sábado, Novembro 01, 2014

Outra vez calças à boca de cine?

O governo apresentou um OE com previsões de crescimento económico e de arrecadação de receitas fiscais muito acima das metas que poderiam ser consideradas optimista, as previsões não assentam em premissas credíveis e não passam de uma confusão entre as conveniências e a realidade.

O governo embrulhou-se separando e ao mesmo tempo misturando as propostas com os estudos de uma reforma do IRS, cometeu erros de palmatória que obrigou a adoptar mecanismo fiscais para totós de um dia para o outro.
  
Passos Coelho espetou-se ao meter os pés pelas mãos na questão dos vencimentos dos funcionários públicos, ficando clara a ideia de que quando se sentou a ministra das Finanças levou duas horas a obriga-lo a dar o dito pelo não dito.
  
Enquanto o país discutia o OE e as suas medidas Paulo Portas e o ministro inútil da Economia andaram no México a colarem-se aos negócios de empresas privadas para os quais em nada contribuíram. É ridículo ver um governo que quando receia ficar emporcalhado com a sujeira do BES diz não misturar negócios com política, mas não perde uma oportunidade para encher aviões de empresários para passarem a ideia de que os negócios dos privados foram obra sua.
  
Era impossível o debate orçamental correr pior ao governo, o OE continha erros, as promessas de mecanismos de reembolsos eram ridículas, o desconforto nas relações entre PSD e CDS eram evidentes, a SEAF nem se deu ao trabalho de simular os benefícios fiscais que adoptou em sede de IRS, Passos Coelho fez uma figura de imbecil com a promessa do fim dos cortes nos vencimentos nos funcionários públicos.
  
O governo não poderia ter feito pior nem ser mais incompetente e o debate correu-lhe muito mal. Mas o contributo da oposição do PS foi quase nulo. A começar por António Costa embrulhou-se no QREN e numa picardia com o caga-tacos do Maduro (será primo do presidente venezuelano?) sobre um assunto que não diz quase nada aos portugueses e tentando fazer passar a ideia de que os fundos comunitários ficaram por gastar, quando se sabe que a direita adora gastar estes fundos. 

A reacção do PS começou logomal com a primeira posição de Vieira da Silva mal o OE foi entregue no Parlamento, disse que o PS votava contra e acrescentou umas balelas. O nível das intervenções de Ferro Rodrigues e Vieria da Silva durante o debate foram muito pobres, revelaram pouco cuidado a preparação técnica e chegou a ser ridículo ver Ferro Rodrigues a socorrer-se de Ferreira Leite para atacar o PSD, a mesma Ferreira Leite que pertenceu ao governo do Durão Barroso e deixou as contas públicas como é sabido.
  
Esta forma de fazer debates na base dos piropos, rasteiras e bitaites está fora de moda e é uma pena que os nossos políticos não saibam sair de cena no momento adequado das suas vida. O debate orçamental exigia mais, requeria melhor preparação técnica e o governo deu todas as oportunidades ao PS e a António Costa para se afirmarem. Infelizmente isso não sucedeu e muito se deve aos responsáveis parlamentares. Tenho a maior consideração e sentimento de gratidão pelo que Ferro Rodrigues e Vieira da Silva deram à democracia, mas isso não me leva a voltar a usar calças à boca de cine.

Umas no cravo e outras na ferraduura



   Foto Jumento


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Estrelícias no Terreiro do Paço, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Rui Machete

Rui Machete, o ministro dos Neegóios Estrangeiros que nunca o devia ter sido, anda a fazer surf na questão do Estado Islâmico e depois de ter dito umas baboseiras desnecessárias sobre a existência de alguns arrependidos vem agora fazer avisos estuporados, passando a ideia de que Santa Apolónio está cheia de gente à espera do comboio para Istambul, donde seguirão para a Síria para integrarem o Estado Islâmicos.

O fenómeno que tem dimensão significativa em países como a França ou o Reino Unido não tem qualquer expressão e mesmo os casos registados não passam de uma dúzia de imbecis. Rui Machete que tem sido um ministro apagado e dado às asneiras está agora a querer usar esta questão para lhe dar nas vistas e ao fazê-lo até parece que está fazendo publicidade a favor do Estado Islâmico.
 
«O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, avisou hoje que os portugueses que participem em ações do autoproclamado Estado Islâmico serão considerados terroristas e que o seu envolvimento no grupo 'jihadista' não pode ocorrer "de ânimo leve".

