sábado, agosto 29, 2015

Tempestade em Xangai, chuva em Lisboa, barrete no Expresso

O subtítulo escolhido no Expresso é mais do que claro quanto á estratégia da direita para justificar o desastre financeiro da intervenção do Estado no BES, o conhecido semanário ligado ao PSD, o Expresso sugere-nos que nas bolsas asiáticas é a responsável pelo facto de a Anbang não estar disponível para subir o preço que está disposta a pagar pelo Novo Banco. Para o Expresso a tempestade em Xangai provocou chuva em Lisboa e por isso os assalariados de Pinto Balsemão tenta-nos poupar a uma constipação enfiando-nos o barrete.
  
O pessoal do Expresso tenta esconder-nos que o preço dado pela Anbang é bem anterior à crise asiática e que a venda do Novo Banco já foi adiada muito antes da crise bolsista na China. O que o Expresso faz é executar um velho truque de Passos Coelho e desta direita, antecipa a notícia criando ambiente para a desvalorizar quando for mesmo notícia. Quando o Novo Banco for vendido pelo menos independente dos governadores dos bancos centrais da Europa e arredores.
  
Esgotada a possibilidade de Ricciardi, o amigo de Passos Coelho, ficar a mandar no BES este banco ficou com os dias contados, foi uma questão de tempo até o grupo se desmoronar e o banco acabar por ser eliminado. Tudo aconteceu em condições estranhas e em pleno Verão, para que os cidadãos anestesiados pelas férias acreditassem na tese de uma intervenção sem custos para os contribuintes, umas das muitas larachas que a Maria Luís gosta de contar aos pirralho de Castelo de Vide.
  
Graças à colaboração do senhor Carlos Costa, oportunamente reconduzido como governador do Banco de Portugal, os portugueses estão sendo ludibriados. O Novo Banco não só vai custar 2.000 milhões porque o valor de venda é inferior ao capital investido no fundo de resolução, como muitos milhares de milhões foram mandados para o banco mau, de ionde seguirão para os tribunais e, mais tarde o mais cedo, sairão do bolso dos contribuintes.
  
É mentira que os prejuízos do fundo de resolução sejam dos bancos, os prejuízos assumidos pro estes bancos serão deduzidos durante muitos anos do que pagam ao Estado em IRC e graças à descida das taxas deste impostos a banca privada irá estar muitos e bons anos sem pagar impostos. No caso da CGD a situação será mais greve pois os prejuízos traduzir-se-ão em perdas de lucros do banco e na incapacidade de reforçar o seu capital, um argumento que já está a ser usado por Passos Coelho, muito provavelmente para privatizar o banco se vier a ser governo.
  

Umas no crasvo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _Flor-JG_zpsgsb8mpla.jpg

Flor do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

O esganiçado aproveitou a inauguração de uma loja para chamar a si os louros por todos os investimentos do IKEA, falando em complicómetros. Acontece que o IKE está em Portugal já há uns anitos, para ser preciso a sua primeira loja em Portugal data de 2004. Enfim, complicómetra deve ser a sua tia!

Além de ser um esganiçado este senhor é um abusador pois só algu´m muito mal educado se aproveita de um convite para associar um investimento privado aos méritos de um governo destes. Além do mais é um ignorante pois um complicómetro não é alguém que complica mas sim um instrumento de medida de complicações, algo que o esganiçado devia fazer uso no dia a dia, excepto quando compra submarinos.

«Paulo Portas esteve na apresentação de um novo projeto do grupo IKEA, em Loulé, e elogiou o trabalho da marca sueca, principalmente por trabalhar com fornecedores e empresas portuguesas.

“O IKEA veio para Portugal trabalhar com fornecedores portugueses e com empresas portuguesas com qualidade que integram a cadeia de valor que o IKEA pode apresentar ao mercado”, sublinhou o vice-primeiro-ministro.

