sexta-feira, maio 25, 2018

O LAPSO

Parece que o país anda embrulhado com o famoso caso de uma pequena empresa familiar que ainda está na fase da gravidez, mas porque um ministro distraído se esqueceu de mudar o nome do gerente, pode provocar uma crise política digna de um Burkina Faso. O ridículo de tudo isto chega ao ponto de ser notícia de primeira página que o MP vai investigar este grande caso, sendo de esperar mais um arrastão à moda do Centeno, com os magistrados a recolher tudo o que pode ser recolhido no gabinete do ministro, para mais tarde investigar.

O primeiro-ministro decidiu encerrar o assunto e fê-lo da forma mais desastrada, dizendo que era um lapso. Acontece que todos os que de alguma forma se esquecem de respeitar uma norma legal ou o cumprimento de uma qualquer obrigação decorrente da lei, invoca o lapso. Há milhares de portugueses a pagar multas e juros de mora por causa de lapsos dos mais variados tipos, lapsos no pagamento do IVA, lapsos na entrega da declaração de IRS, lapsos no pagamento do IUC. Em Portugal as multas devido a lapsos são uma importante receita do Estado pelo que este argumento merece um sorriso.

Mas fazer do esquecimento do ministro motivo para tanta página e investigações a cargo do pessoal da Procuradora Distrital de Lisboa só merece uma gargalhada, como se não bastasse o lapso sem multa, ainda vamos gastar dinheiro dos contribuintes com tão importante assunto. A lei das incompatibilidades serve para evitar que os políticos façam negócios que favoreçam as suas próprias empresas, mas em vez de estarmos a discutir negócios estamos a discutir uma empresa que nem fez negócios. Com tanto procurador a combater o terrorismo em Alcochete e a pescar de arrastão nos gabinetes governamentais ainda vão faltar procuradores e recursos financeiros.

Estamos perante uma lei que serve para prevenir que se cometam determinado tipo de crimes, da mesma forma que se proíbe um ministro de gerir empresas também se exige aos condutores que tenham carta de condução. Mas esta exigência não impede que alguém se autorização para conduzir não possa ter um Ferrari na sua garagem. A verdade é que a empresa do ministro não passa de um Ferrari dentro de uma garagem.

Mas a desculpa do ministro é inaceitável, o desconhecimento da lei não favorece o infrator e sendo um dos advogados dos mais caros da praça não pode invocar desconhecimento da lei porque isso significa desconhecer um dos princípios mais elementares do direito português.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, líder do CDS

Uma senhora formada em direito onde é mesmo professora deve saber que as competências não estão definidas pelos programas eleitorais, se assim fosse nenhum país era governável. É uma pena que a líder do CDS continue a usar argumentos ridículos, porque isso só a ridiculariza.

«A líder do CDS considera que o atual Parlamento não tem mandato para decidir sobre a despenalização da eutanásia, lembrando que a esmagadora maioria dos partidos não colocou o assunto nos seus programas antes das eleições.

Assunção Cristas entende ainda que "há uma sensação de que o Parlamento legisla nas costas dos portugueses", sem um debate sereno e aprofundado em todo o país.

"O parlamento, se tem legitimidade, e tem, não tem mandato. Os 230 deputados não têm mandato do povo para poderem decidir sobre uma tão sensível e delicada quanto a eutanásia", afirmou a líder do CDS aos jornalistas, durante uma concentração que hoje decorreu junto à Assembleia da República promovida pelo movimento STOP Eutanásia.» [DN]

 Sugestão a Bruno de Carvalho



É costume as grávidas terem um saco preparado quando se aproxima o fim da gravidez, nesse saco além de terem um pequeno enxoval para o bebé que vai receber, costumam ter também algunas artigos pessoais pois a qualquer momento poderão ser internadas e precisar de roupa e artigos de higiene pessoal. Sugiro a Bruno de Carvalho que ainda que não esteja grávido se faça acompanhar de um saco de grávida com os artigos habituais para a higiene pessoais e algumas mudas de roupa, pasta de dentes, lâmina para a barba, umas calças, camisas e um par de cuecas.