"É muito importante alertar os portugueses e as portuguesas de que este fenómeno [do grupo radical Estado Islâmico] não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria, e não podem, de ânimo leve, fazer uma viagem à Síria e participar em operações, porque são operações de terrorismo, comandadas por assassinos que praticam crimes hediondos", declarou o governante português aos jornalistas, em Lisboa, falando à margem da primeira gala Portugal-China, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, "é muito importante que as pessoas percebam a gravidade desses eventuais atos e compreendam que passam a ser consideradas como terroristas".
"Evidentemente não é de ânimo leve que uma pessoa pode iniciar uma aventura destas. Isto não é uma viagem de turismo", alertou.

Questionado sobre se houve algum desenvolvimento na situação de cidadãos nacionais que tenham estado envolvidos com o designado Estado Islâmico (EI) e que pretendam regressar a Portugal - como Rui Machete anunciou na semana passada -, o ministro respondeu: "Aí, não tenho nenhuma informação que possa dar sobre o assunto".» [DN]

 Vá à bardamerda

É a única coisa que enquanto funcionário público me apetece dizer a Passos Coelho em resposta às sua promessas contraditórias em matéria de reposição, não reposição ou reposição parcial dos vencimentos.

 A velha estratégia suja

O recurso a estratégias sujas de combate político com o recurso a alcunhas ou a tentativas de ridicularizar os líderes da oposição é uma velha estratégia do PSD. Poiares Maduro tem tido um desempenho miserável enquanto ministro, veio para melhorar a imagem do governo e até agora só mostrou ser um anão ao lado de Miguel Relvas, sinal de que grandes habilitações académicas às vezes escondem um anormalão.

 O Presidente da República foi tratado como um banana

O Portugal tem uma Constituição.

Portugal elegeu um Presidente cuja principal missão é cumprir e fazer cumprir a Constituição.

Passos Coelho desrespeita de forma sistemática a Constituição e mesmo sabendo que os cortes dos salários dos funcionários públicos para além de 2015 foram declarados inconstitucionais promete manter os cortes.

Passos Coelho afronta a Constituição e diz a Cavaco que vai voltar a desrespeitar as normas constitucionais.

Um primeiro-ministro que em pleno parlamento diz que não tenciona cumprir a Constituição não desrespeita apenas a lei fundamental, desrespeita também e de forma ostensiva que tem por primeira missão proteger essa mesma Constituição.

Cavaco ficou calado.
  
 Sócrates

O CDS decidiu comemorar o Halloween durante a aprovação do OE promovendo Sócrates a bruxa má.

      
 Boas todos os dias
   
«Lembro-me muito bem do meu primeiro piropo de rua. Lembro-me do sítio, do tom de voz, do olhar. Tinha uns 12 anos, vinha do liceu e um homem com idade para ser meu avô disse, quase ao meu ouvido: "Lambia-te toda."

Lamento, mas alguém tem de recentrar a discussão. E não se diga que dizer tal a uma criança "já é crime": quantos condenados ou sequer julgados pelo crime de dizer ordinarices a meninas na rua conhecem? Quantas vítimas deste crime vieram a público queixar-se, ou os pais por elas? É porque são poucas, aventar-se-á. Não. Numa reportagem de setembro de 2013 sobre o assunto, todas as jovens e menos jovens - com quem falei relataram casos iguais. Não é a exceção. É a regra.

É tão regra que uma das coisas que se diz às miúdas mal começa a puberdade é "as mulheres honestas não têm ouvidos" ou "se se meterem contigo nunca respondas". Quem o diz quer proteger as meninas, com receio de que se reagirem lhes suceda algo pior do que ouvir coisas horríveis. Portanto aconselha-as a terem medo; inculca-lhes a ideia de que a virtude está em ignorar, em calar. E não apenas aqui. Na Bélgica, em 2012, uma estudante de Cinema fez um vídeo mostrando o que ouvia nas ruas de Bruxelas. Foi tal o choque que o governo resolveu criminalizar o assédio sexual de rua (como o BE quer agora fazer cá). E o choque ocorreu porque ninguém tinha noção da gravidade: as mulheres aprenderam a fazer de conta que não tem mal (e muitas acabam por crer nisso) e os homens ou são perpetradores ou acham normal ou simplesmente ignoram até porque ninguém "se mete" com uma mulher acompanhada por um homem.

