
Autor:

Filipe Santos Costa.

      
 Falcoaria é Património Imaterial da UNESCO
   
«A arte da falcoaria em Portugal foi eleita, esta quinta-feira, Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 11ª reunião do Comité para a Salvaguarda do Património Cultural em Adis Abeba, na Etiópia. A classificação estava prevista para quarta-feira, mas a resolução foi adiada para esta manhã.

A falcoaria portuguesa junta-se assim aos 13 países onde a prática já é reconhecida como Património da Imaterial Humanidade. O anúncio acontece dois dias depois de a Olaria Negra de Bisalhães, em Vila Real, também ter passado a integrar a lista de Património Imaterial do organismo.

A candidatura foi apresentada em 2015 pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria.» [Observador]
  
 A palavra do ano
   


«A votação para escolher a Palavra do Ano começou esta quinta-feira, anunciou a Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009. A lista final, que pode ser consultada aqui, inclui as palavras Brexit, campeão, empoderamento, gerigonça, humanista, microcefalia, parentalidade, presidente, turismo e racismo.

A escolha pode ser feita até “ao último minuto do dia 31 de dezembro” e a palavra vencedora será conhecida “na primeira semana de janeiro” de 2017, numa cerimónia pública.

A seleção das dez palavras finais começou em maio deste ano e foi feita a partir de sugestões avançadas pelos votantes, num processo que passa sobretudo pelo estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora.» []
   
Parecer:

Geringonça!
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Vote-se.»

 A vanguarda do proletariado
   
«São 146 membros do comité central, que será votado no Congresso do PCP, que arranca esta sexta-feira em Almada. O esforço de renovação é grande e fez com que 25 dirigentes deixassem o cargo de direção, para dar entrada a 21 novas caras. Os comunistas continuam o esforço de remodelação de quadros e, com isso, o próximo comité central tem menos peso dos históricos: sai Albano Nunes, um herói da clandestinidade, ou o poeta Manuel Gusmão, ou ainda Manuela Bernardino, com passado antifascista. Só Ruben Carvalho, o 'pai' da Festa da Avante, representa no comité central o exemplo de um ex-comunista que passou pelas prisões da ditadura.

"É a lei da vida, o tempo passa e o 25 de Abril já foi há mais de 40 anos", diz Ruben de Carvalho. O desaparecimento de históricos comunistas da lista do comité central é visto como um sinal dos tempos e desvalorizado o seu significado político. Aliás, desde 2008 que a saída dos velhos resistentes se foi tornando evidente. Nesse ano, deixaram a direção comunista Carlos Costa, Honório Novo ou Vitor Dias e a saída de Costa - um dos antifascistas com mais tempo de prisão e de isolamento - motivou, na altura, oito votos de protesto de membros do comité central. No último Congresso, realizado em 2012, foi a vez de Domingos Abrantes e de Odete Santos.

Quatro anos depois, a tendência mantém-se. Saem os 'velhos' resistentes, entram novos quadros. A média de idades é agora de 43 anos, contra os 54 anos do último comité central eleito, o que demonstra o esforço de 'rejuvenescimento' que o PCP sempre disse querer prosseguir. Os operários continuam a ter uma expressão muito significativa, a ocupar 37% dos lugares de direção (uma ligeira subida em relação ao último Congresso, onde o seu peso era de 32%).» [Expresso]
   
Parecer:

Um dia destes somos todos proletários e os operários quase não existem, mas o PCP mantém a crendice da vanguarda, a classe lavadinha que saberá orientar todos para o paraíso, como se conduzisse o povo eleito através do Mar Vermelho.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Não se esqueçam!



Não se esqueçam de que Portugal teve um primeiro-ministro que descobriu a pólvora, se os portugueses passassem a ganhar metade e as empresas tivessem mais lucros e menos impostos Portugal seria um país competitivo, tão competitivo que até foi para o Japão garantir que em poucos anos sereia mesmo um dos mais competitivos do mundo. 