Quem vai tomar banho deve saber onde deixa a roupa e pela sequência de notícias que andam a fazer sair até parece que o climax vai acabar com  bruno de Carvalho a jogar à sueca com Vale e Azevedo. Ou estamos muito enganados ou vamos ter heróis na justiça que salvaram o Sporting, da mesma forma que já salvaram o país de outras personalidades perigosas, corruptas e incompetentes.

 A posição do PCP em relação à eutanásia

Ainda bem que o PCP tomou uma posição clara em relação à eutanásia, não porque concorde ou discorde, mas porque era tempo de acabar com a ideia de que tudo o que represente uma rotura cultural ou civilizacional vai necessariamente no sentido do progresso e por isso deve ser entendido como de esquerda.

Nos últimos anos o país tem sido sacudido quase semestralmente por mais uma causa dita fraturante e os "progressistas" impõem a ideia de que de um lado está o futuro e do outro o passado, de um lado estão os progressistas e do outro a igreja e todos os outros retrógrados, de um lado está uma esquerda aberta e do outro uma direita conservadora.

Esta abordagem é pouco séria e tem imposto uma mentalidade do politicamente correto que obriga a que todos os que ousem discordar ou são da direita ou da igreja ou o melhor é ficarem calados. É tempo de acabar com debates em que de um lado temos a igreja a querer uma sharia e do outro sermos obrigados a ter medo da ditadura do politicamente correto.

 Eutanásia

Se me perguntarem se um doente tetraplégico que há anos que não se mexe tem o direito a um suicídio assistido não tenho dúvidas em responder que sim. Se me perguntarem se alguém que vive em grande sofrimento por causa de uma doença crónica sem fim à vista pode solicitar a morte também não tenho dúvidas de que sim. Se me perguntarem se alguém que por qualquer motivo se quer suicidar então direi que o faça como bem entender, da mesma for que acho que uns deve ser ajudados não vou condenar os outros.

 É proibido conduzir sem carta?

Todos sabemos que é proibido conduzir sem carta pelo risco que isso representa para os outros cidadãos que andam na estrada. Mas por ser proibido conduzir sem carta também deve ser vedado comprar um carro a quem não tiver a carta. Há algum perigo para a sociedade alguém que não tem carro ter um Ferrari de grande cilindrada na sua garagem, sem sequer ligar o motor?

Cá por mim que esse Ferrari é tão perigoso para a circulação automóvel quanto a empresa do Siza é para a honestidade e transparência da vida política. Até acho estúpido que a questão da gerência de uma empresa se coloque quando essa empresa nem sequer tem inatividade. Estúpido e ridículo considerar alguém que nada faz menos honesto do que os que fazem negócios por interposta pessoa.

Parece que a palavra de ordem desta democracia é "franciscanos ao poder", os políticos devem viver despojados de quaisquer meios, darem provas de pobreza e permanecerem assim até à morte. Vivemos num país onde se deixou de ter a noção do ridículo.

      
 Intoxicação pelo futebol
   
«Os recentes acontecimentos num determinado clube têm mostrado, de forma espantosa, até onde pode ir a intoxicação pelo futebol. Não nego a gravidade dos incidentes ocorridos em Alcochete, mas, para além de tudo mais, verificam-se em Portugal e no mundo situações muito mais graves, preocupantes e complicadas de que quase se não tem falado ou de que deixou mesmo de se falar.

No tempo de Salazar, dizia-se que o futebol era uma forma de afastar as pessoas da política. Agora, ao fim de mais de quarenta anos de democracia, o poder do futebol atingiu níveis insuspeitáveis. Basta reparar no número de jornais diários a ele dedicados; no espaço e no tempo que ocupa nos outros órgãos de comunicação social, em particular na televisão; no relevo dado, nos noticiários da rádio e da televisão, aos seus dirigentes, treinadores e jogadores, muito superior ao atribuído a outros agentes da nossa vida coletiva e a dirigentes políticos; nas transmissões frequentes de jogos (até entre equipas estrangeiras) nos chamados horários nobres; nos cafés e restaurantes, por esse país fora, abertos para acompanhar os jogos ou os treinos.

O futebol transformou-se, entre nós, num lamentável instrumento de deseducação e de alienação (para não dizer mais).