Esta semana, surgiu um vídeo feito em Nova Iorque em que uma jovem mulher é constantemente abordada na rua. Ao contrário do que sucede com o belga, a maior parte das abordagens não são grosseiras nos termos usados, só no tom. O que o vídeo evidencia é o carácter repetitivo, importunador, exasperante do "piropo". Mostra como sair à rua é, para qualquer mulher, um estado de alerta permanente, o de quem sabe que a qualquer momento pode ser abordada por um estranho com ofertas de sexo e sujeita a apreciações, mais ou menos alarves, sobre o seu aspeto. O que os dois vídeos demonstram é que o chamado "piropo de rua" é uma forma de agressão e portanto - não tenhamos medo das palavras - de intimidação e dominação das mulheres. De lhes tornar claro que na rua não estão seguras; que a rua não é delas; que se "habilitam". E isto desde meninas, e à bruta, para aprenderem (aprendermos) a lição.

Contra a penalização formal destes comportamentos ridiculariza-se; alega-se o não terem "dignidade penal", ou até a "defesa da liberdade de expressão". Tem piada: é mesmo em nome dessa liberdade total de expressão, verbal e física, que em certos países as mulheres ou ficam em casa ou só saem de burqa. Porque, lá está: sem ouvidos nem coisa nenhuma.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

 Para Passos pôr e repor é um supor
   
«Confusão!, queixavam-se os jornais online. Referiam-se ao discurso inicial de Passos Coelho, ontem no Parlamento, sobre a reposição dos salários da função pública - que seria integral em 2016, disse ele -, e que, pouco depois, o próprio primeiro-ministro modificou para uma reposição gradual de 20% a partir de 2016. Confusão coisa nenhuma! O que houve foi a preguiça habitual dos jornalistas que não souberam ouvir Passos Coelho. Felizmente estava lá eu. Aqui vos deixo as palavras límpidas do orador: "Senhores deputados, como ainda há pouco vos disse que repunha, desdigo agora porque não ponho. E dizendo-o, mais que digo, reitero, porque se ponho o que não punha nada mais faço do que dispor sobre o que antes não pusera. Ponho, pois. Isto é, não ponho. E sendo isto tão claro, não contraponham reticências onde exclamação pede ser posta: não só reponho como logo oponho! Reponho tudo, como eu disse às dez. E só ponho 20% (que é não pôr 80), como garanti ao meio-dia. Não é isto tão simples? Pôr e repor é um supor. Meu senhores, se há verbo que gosto é do pôr - no indicativo ("enquanto vós púnheis o voto na urna"), no conjuntivo ("quando eu puser as promessas mais falsas") e no imperativo ("põe tu as ilusões de molho") -, e, sobretudo, nesse maravilhoso pôr conjugado no porém. Ah, dizer pôr e, com porém, passar ao não pôr... Eis, senhores deputados, a essência do que para mim é ser porítico, perdão, político."» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 Passos foi à ópera e caiu no fosso da orquestra
   
«São 10h00 da manhã. Passos Coelho anuncia que em 2016 os funcionários públicos vão receber a totalidade do salário, porque assim determinou o Tribunal Constitucional. Duas horas mais tarde, são 12h00, e o mesmo Passos Coelho anuncia que afinal em 2016, se for reeleito, os funcionários públicos já não vão receber a totalidade do salário. O que vale é que Passos não voltou a falar às 14h00, senão ainda deixava os trabalhadores do Estado sem um cêntimo.

O que fez Passos Coelho mudar de ideias entre as 10h00 e as 12h00? Teimosia. Apesar de o Tribunal Constitucional ter chumbado a possibilidade de mais cortes salariais depois de 2015, o primeiro-ministro diz que voltará a apresentar a mesma proposta, caso seja reeleito. Einstein já dizia que a insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar que o resultado seja diferente. E Passos Coelho continua a apresentar sempre as mesmas leis que são sistematicamente chumbadas pelos juízes por violarem a Constituição.

Passos Coelho faz lembrar aquela velha história de Needleman contada por Woody Allen. Conta Woody que Needleman foi à ópera em Milão e, para ver melhor, inclinou-se sobre o parapeito do camarote, escorregou e caiu desamparado lá para baixo, para dentro do fosso da orquestra. Para não dar parte de fraco e evitar o ridículo, Needleman, que era muito orgulhoso e teimoso, passou a frequentar a ópera todas as noites e, de cada vez que lá ia, atirava-se para dentro do fosso de orquestra. Passos Coelho vai ao Tribunal Constitucional assim como  Needleman vai à ópera. E de cada vez que lá vai recebe um chumbo. Mas isso não o inibe de lá voltar. E já são duas mãos cheias de chumbos em apenas três anos de governação.