Como o objectivo era desvalorizar o factor trabalho socorreu-se de todas as artimanhas para que quem tinha salários ganhasse cada vez menos e trabalhasse cada vez mais. Começou pela Função Pública, inventou um desvio colossal, que mais não era do que o buraco financeiro da Madeira, e cortou-lhes no vencimento. Depois de tratar dos funcionários foi aos do sector privado, a ideia era aumentar-lhes a TSU e dá-la aos patrões. Só que o povo não deixou e em vez disso aumentaram o IRS, para depois diminuírem o IRC.

Dizia aos do privado que a culpa era dos do sector público, depois de apertar com estes ia dizer que os do Estado já tinham feito o ajustamento, no sector privado estava tudo na mesma. Mas não bastaram os cortes nos salários e os aumentos dos impostos sobre o trabalho, havia ainda mais truques na manga, como aumentar contribuições, taxas e taxinhas e aumentar o horário de trabalho.

Cortou férias e onde lhe foi possível aumentou o horário de trabalho, mas como tudo isto não bastava o tarado teve de arranjar mais truques. Descobriu uma mentira que lhe permitia dar dois coelhos com uma cajadada, obrigar os trabalhadores a trabalhar mais umas horas e lamber o rabo da senhora Merkel. Descobriu que os portugueses eram uns malandros que descansavam mais do que os alemães. 

Como era difícil cortar em férias eliminou feriados, aproveitou a bondade de um cardeal que era seu devoto e negociou com a Igreja tirava-lhas euns feriados e em compensação ia de encontro á preces do cardeal e limpava uns feriados da República. E assim, o miserável do Passos Coelho cagou em cima do feriado comemorativo da independência e acabou com ele.

É bom que não se esqueçam do que esse rapazola fez, um dia destes ele desaparece e a direita portuguesa e e santinhos como o cardeal ainda se vão esquecer desta maldade miserável com a qual colaboraram só para que os nossos patrões pudessem contar com mais meia dúzia de dias de trabalho escravo.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos

Quem lê a notícia sobre o comunicado da Ordem dos Médicos a propósito de jantares de Natal fica com a impressão de que os médicos andam por aí a pedir gorjetas e jantares de Natal, quando, na verdade, a esmagadora maioria dos médicos apenas janta com amigos e familiares. A Ordem parece querer dar uma imagem de isenção mas o resultado é o inverso, fica-se com a ideia de que a falta de ética dos médicos é tanta que é necessário a Ordem vir com comunicados miseráveis.

Não seria mais lógico denunciar publicamente as farmacêuticas que confundem Natal com marketing oportunista?

«O Natal dos médicos é sem o patrocínio da indústria farmacêutica, alerta a Ordem dos Médicos, num comunicado divulgado hoje. Com o aproximar do Natal e perante as dúvidas levantadas junto da Ordem dos Médicos, esta emitiu uma nota em que esclarece que "o eventual pedido ou aceitação de patrocínio da indústria farmacêutica a jantares ou eventos de claro e predominante teor festivo por parte de médicos, como jantares de Natal, constituiria uma violação do protocolo" e "pode conflituar com o Código Deontológico da Ordem dos Médicos".

A Ordem lembra o protocolo recentemente celebrado com a a Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e a Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica (AMPIF), que regula a ética e a transparência das relações entre os médicos e a indústria farmacêutica, e diz que os jantares de Natal, ou outros de semelhante teor festivo, não se enquadram no mesmo. Assim, conclui, "não devem ser objeto de qualquer tipo de pedido ou oferta de patrocínio por parte da indústria farmacêutica".

O organismo liderado por José Manuel Silva considera que "os médicos devem dar um exemplo à sociedade civil de transparência, independência e salvaguarda de conflitos de interesse, contribuindo assim para o engrandecimento desta nobre profissão".» [DN]

 Santana Lopes candidato á liderança do PSD?

É sabido que está na natureza de Pedro Santana Lopes ser um potencial candidato a todo o tipo de vagas que apareçam, desde que os cargos o remunerem devidamente. Se vai haver uma vaga no Sporting o Santana é candidato, se vai abrir uma vaga em Belém Santana é candidato, se a Santa Csa precisa de provedor Santana está disponível, se a liderança do PSD está a cair Santana ajuda a fazer cair e oferece-se para o penoso cargo.