Tem que se reconhecer que o fenómeno, em maior ou menor escala, se observa igualmente em todos os países europeus e da América Latina; que os campeonatos internacionais vêm adquirindo uma importância também política imensa; que a FIFA acaba por ser um importante centro de influência e de poder. Apenas duvido de que, em qualquer outro país, aqueles acontecimentos e as vicissitudes subsequentes no referido clube ocupassem horas e horas, dias e dias em todas as estações de rádio e de televisão e que até titulares de órgãos de soberania fossem chamados a pronunciar-se.

Em vez disso, que atenção tem prestado a RTP, estação oficial, paga pelos contribuintes, a questões como a da OPA de uma empresa estatal chinesa sobre a EDP, fundamental empresa estratégica portuguesa? Quanto tempo tem dedicado à situação do serviço nacional de saúde ou da justiça, às desigualdades do interior, à crise do sistema ferroviário? Quantos debates entre especialistas tem promovido acerca da paternidade responsável, da gravidez de substituição, da eutanásia? Que atenção tem prestado aos dramas dos Palestinianos e dos venezuelanos, às guerras na Síria, no Afeganistão ou na Somália? Como tem discutido a vaga de nacional-populismo em vários Estados da União Europeia? Como tratou dos ataques terroristas a igrejas na Indonésia?

A RTP – e, designadamente, a RTP1 (o seu canal generalista e o mais visto pelas pessoas) tem de se reorientar e mudar. Tem (sem prejuízo da RTP2) de se abrir à cultura, com programas periódicos (mais ou menos breves ou longos, consoante os casos) sobre a língua portuguesa, sobre os museus e monumentos, sobre as artes, sobre o folclore, sobre a história, sobre o mar. Deveria contribuir para a sensibilização ambiental. Deveria estar mais voltada para a realidade religiosa, na diversidade de crenças e de vivências, não deixando de ser uma estação laica. Deveria acompanhar mais de perto os trabalhos do Parlamento, em plenário e em comissões dentro do pluralismo político.

Não se trata, resta acrescentar, de fugir ao futebol, em especial quando se aproxima mais um Campeonato do Mundo. Trata-se apenas de lhe dar o lugar que num Estado democrático empenhado constitucionalmente em promover a efetivação dos direitos económicos, sociais e culturais, lhe pode caber. Tudo com conta, peso e medida. Tudo com equilíbrio.» [Público]

      
 Agarrem-me senão bato-lhes...
   
«O ex-secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte, desistiu do doutoramento em Direito em que estava inscrito na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) soube o PÚBLICO junto daquela instituição de ensino. Depois da denúncia de que a referência no seu currículo à Universidade da Califórnia, em Berkeley, era falsa, o social-democrata poderia ter de voltar a assistir às aulas de que havia sido dispensado, mas antecipou-se à decisão final da UAL.

O Conselho Científico do estabelecimento de ensino superior reuniu-se esta quarta-feira à tarde com a situação de Barreiras Duarte na ordem de trabalhos. No entanto, o órgão académico “nem sequer produziu nenhuma deliberação”, confirmou ao PÚBLICO Reginaldo de Almeida, administrador da universidade, uma vez que, “por comunicação escrita prévia à reunião”, o antigo secretário-geral do PSD e também ex-secretário de Estado de vários governos do PSD renunciou à inscrição no doutoramento em Direito.» [Público]
   
Parecer:

E assim se perde um grande vulto do nosso direito
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Juiz é contra a técnica do arrastão
   
«Os emails trocados entre o presidente da EDP, António Mexia, e outros suspeitos do caso EDP serão destruídos, noticia o jornal i nesta quinta-feira. A explicação chega da parte do juiz de instrução deste caso, Ivo Rosa, o responsável pela decisão: em termos legais, a conduta do Ministério Público (MP) não respeitou os trâmites processuais estabelecidos pela lei. De uma forma mais simples, foram recolhidos emails por elementos exteriores ao processo EDP, o que pode fazer com que tenha sido obtida informação pessoal que não está relacionada com a investigação.

Em causa está a recolha de emails que envolvesse os arguidos do caso EDP por parte dos procuradores do Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Carlos Casimiro e Hugo Neto, que foram pedidos a elementos da Operação Marquês e do caso BES.