O líder centrista acredita que a presença do IKEA em Portugal e o investimento, agora no sul do país, “é muito bom sinal”, mostrando que a “criação muito significativa de postos de trabalho” é a “consequência” da situação favorável do investimento estrangeiro.

Paulo Portas referiu que é necessário cumprir a lei mas que o “complicómetro apenas prejudica", é necessário “resolver problemas”, mas não criá-los, diz. “Permitir que a criação de emprego seja feita nas nossas terras e para as nossas gentes é o nosso primeiro dever. O nosso primeiro dever não é criar complicações que levem o investimento para outros países”, conclui.» [Notícias ao Minuto]

 Cavaco à frente de um coche

 photo coche_zpsjtnhps7x.jpg

Cruzei-me com esta imagem onde Cavaco aparece à frente de um coche e não sei porquê gostei, talvez porque combinam bem, C avaco fica bem à frente de um velho.

      
 Onde andarão agora os Deolinda?
   
«A selecção dos novos 2882 funcionários das escolas já está a decorrer, e entre os candidatos, “estão a aparecer licenciados e até doutorados”, disse nesta quinta-feira Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). “Uma situação que não é nova, adiantou ao PÚBLICO o director de um agrupamento de escolas de Alcobaça, que dois dias após a abertura do concurso já recebeu 60 candidaturas, entre as quais as de duas psicólogas e de uma assistente social.

Sérgio Afonso, director do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, em Gaia, e Gaspar Vaz, que dirige o de Cister, de Alcobaça, não percebem o espanto. Nos últimos anos, já ambos viram licenciados a trabalhar como assistentes operacionais nas respectivas escolas – com Contratos de Emprego e Inserção (enquanto recebiam subsídio de desemprego) ou como tarefeiros (a ganhar 3,20 euros por hora). “Neste caso estamos a oferecer ordenado mínimo, um lugar no Estado, que ainda vale alguma coisa, e um contrato de um ano, ainda por cima renovável. Infelizmente, basta isso para tornar estas vagas muito apetecíveis, mesmo para licenciados”, concorda Paulo Ribeiro, director-adjunto do agrupamento de Escolas de Valbom, em Gondomar.» [Público]
   
Parecer:

Não foi apenas a votação da moção de censura que uniu a direita e a esquerda conservadora na luta contra o anterior governo, toda essa gente cantou uma cantiguinha que José Manuel Fernandes, o agora dirigente da Voz do Povo, chegou a eleger como hino de toda a oposição. Parece que o problema dos nossos jovens já está reslvido e o facto de existirem doutorados a quererem ser auxiliares da limpeza já não incomoda a boas consciências dessa gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente.»
  

   
   
 photo Sebastian-Opitz-4_zps0pzy0knb.jpg

 photo Sebastian-Opitz-1_zps9f0bm4dj.jpg

 photo Sebastian-Opitz-2_zps6nu7id23.jpg

 photo Sebastian-Opitz-5_zpslezcn2f8.jpg

 photo Sebastian-Opitz-3_zps818bq6fr.jpg
  

sexta-feira, agosto 28, 2015

Que paravalhões que nós somos




Quando a direita tenta criar uma realidade virtual para vigorar apenas até ao dia da eleições somos levados ao passado por uma notícia publicada no Público que nos dá conta de que num concurso de admissão de assistentes operacionais para as escolas, profissionais a quem cabe vigiar recreios ou limpar os WC, ao qual estão concorrendo licenciados e doutorados.
  
Mas estamos perante uma notícia que já não é notícia, se tivesse sido publicada há cinco anos as televisões passariam a toda a hora a canção dos Deolinda “Parva que eu sou” e José Manuel Fernandes exultaria porque a canção popular nos tinha dado um «hino das gerações excluídas pelo Portugal dos “direitos adquiridos”, dos “empregos para a vida”, dos pequenos e grandes “tachos”, dos que se limitam a estar sentados sobre os seus empregos. Essa geração, que não é parva, tem tudo a ganhar com a mudança das regras deste jogo que protege os instalados e deixa à porta os que gostavam, pelo menos, de lutar para ter uma oportunidade.»
  