O problema é que quando estão em cargos públicos há o problema dos dois pássaros a voar e Santana começa a fazer jogo duplo. Quando tomou posse de Provedor Santana fez constar que se ia dedicar ao cargo, ms parece que já se esqueceu e depois de o seu nome aparecer para a CML, surge para a liderança do PSD.

Se Santana é mesmo candidato a despachar Passos Coelho o mínimo que se lhe exige para que não seja mais um coxo na liderança do seu partido é que se demita da Santa Casa.

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 O deputado do PAN não aplaudiu o rei de Espanha

Se calhar o senhor não tem gatos nem deixa que as velhinhas caridosas os alimentem no jardim do palácio.

      
 E vão 4 candidatos à liderança do PSD
   
«Nuno Morais Sarmento não se exclui da lista de possibilidades sociais-democratas para seguir à liderança de Pedro Passos Coelhos– o que já tinha feito em março –, mas alerta sobretudo para outras hipóteses que podem perfilar-se, apontando o dedo a Luís Marques Mendes e a Pedro Santana Lopes.

Já disse várias vezes: tenham em atenção Marques Mendes e Santana Lopes. Em vez de olharem para o campeonato regional, olhem para a primeira liga, onde têm Pedro Santana Lopes, que já começou a olhar para o tema, e Marques Mendes, que acho que serácoagido por alguém a olhar para o tema”

No programa Falar Claro, na Renascença, o social-democrata foi confrontado com um apoio a Rui Rio, o que descartou: “Não conheço essa figura do ‘apoio em privado’. Ou se apoia ou não se apoia. E, principalmente, não percebo o que é que se apoiava. Rio veio dizer que se o PSD não conseguir inverter esta situação, estará disponível. Está a dizer que espera que o PSD seja capaz de mudar e sair da situação difícil em que se encontra. Eu acho que é muito difícil”. E também foi confrontado com a sua própria disponibilidade para concorrer à liderança como primeiro protagonista, o que não descarta: “Acho um bocadinho curto que se resuma a participação – acho até um exercício de arrogância – aqueles que digam que estão disponíveis para se candidatarem à liderança. Eu estou disponível para trabalhar”

Se estou disponível para participar no trabalho que seja necessário fazer, se chegarmos a uma situação de dificuldade em que se justifica infletir estratégias e eventualmente mudar de liderança? É evidente que estou disponível, como sempre estive, para trabalhar nesse momento”» [Observador]
   
Parecer:

Ninguém se assume mas todos se andam a mexer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Observador ainda tem esperança de que algo corra mal
   
«Hoje foi aprovado o Orçamento do Estado para 2017. A discussão nas últimas semanas tem, por isso, sido focada no que aí vem. Independentemente da retórica, trata-se de um Orçamento aparentemente responsável: não há grandes medidas de consolidação estrutural, mas prevê-se, de facto, uma redução importante do défice global.

Do lado da despesa, a consolidação orçamental é, claro, difícil quer para o decisor, quer para os serviços públicos. É um processo contínuo, como no Jenga, em que se vão retirando peças da torre, as quais se colocam depois no topo, fazendo a torre crescer cada vez mais, até ao objetivo.

Retirar as peças da base da torre torna-a menos densa e potencialmente mais instável. A altura que se consegue alcançar depende da forma como se o faz. Também no Orçamento é assim: perceber de onde vem, quão forte é a base de partida, é tão importante como as medidas que incorpora.» [Observador]
   
Parecer:

Não deixa de ser curioso que um artigo de opinião seja tratado no Observador como se de uma notícia se tratasse.

Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos autores se foram eles que previram a armagedão de Setembro, que tantas esperanças deram a Passos e a todos os seus apoiantes.»

 É o que Passos quer
   
«A agência de rating canadiana DBRS, a única a segurar o rating de Portugal num nível acima de lixo, colocou esta terça-feira o rating da Caixa Geral de Depósito em revisão para um possível corte, uma revisão que terá em conta como a demissão de António Domingues poderá afetar o plano de recapitalização.