Nestes dois processos, tinham sido recolhidos emails que nunca chegaram a ser abertos por não estarem directamente ligados a esses casos, ainda que pudessem ter informação essencial para o caso EDP. Foi então pedido ao juiz Carlos Alexandre, responsável pelos casos Marquês e BES, que abrisse os emails e os juntasse ao processo.» [Público]
   
Parecer:

Até que em fim que alguém põe em causa este método de investigação tipo network, em que se começa a investigar o Sócrates e acaba-se a ler os e-mails do faroleiro das Berlengas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «»

 Outra guerra contra Rio
   
«A reunião da bancada do PSD desta quinta-feira de manhã foi marcada por uma discussão acesa em torno da despenalização da eutanásia. No final, o líder da bancada Fernando Negrão disse aos jornalistas que a maioria dos deputados “vai votar” contra os projectos de lei na próxima terça-feira, dia 29.

A pressão está na bancada do PSD, depois de o PCP ter anunciado o voto contra e de ter sido divulgada uma declaração de Rui Rio à revista Sábado em que defendia ser um “imperativo” despenalizar a eutanásia.

Houve quem, esta manhã, tivesse considerado as declarações “infelizes”. A crítica foi de Miguel Morgado mas outros deputados concordaram com ele, segundo relatos feitos ao PÚBLICO sobre a reunião que decorreu à porta fechada. O ex-vice-presidente do PSD Marco António Costa concordou com a crítica e defendeu a realização de um referendo sobre a matéria. Uma posição que foi secundada por Luís Campos Ferreira e que até chegou a ser defendida há alguns meses pelo líder parlamentar, mas que não fez caminho no partido.» [Público]
   
Parecer:

Não perdem uma oportunidade.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Esperes-se para ver.»

 Com três filhas onde é que vou morar?
   

«Desde sexta-feira, a atual direção do Sporting tem anunciado uma série de medidas que esperam vir a atenuar críticas num momento conturbado: a suspensão dos benefícios às claques (numa altura em que o campeonato está parado), a segurança em Alcochete, o fim da omnipresença de Bruno de Carvalho, quer no no banco de suplentes, quer na Comunicação Social, ao assegurar Fernando Correia para porta-voz do presidente. Por outro lado, os anúncios das contratações de Augusto Inácio e de dois futebolistas (Raphinha e Marcelo, ambos já ‘comprados’ em janeiro) servem para dar o passo em frente e pôr o foco na temporada que aí vem.

E é neste tom que Bruno de Carvalho e os seus colegas de direção prosseguem nesta nota de imprensa enviada às redações, horas depois de Frederico Varandas ter anunciado a sua candidatura a umas eventuais eleições.

Num documento de três páginas, o Conselho Diretivo começa por dizer que não está agarrado ao poder, que não se demite e que não quer uma Assembleia Geral Extraordinária - e nem ir a votos. Estes são os argumentos: “uma AG com o propósito de discutir a continuidade do Conselho Diretivo trava de imediato o lançamento do Empréstimo Obrigacionista, sem o qual o clube e a SAD deixarão de ter capacidade para fazer fazer face a compromissos imediatos”; “trava de imediato a preparação da próxima época desportiva, uma vez que passa a ser praticamente impossível concretizar transações de jogadores e prejudica a negociação de mais patrocínios”.» [Expresso]
   
Parecer:

Não vai ser fácil tirá-lo de lá.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Mude-se o hino do SCP.»

 Jesus não tem condições
   
«Jorge Jesus não vai continuar no Sporting e esta quarta-feira disse isso mesmo a Augusto Inácio, novo diretor-geral dos leões, que contactou o treinador para saber da sua disponibilidade para se manter no cargo.

Ao que o DN apurou, o técnico de 63 anos explicou a Inácio que não existem condições para se manter no cargo, na sequência dos acontecimentos das últimas semanas, nomeadamente as agressões de que ele e os jogadores foram alvo na Academia, em Alcochete. Nessa conversa, Jesus deixou claro que essa sua decisão não está dependente da continuidade ou não do presidente Bruno de Carvalho, apesar das relações entre ambos estar bastante deteriorada.