Ao insistir em apresentar uma norma que já foi considerada inconstitucional, Passos Coelho está claramente a afrontar o Tribunal Constitucional. E nem sequer foi uma norma que chumbou resvés; foram dez dos 13 juízes que obrigaram o Governo a repor a totalidade dos salários na função pública a partir de 2016.

É importante nesta altura revisitar os argumentos que levaram os juízes a chumbar a norma, invocando o princípio da igualdade. O tribunal até aceitou cortes em 2015 com o seguinte argumento: “A pendência de um procedimento excessivo, que se segue a um período de assistência financeira, ainda configura um quadro especialmente exigente, de excepcionalidade, capaz de subtrair a imposição de reduções remuneratórias à censura do princípio da igualdade." Mas, como em 2016 “vai acabar o procedimento por défice excessivo”, os juízes consideraram então não haver uma justificação para perpetuar os cortes até 2018 como queria (e pelos visto ainda quer) o Governo.

Ao dizer que pretende manter os cortes para além de 2015, Passos Coelho está a dizer que não acredita que o défice ficará abaixo dos 3% e que Portugal abandonará o procedimento dos défices excessivos. Caso contrário, não terá nenhum argumento juridicamente válido para convencer os juízes do Tribunal Constitucional a dar o dito por não dito e a aprovar em 2015 uma norma chumbada em 2014. E, mesmo que o défice fique abaixo ou acima dos 3%, não se percebe a tentativa de insistir numa medida temporária que nada tem de estrutural. Tirem mas é da gaveta a reforma do Estado e deixem em paz os funcionários públicos, que já pagaram o que tinham a pagar para ajudar a equilibrar as contas públicas.

Numa coisa é preciso tirar o chapéu ao primeiro-ministro. Nunca tinha ouvido e visto um primeiro-ministro partir para uma pré-campanha e fazer do corte de salários a sua primeira promessa eleitoral. Uns dirão que é teimoso, outros dirão que é coerente. Eu diria que é coerente e que se está a deixar levar pela teimosia.

O CDS e o PSD, foi notório, foram apanhados desprevenidos. E terão começado a pensar que, quando Passos Coelho disse “que se lixem as eleições”, queria mesmo dizer “que se lixem as eleições”. Terão pensado que aquilo que Passos Coelho fez ontem foi literalmente colocar numa bandeja 500 mil votos dos funcionários públicos e entregá-los ao PS de António Costa. E sem que o PS mexesse uma palha. O vazio de ideias do Partido Socialista no debate de ontem do Orçamento do Estado foi confrangedor. E foi penoso ver Vieira da Silva ou Ferro Rodrigues a criticarem os cortes de salários na função pública que, por alguma razão de que os próprios não se lembrarão, ficaram conhecidos como os "cortes de Sócrates". Os cortes que Passos quer prolongar até 2018 são os cortes que José Sócrates inventou em 2010.» [Público]
   
Autor:

Pedro Sousa carvalho.

      
 E não lhes penhoram nada?
   
«As empresas portuguesas estão em dívida com 870 mil euros ao Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), escreve esta sexta-feira o Diário Económico.
De acordo com esta publicação, este valor é referente a setembro deste ano, e é noticiado quando o mecanismo celebrou pouco mais de um ano de vida. Todavia, 346 mil euros são correspondentes a uma dívida recente, que pode ser justificada com o ajustamento das empresas ao cumprimento do calendário.

Este fundo serve para o pagamento de parte das compensações por despedimento, sendo que as empresas contribuem com 0,925% da retribuição base dos trabalhadores com contratos efetuados a partir de outubro de 2013. A este valor acresce um desconto de 0,075% para um segundo fundo mutualista, explica o Diário Económico, o FGCT.

No balanço do terceiro trimestre do ano, o FCT contava já com cerca de 10 milhõe» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se fossem pobres o fisco até lhes penhorava a barraca senão mesmo os ditos do contribuinte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Lambretas porque se esquece de cobrar.»
  
 Mais dois invasores
   
«Caças F-16 da Força Aérea Portuguesa intercetaram hoje mais dois aviões militares russos a sobrevoar o espaço aéreo internacional sob jurisdição portuguesa, disse à Lusa fonte oficial do Governo.

Na quinta-feira, dois caças F-16 portugueses ao serviço da NATO intercetaram, identificaram e escoltaram dois aviões militares russos em espaço aéreo internacional sob a responsabilidade de Portugal.