Agora já não há gerações excluídas pelo Portugal dos direitos adquiridos e nem se fazem comparações com países comunistas, os tais países onde Portas assegura que cortariam o pescoço ao Jerónimo de Sousa. Agora os jovens têm oportunidades e até podem escolher entre Portugal e os muitos destinos sugeridos pelo Relvas, ainda que não contem com a preciosa ajuda da agência de promoção da emigração de jovens proposta pelo Rangel.
  
A verdade é que há dois países virtuais onde se vive em plena felicidade, onde superamos todos os países, incluindo o Butão, no crescimento da Felicidade Interna Bruta. Aliás, Portugal é um case study da economia, quanto menos cresce o PIB mais cresce a FIB, o indicador criado pelo rei Jigme Singye Wangchuck, do reino do Butão.
  
Portugal vie em felicidade plena e se não fosse a ciumeira da GNR em relação à PSP, dos oficias da PSP em relação aos agentes ou essa gente mal-educada que especulou no BES, este país viveria extasiado com tanta felicidade. Já não ouvimos os Deolinda, os professores já não querem derrubar governos e muito menos manifestar-se, os jornalistas respiram democracia nas redacções, os magistrados do MP já não precisam de ira a Belém queixar de pressões e até o PR já manda emails sem receio de que sejam lidos por alguém muito perigoso.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _JG_zpsuirfudfp.jpg

Flor do Jardim Gulbenkian
  
 Jumento do dia
    
Nuno Magalhães, dirigente do partido do esganiçado

Enquanto Passos Coelho anda pelo Algarve ajeitando-se para fotos familiares destinadas a captar o voto do povo mais caridoso a capital ficou entregue ao esganiçado do CDS. A ministra da Administração Interna, um erro de casting de Aguiar-Branco que se tornou num case study da incompetência governamental começou por ir ao parlamento dizer que o antecessor não tinha feito nada para pouco depois e sob a pressão do primeiro-ministro pedir aos sindicalistas dos praças da PSP para redigirem um estatuto à pressa.
 
Com receio das ameaças de greves de zelo o governo aprovou à pressa um estatuto mal negociado e que dá aos agentes da PSP direitos únicos em Portugal e  e arredores, deixando de fora a GNR e ignorando os oficiais da PSP. É este o estatuto que o esganiçado exibe como uma grande vitória.

«"É uma manifestação da diferente abordagem desta maioria em relação ao PS, porque eu recordo que esta maioria corrigiu um erro histórico do PS e do então ministro da Administração Interna, António Costa, que em 2008 com a aprovação da lei 12/A veio estender o regime geral do funcionalismo público às polícias", afirmou à Lusa o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães.

Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado da Administração Interna, argumentou que "é evidente, mas não foi na altura para PS, que um polícia, pela natureza das suas funções, pelos riscos e pelas restrições, como o direito à greve, tem de ter um regime próprio".» [RTP]

   
   
 photo sedat-saatcioglu-2_zpsdgsrciuh.jpg

 photo sedat-saatcioglu-1_zpslcixlhzb.jpg

 photo sedat-saatcioglu-5_zps1phxmpqg.jpg

 photo sedat-saatcioglu-3_zpsdcfcshix.jpg

 photo sedat-saatcioglu-4_zpsdkkouowk.jpg
  

quinta-feira, agosto 27, 2015

Não enganem as criancinhas

O PSD reuniu as suas criancinhas em mais uma encenação a que designam pomposamente universidade, cujo reitor lá aparece na mesa com ar informal, uma espécia de quota cor ar de pintas. Em tempo de eleições ficaram de fora os candidatos presidenciais ou presidenciáveis do PSD e evitaram exibir personalidades de outros quadrantes como peças de caça cozinhadas em ambiente gourmet.
  