Jorge Jesus fica agora a aguardar que seja convocado para uma reunião com a SAD sportinguista por forma a chegar a um acordo para a rescisão do contrato que é válido por mais um ano. Certo é que o treinador pretende uma saída amigável de Alvalade, estando por isso disponível para negociar os termos da rescisão.» [DN]
   
Parecer:

Para voltar a ganhar a Supertaça ou a Taça da Liga? Jesus tem uma boa solução, sai nas condições do contrato que ele próprio assinou.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, maio 24, 2018

O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR

Ainda que nem se tenha reparado o país está sendo informado sobre o que se passou em Alcochete com base na informação constante no processo, isto é, graças a mais uma violação do segredo de justiça, algo muito frequente nos casos investigados a partir da capital. É raro o processo cuja investigação seja feita a partir de Lisboa que não dê lugar a este tipo de informação, até faria sentido que fosse acrescentado um canal à grelha dos canais televisivos transmitidos por cabo, precisamente para fornecer esta informação.

A última novidade é a exibição de fotogramas, criteriosamente selecionados para passar uma imagem ao assalto a Alcochete, como se estivéssemos perante uma operação de comandos do DAESH, só não se consegue perceber muito bem nas imagens se os terroristas traziam consigo metralhadoras Ak 47. Como consta que foram encontradas armas nos carros podemos imaginar o pior.

Tudo isto tem alguma graça pois não se percebe o que se pretende, justificar a prisão preventiva de 23 jovens com o argumento de serem terroristas, assustar a comunidade provocando alarme público para justificar os processos e argumentação dos investigadoress ou passar a mensagem de podemos dormir descansados porque temos alguém que não dorme para poder conduzir a tarefa de higienização da sociedade, designadamente do meio político e agora, do futebol.

Fica-se com a sensação de que depois de se ter depurado a classe política alguém se lembrou de que seria a hora de limpar o meio futebolístico e no mesmo dia em que somos bombardeados com o pouco que há no processo do assalto do DAESH a Alcochete, ficamos também a saber que Bruno de Carvalho é acusado por um dos colega da direção do SCP que o abandonou de ter ficado com luvas no negócio de Bryan Ruiz. A conclusão é óbvia, zangam-se as comadres e sabem-se as verdades, é bom que o Bruno de Carvalho se cuide pois a esta hora já devem estar a acrecentar uma cama ao lado de Vale e Azevedo.
Há no ar  a ideia de que o derrube “ditador de Alvalade” não vai ser necessário encomendar ao Trump uma operação militar ao estilo da que derrubou Noriega, no Panamá. Por cá temos quem faça isso com menos tiros e tabefes do que se ouviram em Alcochete e pela informação que vai saindo nos jornais já se percebeu a mensagem.

Para que a promiscuidade entre o mundo da política e o mundo da bola ficasse completa só falta o envolvimento de magistrados.  Depois de políticos, banqueiros e empresários só faltavam os magistrados para que o espetáculo de mais uma ópera bufa tivesse início.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Siza Vieira, ministro sem noção das obrigações políticas

As coisas que um pobre cidadão desconhece antes de passarem dois meses depois de ser ministro! Não só desconhece como nem desconfia, nem sente necessidade de analisar as situações com alguém que saiba. Só que há uma norma que certamente o ministro não pode desconhecer, que o desconhecimento da lei não aproveita ao infrator, é o princípio mais elementar do direito português que qualquer aluno de direito sabe, está consagrado no artigo 6º do Código Civil.

Como o ministro sabe nenhum cidadão é formado em direito e no dia a dia todos temos que prever o que é ou não aceitável. Um "bom pai de família" questionar-se.ia sobre se algo na sua vida poderia ser incompatível com a condição de ministro e a gerência de uma empresa era a primeira dúvida a colocar. É um princípio consagrado no artigo 487º também do Código Civil, outro artigo que um estudante de direito tem na ponta da língua e que se aplica a todos os cidadãos, mesmo aos que não sabem ler.

Portanto senhor ministro, arranje lá uma desculpa melhor porque essa não serve, quem não tem a noção de certas coisas deve evitar cargos inteletualmente um pouco mais exigentes.