A embaixada russa em Portugal afirmou na quinta-feira que os aviões russos intercetados por caças portugueses cumpriram o Direito Internacional e realizaram voos "em espaço aéreo sobre águas internacionais, não entrando de modo nenhum em espaços aéreos de outros Estados", segundo um comunicado enviado à agência Lusa.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Os nossos jornalistas, gente preguiçosa e pateta na definição do primeiro-ministro, insistem em confundir zona económica exclusiva com território nacional e espaço sob controlo no âmbito da aviação civil com espaço aéreo nacional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos jornalista que evitem patetices e sejam menos preguiçosos.»

 O recurso à estratégia suja
   
«O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, acusou hoje o socialista António Costa, de insistir de forma "pouco séria" "num erro" sobre os fundos comunitários, afirmando que está a confundir "quilos com metros".

"Portugal é simplesmente o Estado da União Europeia com a melhor taxa de execução dos fundos comunitários. Não vai investir menos no próximo ano", afirmou Poiares Maduro, em declarações aos jornalistas no parlamento, numa reação a afirmações do presidente da Câmara de Lisboa e candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, proferidas na quinta-feira no programa Quadratura do Círculo, na SIC.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O recurso a estratégias sujas de combate político com o recurso a alcunhas ou a tentativas de ridicularizar os líderes da oposição é uma velha estratégia do PSD. Poiares Maduro tem tido um desempenho miserável enquanto ministro, veio para melhorar a imagem do governo e até agora só mostrou ser um anão ao lado de Miguel Relvas, sinal de que grandes habilitações académicas às vezes escondem um anormalão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o incompetente Poiares Maduro à bardamerda.»

 Funcionou o quê
   
«O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, disse hoje que os caças F-16 portugueses terem intercetado "com sucesso" dois aviões militares russos em espaço aéreo sob jurisdição portuguesa significa que o "sistema funcionou mais uma vez".

Hoje, pela segunda vez esta semana, duas parelhas de caças F-16 da Força Aérea Portuguesa [FAP] "fizeram, mais uma vez com total sucesso, a interceção e a identificação" de dois aviões militares russos em espaço aéreo sob jurisdição de Portugal e acompanharam-nos "até saírem" daquela área, disse o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este ministro às vezes é um pouco ridículo, é óbvio que os aviões foram detectados, passam por dezenas de radares e tanto quanto se sabe não são aviões futrivos. Até se pdoe dizer que os russos estão brincando com os sistemas de defesa da NATO e recolhem informação sobre o seu funcionamento. Se algum sistema parece estar a funcionar bem é o sistema dos russos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se qo ministro que vá brincar com drones na doca do Alfeite.»
  

   
   
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sexta-feira, Outubro 31, 2014

Uma questão de seriedade

Será sério um governo que tem um primeiro-ministro que cortou os vencimentos depois de ter prometido não fazê-lo vir agora prometer a sua reposição num ano em que o país já se terá visto livre dele para duas horas depois dar o dito por não dito e assegurar que se for governo apenas irá repor 20% dos cortes, sem sequer esclarecer se são 20% do que se cortou inicialmente ou do corte de 80% que resulta da reposição feita em 2015?

Será sério um governo que tem um primeiro-ministro que usa a reforma do Estado com instrumento de provocação do seu parceiro de coligação e que só depois repara que a tarefa que tinha sido atribuída ao vice-primeiro-ministro era apenas a de elaboração de um guião da suposta reforma do Estado?
  
Será serio um governo que apresenta um Orçamento de Estado cujos cálculos assentam em previsões económicas que ignoram o facto de maior impacto económico que ocorreu na economia portuguesa e que depois de ter garantido que o BES não teria impacto orçamental, vem agora dar o dito por não dito e afirmar que esse impacto está “mitigado” nas contas do OE?
  
Será sério um governo cuja ministra da justiça se socorre de um relatório elaborado por um subordinado para lançar suspeitas sobre funcionários numa tentativa de apontar para responsabilidades criminais de terceiros que iludam as suas responsabilidades políticas?

Será sério um governo cujo ministro dos Negócios Estrangeiros fala de militantes portugueses do ISIS como se estivesse a falar de actividades de um ATL, ignorando as consequências das suas declarações?
  
Será sério um governo que tem um ministro do Ambiente que em plena apresentação do OE se gaba de ter reduzido as rendas excessivas que atribui ao governo anterior, as mesmas de que a Troika se queixou de não terem sido tocadas, mas depois gaba-se dos resultados conseguidos no domínio das energias renováveis sugerindo que teve um grande papel nesse resultado?