Lá aprece a costumeira Maria Luís Albuquerque que aproveita estas iniciativas para dar ares de professora de política económica, talvez porque isso lhe recorda os tempos em que era ela que ensinava outro iletrado, por sinal o agora primeiro-ministro. Tendo em consideração o ambiente e o nível dos alunos era uma oportunidade para brilhar e o PSD ficaria a ganhar, os putos sempre aprendiam alguma coisa.
  
Mas parece que em vez de ensinar algo de útil a ministra optou pelas sua larachas do costume, só que neste caso foi mais longe e em vez de bons valores transmitiu maus valores. O que será o futuro político destes putos quando uma ministra das Finanças vai falar-lhe do programa eleitoral da oposição e diz uma verdadeira alarvidade, diz cobras e lagartos do programa mas admite que não o leu todo. De uma ministra esperar-se-ia mais rigor e seriedades.
  
Mas a alarvidades não se ficaram pelas senhora da Estação Sul Sueste, outro alarve a estar presente foi um tal Durão Barroso, um senhor que fugiu de Portugal em busca da sua zona de conforto, fugindo a tempo de evitar crises piores do que a austeridade adoptada para corrigir o défice que deixou. Este senhor descobriu agora que a culpa da crise não foi dos governos do PS e muito menos dos nossos abusos consumistas:
  
“A crise do euro é uma expressão curiosa, sugere que o euro está no centro da crise. Mas não é verdade, o que esteve em crise não foi o euro, o euro manteve-se sempre como moeda estável e sólida. A crise nasceu nos EUA, e o detonador foi a falência do Lehman Brothers, a crise do subprime, o crédito excessivo dado a quem não tinha como pagar”,
  
Como ninguém espera que Durão Barros tenha aderido às teses da esquerda portuguesa esta conclusão só pode uma explicação, Durão Barroso voltou a ser propriedade do DDT e repetiu a intervenção de Ricardo Salgado na comissão parlamentar de inquérito ao BES. Com professores temos motivos para ficarmos seriamente preocupados com os nós cegos que estão dando nas cabecinhas frágeis daquelas criancinhas.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _Terreiro_zpsygiwiu1y.jpg

Terreiro do Paço, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Durão Barroso

Depois da má lição dada por Maria Luís Albuquerque foi a vez de Durão Barroso dar mais uma má lição, mas se a primeira pouco sabe do que fala o segundo fala do qu fez e tenta ilibar-se de responsabilidades, tenta fazer esquecer o estado em que abandonou o país e os mandatos miseráveis que desempenhou à frente da Comissão Europeia.

«O ex-presidente da Comissão Europeia esteve em Castelo de Vide para uma aula sobre “o que se passa com a Europa”. Os alunos eram os jovens sociais-democratas que estão a frequentar a habitual Universidade de Verão do PSD, que marca a reentré do partido, e o tom foi o de um professor. O que foi a chamada “crise do euro”?, perguntou à plateia. “A crise não foi a crise do euro” e também “não foi a troika que criou a crise, foi a crise que criou a troika”, respondeu de seguida, como que desconstruindo os seus 10 anos à frente de uma União Europeia em crescimento (e em sofrimento). Pelo caminho, pormenores sobre as suas reuniões com Obama, Bush, Sarkozy e até Cristina Kirchner, que “dava lições de 45 minutos sobre o que devíamos fazer na Europa”.

“A crise do euro é uma expressão curiosa, sugere que o euro está no centro da crise. Mas não é verdade, o que esteve em crise não foi o euro, o euro manteve-se sempre como moeda estável e sólida. A crise nasceu nos EUA, e o detonador foi a falência do Lehman Brothers, a crise do subprime, o crédito excessivo dado a quem não tinha como pagar”, começou por dizer Durão Barroso, numa tentativa de provar por a + b que a crise não se limitou aos países da Europa, nem teve aí o seu epicentro.» [Observador]

 Depois da Primavera veio o Verão árabe

 photo Verao_zps7jwamvn8.jpg

O que será feito dos libertadores dos países árabes, dos que desintegraram a Líbia, dos que transformaram o Iraque em terra de ninguém, dos que promoveram a guerra civil na Síria, dos que tentaram destruir o Egipto?