PS: Pedro Siza Vieria é formado em direito, desempenha cargos governamentais desde 1988 e já exerceu advocacia nalguns dos maiores escritórios de advogados de Lisboa.


«Pedro Siza Vieira garante que “não tinha noção” de que tinha infringido a lei sobre incompatibilidades de cargos políticos e altos cargos públicos. Confrontado pelos jornalistas durante uma conferência na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, o ministro Adjunto do primeiro-ministro afirmou:

Quando tomei posse, só posteriormente tomei consciência de que não se pode ser gerente, ainda que não remunerado, de uma sociedade familiar e por isso pedi a renúncia quando me foi chamada a atenção para isso”.

De acordo com a legislação em vigor, não é possível ser governante enquanto se desempenham outras funções profissionais, mesmo que não remuneradas, e não é possível integrar corpos sociais de empresas.

“Durante cerca de dois meses não tinha essa noção”, explicou Siza Vieira, acrescentando que renunciou “imediatamente” e “a sociedade não teve ainda felizmente qualquer atividade comercial, não realizou qualquer transação imobiliária”.» [Obserservador]

 O quadro de Júlio Pomar

Certo dia o Senhor João de Brito, dono da Galeria 111, convidou-me a visitar o seu armazém e, depois, o seu escritório que se situava no piso por cima da galeria. Lá mostrou-me um quadro de Júlio Pomar, pertencia a Mário Soares e precisava de uma pequena reparação. Três grandes vultos do século XX português, João de Brito, Mário Soares e Júlio Pomar, tudo em volta de um quadro que aguardava uma reparação.

      
 Lapsos
   
«A interpelação do PSD ao Governo até parecia começar bem. Fernando Negrāo propôs um novo acordo sobre a revitalização do interior, queria ver "um consenso entre todos nesta Casa" e pediu que António Costa assumisse um "calendário e medidas concretas" para avançar o mais rapidamente possível.

O bom ambiente entre oposição e bancada do Governo acabou à primeira resposta do primeiro ministro. No repique, já Fernando Negrão desistia de acordos ou consensos para passar diretamente ao ataque. O alvo era Pedro Siza Vieira. O ministro Adjunto começou, na semana passada, a ser acusado de ter reunido com responsáveis da China Tree Gorges, já no exercício do cargo político que ocupa. Vieira era sócio da linklakers, o escritório de advogados que representa a eléctrica chinesa, antes de entrar para o Governo. A estas suspeitas de incompatibilidade juntaram-se hoje as notícias das ligações do ministro a uma empresa imobiliária.» [Expresso]
   
Parecer:

Pois, vamos todos ter um lapso e esquecer-nos de pagar os impostos.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorriso.»

quarta-feira, maio 23, 2018

A SECURA

Portugal tem algum tema que mereça a preocupação dos cidadãos ou que mereça ser alvo de um debate público? A resposta é não, os canais de informação das televisões dedicam-se a tempo inteiro ao balneário de Alcochete e os três pontos na testa do Bas Dost são mais importantes do que os problemas do SNS, que foi notícia porque morreu António Arnaut. 

Qual foi a última intervenção de António Costa de que nos lembramos? Foi a comentar o pedido de reunião que lhe foi endereçado pelo Sporting. Qual foi a último grande gesto de Marcelo? Foi  sua presença corajosa em Oeiras e a forma como forçou a ausência de Bruno de Carvalho. Qual foi o último cometário de Rui Rio de que nos lembramos? Foi sobre Alcochete.

Resumindo, Portugal tem um único e grande problema, os acontecimentos de Alcochete onde os muitos feridos e mortos se sintetizam nos três pontos na testa de Bost e um cagaço promovido a atentado terrorista pela Dra. Maria José Morgado. As eleições mais importantes do país deixaram de ser as legislativas e as europeias para passarem a ser as do Sporting. A próxima reunião a acompanhar não é o congresso do PS mas sim o próximo encontro entre Marta Soares e Bruno de Carvalho. O Novo Banco deixou de ser problema e as atenções estão no boné do Ricciardi com a inscrição GAJ, Grupo de Apoio a Jesus. Não importa se Centeno continua no Eurogrupo, a dúvida é se Jesus cumpre ou não o contrato.