Será sério um governo que tem um primeiro-ministro que apontou 2012 como o ano da viragem, que em 2013 “antecipou” a viragem para esse mesmo ano, que prometeu que 2014 seria o ano da viragem e que agora assegura que “2015 será um momento de viragem”?
  
Será sério um governo que tem um ministro da Economia que andou um mês a repetir as estatísticas do comércio externo para agora não lhes fazer uma única referência?
  
Eis alguns exemplos de falta de seriedade deste governo.
  
Muitas vezes questionamos a competência e mesmo a honestidade dos membros de um governo e já ficamos felizes se não forem incompetentes e corruptos. Mas um governo só tem sentido se tiver credibilidade pois os cidadãos enquanto eleitores ou enquanto agentes económicos precisam de saber se a palavra dos seus governantes merece credibilidade antes de tomarem as suas decisões.
  
É uma tradição na política portuguesa os políticos prometerem e depois não cumprirem porque tiveram de enfrentar novas circunstâncias. Mas pela primeira vez um governo sabia ao que vinha, os seus responsáveis tinham exigido a vinda da troika e afirmaram-se confortáveis por governar com essa mesma troika, concordaram com as medidas de um memorando que cumpriram com prazer e até o alteraram para agravas as medidas nele previstas.
  
Portanto, este governo não pode invocar surpresas e se não actuou conforme o que prometeu é porque as pessoas que o formam não são sérias, não merecendo o respeito dos concidadãos e a confiança dos agentes económicos. Foram dados alguns exemplos de seriedade, mas poderiam ser dados muitos mais pois as manifestações de falta de seriedade uma boa parte dos membros deste governo são praticamente diárias.
  
Pode um país num momento de grande crise, com a banca a dar sinais de se desmoronar, com a Europa num impasse e com a economia estagnada  ser governado por gente que além de incompetente dá sucessivas provas de falta de seriedade?

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pombos no Terreiro do Paço, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

É curioso que a direita que tanto diz que não sabe o que pretende António Costa ainda não tenha reparado que Passos Coelho não passa de um patrão de costa que só navega à vista. A falta de projecto do primeiro-ministro ficou evidente no parlamento quando num mesmo debate disse que os vencimentos dos funcionários públicos seriam repostos em 2016, o que corresponde à decisão do TC, para depois dar o dito por não dito e defender uma redução do corte.

Felizmente cada dia que passa fica mais próximo o fim deste governo incompetente e ridículo.

«Passos Coelho anda às voltas com o que fazer aos cortes salariais da função pública. No discurso inicial, Passos Coelho começou por dizer que ia repor o corte “na íntegra” em 2016. Contudo, em resposta mais tarde, o primeiro-ministro deu uma meia-volta dizendo que apesar de o Tribunal Constitucional impor a devolução integral, ele, caso ganhe as eleições volta a propor uma devolução de 20%.

No discurso, disse o primeiro-ministro, no debate sobre o Orçamento do Estado para 2015, que em 2016 haverá uma “reposição integral” do corte nos salários da função pública. Uma promessa que decorre da última decisão do Tribunal Constitucional que obrigava à devolução dos cortes depois deste Orçamento do Estado uma vez que assumia que a partir de 2016 terminava o “período de exceção”, e que novos cortes “careciam de outro fundamento“.

“Essa reversão é total para todos os trabalhadores do Estado com rendimentos até 1500 euros. E para vencimentos acima desse montante a reversão será de 20 por cento em 2015, e integral no ano seguinte”. E acrescentou: “Se outras propostas não forem feitas entretanto”. Ora, mais tarde, Passos deu uma meia-volta dizendo que se por um lado “a reversão salarial em 2016 deverá ser total – como sabe o Tribunal Constitucional não permitiu que pudesse em 2016 prosseguir com mais uma devolução de 20%“ – se ganhar as eleições legislativas, “devo dizer que que nessa altura não deixarei de apresentar essa proposta: proporei que a reversão seja 20% em 2016. Não deixarei de fazer propostas que eu considero que sejam razoáveis e exequíveis“, insiste.» [Observador]

 O Vira da Nossa Senhora da Agonia

Este Passos Coelho em vez de se ter candidatado a barítono devia ter-se dedicado a cantar o Vira da Senhora da Agonia:

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 Cuidado com os bombardeiros russos

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Todos os dias os aviões de combate americanos atravessam os céus de todo o mundo, os americanos bombardeiam os países que querem e quando querem e apoiam todos os grupos terroristas que lhes dão jeito a menos que degolem americanos e ninguém se incomoda com o facto. Mas só porque dois aviões russos atravessaram os céus do Atlântico sem sobrevoar o território dos países membros da NATO foi o ai Jesus.