É a única agência que permite que a dívida portuguesa ainda possa ser usada pelos bancos como garantia nos empréstimos pedidos ao Banco Central Europeu e que permite que o próprio BCE compre dívida portuguesa no seu programa de compra de ativos, permitindo o alívio dos juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida pública portuguesa.

Agora, a agência diz que o rating da Caixa passa a estar sob avaliação para a DRBS decida se vai ou não aplicar um corte. Segundo os canadianos, isto deve-se a um aumento dos riscos em torno das questões de governação da Caixa Geral de Depósitos, da sua eventual recapitalização e das dificuldades do grupo Caixa em melhorar a qualidade dos seus ativos e a sua rentabilidade.» [Observador]
   
Parecer:

Há muito que a estratégia do PSD é evidente e apenas se lamenta que o BE, ao contrário do PCP, tenha alinhado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a Catarina Martins o apoio à estratégia de Passos para destruir a CGD.»

 O que quererá a CNPD
   
«A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) está preocupada com o aumento do número de organismos com acesso à base de dados do fisco, previsto no Orçamento do Estado, e que “ameaça a privacidade” dos cidadãos. De acordo com o Jornal de Negócios desta quarta-feira, as dúvidas e alertas constam de um parecer dado pela CNPD à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017, que foi pedido porque o Governo decidiu incluir novas medidas que implicam o tratamento de dados pessoais.

No parecer a que o Negócios teve acesso, a CNPD sublinha que os novos acessos à base de dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) “colocam em risco a privacidade” dos cidadãos. A comissão salientou que se “está a compensar a ineficácia de alguns serviços da administração pública com o sacrifício da privacidade dos cidadãos”.

Na prática está a importar-se informação de um sistema sujeito a um especial dever de sigilo, o sigilo fiscal, reduzindo-o deste modo a muito pouco”, é referido.
No parecer, a comissão indica também não entender por que razão as medidas aparecem no Orçamento do Estado, até porque “nada têm que ver com questões orçamentais”. Segundo o parecer, “com a aprovação do Orçamento haverá mais alguns exemplos, como é o caso da interconexão Fisco, Segurança Social e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), para melhorar a eficácia do combate às infrações laborais”.

A CNPD destaca no documento que “não só não vislumbra que o acesso à informação em causa por parte da ACT seja efetivamente adequado à prossecução das suas atribuições como conclui: se à ACT é permitido estabelecer uma interconexão com as bases de dados da AT e da Segurança Social, para aceder a dados pessoais, de natureza sensível, é bom de ver que não existirá no futuro limite às interconexões”. Por isso, a comissão considera que “não haverá limite ao conhecimento desproporcionado que o Estado terá da vida privada dos cidadãos”.» [Observador]
   
Parecer:


Alguém devia recordar aos membros desta comissão, que hoje recebem o galardão  título coletivo, que em tempos a cobrança das prestações sociais eram competência do fisco, nesse tempo até havia uma direção-geral das Contribuições e Impostos. Daí não resultava qualquer devassa da vida privada dos cidadãos. Aliás, a haver devassa será na informação das empresas pois sã estas que empregam e não declaram nada ao Estado.

Impedir que informação que é comum não possa ser consultada é prestar uma preciosa ajuda à evasão fiscal. Dixzer que "o sacrifício da privacidade dos cidadãos" resulta da ineficácia é puro lirismo com consequências muito graves. A verdade é que é a separação de uma base de dados que devia ser única que promove a ineficácia e, em consequência, alguma perda de privacidade. Mas estes senhores deviam explicar onde é que há perda de privacidade por parte do cidadão comum.

Imagine-se que o governo decidisse fundir os organismos envolvidos, o que, aliás, seria a melhor decisão, será que a CNPD se opunha? Enfim, parece que a CNPD anda muito preocupada com uns acessos e pouco com outros.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sugira-se à CNPD que proponha um aumento de impostos para compensar as suas posições.»