Os grandes responsáveis pelos milhares de mortes no Mediterrâneo e pelo êxodo do Norte de África sõ os culpados pela morte de centenas de milhares de iraquianos e de sírios, pela perseguição ao chiitas, cursos e católicos na Síria, na Líbia e norte do Iraque, são os que fornecendo armas ou promovendo bombardeamentos desintegraram países coo o Iraque, a Síria e a Líbia.

Agora temos a população de países inteiros a querer atravessar o Mediterrâneo e muitos africanos a caminhar em direcção à Europa sem terem de passar por fronteiras.

 Dúvida

Se para Passos Coelho os líderes do PSD e do CDS estão em igualdade de circunstâncias nos debates porque razão impediu que fosse Portas a ir ao frente a frente com António Costa?


 Tchetchênia abre primeira praia reservada a mulheres



   
   
 photo anka-zhuravleva-2_zpshwo6i8r4.jpg

 photo anka-zhuravleva-5_zpswg9tycw6.jpg

 photo anka-zhuravleva-4_zpsan8kv7uz.jpg

 photo anka-zhuravleva-3_zpsy8y9zdki.jpg

 photo anka-zhuravleva-1_zpspjzj5wzg.jpg
  

quarta-feira, agosto 26, 2015

O reembolso da sobretaxa

O governo Português foi o primeiro a adoptar medidas de política económica com efeitos retroactivos o que, no mínimo, é um absurdo, algo que não deve ser motivo de admiração pois nas Finanças está alguém com parcos conhecimentos de política económica, o que, entre outras coisas a senhora prefira fazer discursos para os pirralhos de Castelo de Vide do que discutir as políticas que adopta com políticos crescidinhos da oposição.

A sobretaxa é uma manifestação de incompetência, num quadro recessivo em que qualquer estímulo à actividade económica ou uma redução das medidas restritivas era desejável, o governo decidiu manter a austeridade com a promessa de que se esta tivesse sido excessiva o governo saído de futuras eleições procederia à devolução da sobretaxa já depois da receita desta ter sido gasta em 2015 muito provavelmente em medidas eleitoralistas. 
  
Para criar a ilusão de sucesso na cobrança de impostos empola-se a retenção de tudo o que seja reembolsos iludindo os cidadãos pois passadas as eleições será reposta a normalidade fiscal e as receitas fiscais serão corrigidas em baixa, mas nessa ocasião os portugueses já terão sido levados ao engano com a preciosa colaboração dos muitos jornalistas sem escrúpulos dos nossos jornais e televisões. Só em Maio de 2016, depois de encerradas as contas de 2015 e após a entrega da declaração de rendimentos e da consequente liquidação do IRS os contribuintes saberão se vai haver algum reembolso do excesso de impostos pago em 2015 a título de sobretaxa.
  
Isto significa que tudo o que agora se diz sobre reembolso da sobretaxa não passa de manipulações alimentadas por um secretário de Estado que anda a ajeitar a receita fiscal com truques manhosos e que são condenáveis. Um dos truques de que ainda não se falou é a adopção de taxas exageradas de retenção na fonte do IRS e de que têm resultado reembolsos exagerados no IRS.
  
A aplicação de taxas exageradas de retenção na fonte do IRS, decididas no segredo do gabinete do Núncio Fiscoólico e publicadas por mera portaria tem funcionado como uma verdadeira sobretaxa. Basta um aumento das taxas de retenção na fonte do IRS para que as receitas fiscais sejam empoladas e fiquem acima do previsto. O problema é que em 2016 estes montantes terão de ser reembolsados e deduzidos do suposto excedente de receitas fiscais, o mesmo sucedendo com os reembolsos não processados.
  