Por cá até houve quem confundisse zona económica exclusiva com território nacional, ignorando que Portugal não tem qualquer soberania sobres os céus de toda essa imensidão de Atlântico.

Será que o ministro da Defesa terá conhecimento de que há navios perigosos no Tejo? Aqui fica a imagem de uma perigosa marinheira russa em Pleno Terreiro do Paço, mesmo em frente às instalações do ministério da Defesa:

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 Ah, se as nossas certezas falhadas aprendessem...
   
«Em 2012, Armindo, de 27 anos, estudante de Criminologia, confessou que matou a tia Odete. Na reconstituição foi filmado e há foto do rapaz debruçado a segurar um pano. Legenda num jornal: "Armindo mostra como remexeu na casa da tia Odete antes de fugir." De facto, só um verdadeiro criminoso sabe que para apanhar um pano do chão tem de se debruçar. Um inocente, como se sabe, para apanhar um pano faz flic-flac de costas. No tribunal, porém, Armindo disse que, afinal, não matara. O advogado apresentou registos do telemóvel, do multibanco e da Via Verde que o mostravam longe do local do crime, à hora do crime. Mostrava? Ora, ora, um estudante de Criminologia haveria de saber como se precaver com documentos simulados... Fosse um pastor analfabeto, os registos de telemóvel, multibanco e Via Verde serviriam de desculpa. Mas um estudante de Criminologia?... Está bem, está... Os registos passaram a ser não descarga mas cadastro. O tribunal teve mão pesada, 20 anos. Não tinha ele confessado? Pronto, este caso resolveu-se. Resolveu? Nesta semana, Artur, que morava no apartamento de baixo de Sónia, foi à GNR confessar o assassínio dela, em abril, e, de seguida, confessou a morte da Odete, vizinha do lado, há dois anos... Então, por que raio a confissão do Armindo inicial? Para livrar a mãe, irmã de Odete, também suspeita. Às vezes, por trás de um estudante de Criminologia esconde-se um filho. E isso estraga todas as certezas, não é ?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

     
 Condecoração na hora
   
«O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, vai ser condecorado na segunda-feira pelo Presidente da República, em Belém, pelo trabalho desenvolvido nos últimos dez anos em Bruxelas.

Durão Barroso cessa o seu mandato no sábado, dia 1, sendo substituído por Jean-Claude Juncker. Segundo soube o Observador, o social-democrata será agraciado com uma das mais altas condecorações do Estado português.

Barroso, que foi primeiro-ministro entre 2002 e 2004, era, juntamente com José Sócrates, um dos dois ex-chefes de Governo que nunca tinham recebido uma distinção por parte do Presidente da República.» [Observador]
   
Parecer:

Nalguma coisa este Cavaco haveria de ser eficaz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Temos galo-da-Índia
   
«A NATO vai avaliar as situações de insegurança criadas pelas manobras militares russas no espaço aéreo europeu nos últimos dias e tomar as medidas necessárias para acautelar estas ocorrências, disse esta madrugada o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, citado pela Lusa. O governante insistiu ainda na ideia de que o “sistema funcionou”, quando chamado a intervir por parte da NATO.

Em causa está a operação que envolveu esta quarta-feira caças da Força Aérea portuguesa (F16) que escoltaram dois bombardeiros russos para fora do espaço aéreo sobre a jurisdição portuguesa.» [Observador]
   
Parecer:

O nosso ministro é forte quando fala em nome dos outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A ministra sugeriu, mas não acusou
   
«A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, recusou esta quinta-feira falar em “sabotagem ou outro tipo de crime” a propósito dos problemas do sistema informático Citius.

Teixeira da Cruz quis fazer uma declaração aos jornalistas para dizer que cabe ao Ministério Público apurar se houve crime e que tipo de crime no que se passou no Citius, na sequência do relatório do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça (IGFEJ) que recebeu e que reencaminhou na última sexta-feira para a Procuradoria-Geral da República. “Nunca me ouvirá falar em sabotagem ou crimes, eu enviei factos”, disse.