 Hacienda gravará las bebidas azucaradas
   
«El Consejo de Ministros que se celebra este viernes aprobará un incremento fiscal sobre los impuestos especiales de tabaco y alcohol. Hacienda también fijará un nuevo gravamen sobre los productos con alto contenido en azúcar, reducirá incentivos fiscales para las grandes empresas en el impuesto sobre sociedades y presentará un nuevo plan de lucha contra el fraude fiscal.
El Gobierno ya ha preparado así la batería de medidas que Bruselas le exigió para reducir el déficit público en 2017 y cumplir el objetivo de estabilidad. El impuesto que gravará las bebidas con alto contenido en azúcar afectará especialmente al sector de los refrescos. Se trata de una medida que otros países como el Reino Unido ya han aplicado y que se justifica por motivos de salud y para reducir el consumo de azúcar. La Generalitat de Cataluña incluyó en su presupuesto un tributo similar, sin embargo, dos administraciones no pueden gravar el mismo hecho imponible y prevalecerá el tributo a nivel estatal. Fuentes de la Administración señalan que no existe un afán recaudatorio e indican que el tributo sobre los productos con un alto nivel de azúcar aportará algo menos de 200 millones de euros.

El decreto también contemplará una subida de los impuestos especiales que gravan el alcohol y el tabaco. La medida no afectará a la cerveza, que cuenta con un impuesto particular ni al vino, que seguirá bonificado como hasta ahora. La subida al alcohol, como ya sucedió en 2013, se limitará a los destilados (whisky, ginebra o vodka, entre otros). En el caso del tabaco, la reforma que impulsará el Ejecutivo contempla cumplir con la normativa europea que eliminó el llamado doble mínimo, una figura ideada para evitar que el tabaco se venda por debajo de determinado precio. La supresión del llamado doble mínimo se acompañará de un incremento de los tipos impositivos que ya sufre actualmente el tabaco. Hoy, casi el 80% del precio medio de una cajetilla de tabaco son impuestos. Aun así, el menor consumo y el aumento de la distribución ilegal ha reducido la recaudación de un tributo que, en 2010 aportaba 7.400 millones y que actualmente recauda en torno a 6.600 millones.» [Cinco Dias]
   
Parecer:

O que terão os  "partidos irmãos"
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, novembro 30, 2016

Substituir Passos na liderança do PSD

Para os devidos efeitos informo que não sou candidato à liderança do PSD, pelo que o Jumento não deve ser acrescentado à lista de putativos candidatos, da qual já farão parte os nomes de Marques Mendes (que anda em almocinhos com o Miguel Relvas na Tia Matilde), Morais Sarmento, Rui Rio, Pedro Santana Lopes e Montenegro.

Ao contrário destas personalidades não sou, nunca fui, nem tenciono vir a ser amigo ou apoiante dessa personagem, a minha oposição a tal pessoa é genuína e desde a primeira hora, nunca lhe apoiei as políticas de escalpelização de funcionários públicos e pensionistas, como sucedeu com todos esses agora “arrependidos”.

Antes pelo contrário, sempre fui contra esta mania de substituir líderes em função das sondagens como sugere Rui Rio, um político que por causa dessas sondagens há quase duas décadas que não parece saber o que quer. De resto, substituir Passos Coelho por líderes que no passado já foram derrotados ou nem sequer conseguiram ir a votos não faz muito sentido. 

O normal é os candidatos a primeiro-ministro terem um período de experiência na oposição, onde têm a oportunidade de estudar dossiers e superar as consequências de eventuais disfuncionalidades cognitivas mais ou menos temporárias, de ignorância ou de falta de habilitações. Mas com Passos sucedeu ao contrário, foi logo parar ao governo, pelo que não teve a oportunidade de mostrar o seu valor como líder da oposição.

A verdade é que passado um ano desde que o “golpe de Estado” que o tirou do poder que não faz oposição ao governo usurpador, já fez de morto, já andou armado em primeiro-ministro no exílio, já reuniu as cortes em Albergaria-a-Velha para discutir o OE do governo no exílio, mas na verdade ainda não foi líder da oposição, deixou esse papel à Assunção Cristas.

Passos Coelho deve ter a oportunidade de ser líder da oposição, mas seria conveniente que se lembrasse de o ser pois até agora tem andado um pouco distraído. É por isso que aqui declaro o apoio à liderança de Pedro Passos Coelho, não acrescentando o nome à lista de candidatos ou de candidatos a candidatos à liderança do PSD.