O país é isto, uma merda de comunicação social que vive da sua cultura de pasquim e que sem incêndios, assaltos a Tancos ou falsos atentados terroristas em Alcochete não sabe como sobreviver. O país está condicionado pelos telejornais e os próprios políticos vivem para os jornais, as prioridades do país deixaram de ser os seus problemas para serem os que dominam a agenda. Em vez de elegermos políticos para pensarem no país, elegemos políticos que assistem ao telejornal da manhã para saberem o que vão dizer no da hora de almoço e depois esperam pelo da noite para saberem o que se diz do que eles disseram.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Fancisco Assis

À medida que se aproximam  as eleições surgem os candidatos aos bons lugares, primeiro foi a Ana Gomes, agora é o Francisco Assis. O deputado do Parlamento Europeu, que chegou a declarar-se como o verdadeiro representante dos eleitores do PS, organizando almoços de leitão assado que acabaram por se revelar indigesto, sempre achou que a Geringonça era uma espécie de diabo, vir agora dizer que é como um iogurte e tem prazo só merece uma gargalhada. E os políticos que falham sistematicamente e que apenas aparecem para defender alianças com a direita não ficam fora do prazo?

A verdade é que este é o prazo para darem nas vistas a fim de reivindicarem mais um mandato europeu com elevados rendimentos.

«Foi um dos opositores frontais aos entendimentos entre PS, PCP e BE, hoje considera que foram “um expediente político para superar uma derrota eleitoral”. Afirma que, “felizmente, o BE e o PCP foram relativamente anestesiados pelo PS”, o que vê como “um mérito” de António Costa. E sublinha que o BE e o PCP, “ao fim-de-semana, tiram férias das suas responsabilidades em relação à solução governativa”.» [Público]

 O sorriso de Pomar na manifestação de 2 de fevereiro de 2013




      
 Pois não...
   
«O antigo ministro da Cultura afirma ser “filósofo por vocação e um político por missão”. No seu mais recente livro ‘Ser Contemporâneo do Seu Tempo’ aborda a sua carreira política, assim como as mudanças que aconteceram na Europa e no mundo desde então. 

Agora, longe da política ativa e de momentos mais negros da sua vida pessoal – sobre os quais fala na segunda parte desta entrevista – Manuel Maria Carrilho abriu a porta de sua casa ao Notícias ao Minuto para uma conversa que vai do panorama da cultura em Portugal a José Sócrates, de quem foi, desde sempre, forte crítico. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este Carrilho há muito que "morreu" mas esqueceram-se de enterrar o cadáver político que insiste em cheirar mal.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Cristas não quer SNS a pratica a eutanásia
   
«A legalização da eutanásia vai ser votada na próxima terça-feira, no Parlamento, e a líder do CDS já está a antecipar o debate. No discurso de encerramento das jornadas parlamentares do CDS, que decorreram em Viana do Castelo, Assunção Cristas foi dura nos argumentos contra a legalização da morte assistida em detrimento de uma aposta nos cuidados paliativos. Rejeitando que o Serviço Nacional de Saúde não deve servir para “executar a morte”, Cristas defendeu que a morte assistida “não é tirar a dor, é antecipar a morte”.

Uma lei que trata simplesmente de criar no SNS – aquele Serviço Nacional de Saúde que queremos desenvolver e acarinhar para tratar as pessoas e dar qualidade de vida até ao fim dos seus dias – se prepara para passar a ter uma nova prestação, que já não é tratar, já não é tirar a dor, é antecipar a morte, é executar morte. Isso nós não aceitamos, nem achamos admissível”, disse.

Em cima da mesa estão quatro projetos de lei a favor da legalização da eutanásia, do PAN, BE, PS e Verdes, sendo que, por iniciativa do CDS, a votação vai ser feita de forma nominal: um a um, cada deputado vai revelar o seu sentido de voto em cada projeto. Na bancada do CDS, contudo, não haverá certamente votos a favor, com os centristas a virarem a discussão para a necessidade de reforçar os cuidados paliativos no Serviço Nacional de Saúde.» [Observador]
   
Parecer:

Ela que proponha a criação de um pelotão de execução na DG dos Serviços Prisionais.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se a verborreia demagógica de Cristas.»