“O relatório que me foi entregue continha um conjunto de factos. Perante esse conjunto de factos, decidi enviar o relatório para a PGR com um pedido que fosse ponderado a instauração de um inquérito”, afirmou, recusando revelar mais qualquer dado pelo facto de o relatório estar sujeito a segredo de justiça. “Devo ser a primeira pessoa a respeitar o segredo de justiça”, disse, fazendo um apelo direto aos jornalistas no sentido de “diminuirem a criatividade” sobre o que escrevem e dizem acerca do Citius.» [Observador]
   
Parecer:

Que vergonha!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Passos encolhe-se perante Portas
   
«O mandato que Paulo portas recebeu do Conselho de Ministros foi para elaborar o guião da reforma do Estado, mas não para comandar essa reforma, confirmaram ao Observador fontes dos dois partidos da coligação do Governo.

Foi no dia 30 de outubro de 2014, precisamente há um ano, que o vice-primeiro-ministro apresentou 120 páginas de medidas.

No fim de semana o primeiro-ministro chamou a atenção para a necessidade de ir mais longe na reforma do Estado, em declarações que foram entendidas como ‘puxão de orelhas’ a Portas, mas o recado era, afinal, dirigido aos ministros todos.

Esta manhã, no início do debate sobre o Orçamento do Estado, Passos distribuiu essa pressão pelos ministérios e corroborou a declaração de Portas de que essas reformas estão inscritas no Orçamento para 2015: “O ano de 2015, alicerçado no Orçamento do Estado, será um ano de importantes reformas”, disse o primeiro-ministro, dando exemplos de medidas constantes do documento, na fiscalidade (IRS e impostos verdes), mas noutras áreas também.» [Observador]
   
Parecer:

Começou por provocar para agora recuar e a grande reforma do Estado é o benefício fiscal das famílias da Opus Dei.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ministra desastrosa
   
«Ao mesmo tempo, num comunicado enviado às redações, Joana Marques Vidal admite que "os factos descritos naquela participação poderão configurar a eventual prática de crime de sabotagem informática". Um esclarecimento que acontece duas horas depois da ministra da Justiça ter dito, publicamente, que nunca falou no crime de sabotagem informática quando entregou o relatório à PGR.

Mais, Joana Marques Vidal faz questão de "esclarecer ainda que a magistrada do Ministério Público, Maria José Morgado, em momento algum da participação recebida do Ministério da Justiça é indicada como suspeita".» [DN]
   
Parecer:

São cada vez mais os motivos para demitir uma ministra incompetente e que está em descontrolo total.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a pobre senhora.»

 Ribeiro e Castro está vivo!
   
«O debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2015 aqueceu esta quinta-feira com uma comparação feita por José Ribeiro e Castro. O deputado do CDS não gostou da forma como José Vieira da Silva (PS) se referiu às previsões do Governo para o próximo ano e recuou à era José Sócrates e ao programa Contra-Informação, da RTP, para rebater a intervenção do socialista.

"Eu era conhecido no Contra-Informação como 'Cozinheiro e Castro'. Tendo o senhor deputado sido um ministro desse ciclo [Sócrates], devia identificar a origem da década perdida. Vou usar um princípio que se aplica à cozinha para caracterizar a vossa governação: soufflé. Foi um soufflé o que fizeram à economia. O que nos deixaram foi um Estado falido que não garante nada a ninguém", atirou o ex-líder centrista, reclamando para a maioria PSD/CDS a defesa do Estado Social.» [DN]
   
Parecer:

Só hoje reparei que o homem era funcionário público parlamentar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se dó do senhor.»

 Transferência duvidosa
   
«O director e o director-adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal, Luís Costa Ferreira e Pedro Machado, vão sair do supervisor da banca e, a partir de Janeiro, serão sócios da consultora PwC. A renúncia aos cargos que desempenhavam foi anunciada esta quinta-feira pela entidade liderada por Carlos Costa.

É a PwC quem está a conduzir a auditoria ao Novo Banco, ajudando a construir o balanço da instituição que nasceu da intervenção do Banco de Portugal, onde os responsáveis pela supervisão tiveram um papel fundamental. O regulador acabou por intervir no BES, dividindo a instituição em duas, nascendo assim o banco agora liderado por Stock da Cunha.

"O Conselho de Administração tomou conhecimento dos pedidos de desvinculação ao Banco de Portugal apresentados pelo director e director-adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial (DSP), Dr. Luís Costa Ferreira e Dr. Pedro Machado, fundamentados na intenção de desenvolverem novos projectos profissionais", lê-se num curto comunicado emitido pelo banco central.» [Público]
   
Parecer:

No BdP conheceram os segredos da banca, agora vão prestar serviços a empresas privadas, incluindo bancos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

   
   
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