Esperemos que Paulo Portas, Paulo Núncio e Maria Luís Albuquerque andem pelo país em Maio de 2016 pois terão de vir explicar aos portugueses a fraude que montaram numa jogada manhosa para ganhar votos. Nunca na história do ministério das Finanças foi montada uma mentira de tão grande dimensão. 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _Cisne_zpsqtzpkv0b.jpg

Pinto de cisne no Parque Eduardo VII, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís

Seria interessante se em vez de falar só para putos, como tem feito estes anos, a ministra das Finanças viesse discutir com economistas crescidinhos, explicando qual foi a receita que falhou. A verdade é que a ministra das Finanças sabe tanto de política económica como eu de lagares de azeite e refugia-se em debates sem interlocutores para dizer as suas asneiras.

«Maria Luís Albuquerque ao ataque ao PS. A ministra das Finanças centrou a sua intervenção na Universidade de Verão da JSD nas críticas às principais propostas do PS e àquilo que diz ser a receita falhada dos socialistas. A estratégia continua a ser a mesma: dramatizar as consequências de um eventual Governo socialista.

“Como é possível que [o PS] se apresente com propostas que falharam tão rotundamente no passado? Porque haveriam os portugueses de acreditar que a mesma receita que conduziu ao desastre de 2011 produziria agora resultados diferentes?”, criticou esta terça-feira em Castelo de Vide, num discurso lido e não feito de improviso.

Sobre o passado, acusou o PS de ter feito disparar a despesa pública e privada e afirmou mesmo ser “incompreensível” defender-se, como fazem os socialistas, de que o investimento público é o motor da economia.» [Observador]

      
 O essencial não se esquece de nós
   
«A maior prova de que a União Económica e Monetária (UEM) foi uma criação politicamente aventureira e tecnicamente incompetente reside na tempestade europeia de leis e expedientes que nos tem acompanhado nos últimos seis anos. Reformas sucedem-se a novos tratados intergovernamentais, sempre tentando apagar incêndios que poderiam ter sido evitados se as "regras" originais da UEM tivessem um pingo de sensatez.

Recordemos um pouco. O artigo 125.º do Tratado de Funcionamento da União Europeia (TFUE) impede o resgate dos países em dificuldades (vítimas de "choques assimétricos", como se diz na gíria das uniões monetárias). Pela lógica das "regras", a Grécia deveria ter falido logo em 2010, e o mesmo teria ocorrido com a Irlanda e Portugal. Pois bem, não só o artigo 125.º foi frontalmente transgredido como se criou um novo tratado intergovernamental que instituiu o Mecanismo Europeu de Estabilidade, que funciona como um fundo de resgate permanente para países em dificuldade. O mesmo acontece com o artigo 123.º do TFUE, que impede o financiamento monetário da economia, isto é, impede que o BCE compre títulos de dívida pública diretamente aos Estados. Ora, desde que Mario Draghi avançou com o mecanismo das OMT (no verão de 2012) e lançou neste ano a sua operação de compra maciça de dívida pública no mercado secundário, tudo se passa como se esse artigo 123.º tivesse ido para o mesmo sótão das obsolescências, onde repousa o 125.º. O mesmo se poderá dizer da famigerada União Bancária. Uma desajeitada tentativa para disciplinar um sistema bancário que foi deixado à solta dentro da UEM, com o freio nos dentes, provocando danos que continuam ativos.

As regras têm sido mudadas, mas sempre evitando o essencial. Com efeito, quando em abril de 1989 o relatório Delors desenterrou o plano Werner (1970) para uma união monetária, a França de Mitterrand foi a força motora na celeridade de um processo que visava amarrar Berlim a uma união monetária despida de coração político. Foi a Alemanha que sempre insistiu na necessidade de realizar uma conferência intergovernamental (CIG) sobre união política, paralela à CIG que daria à luz a UEM, que hoje tanto nos atormenta. Contudo, Berlim foi perdendo ânimo, acabando por se acomodar a uma crise que lhe tem trazido benefícios de perigoso curto prazo. O próximo governo português deveria ter como prioridade recordar a Berlim a sua correta e esquecida doutrina: sem união política, uma união monetária acabará por se fragmentar. Esta é a questão de vida ou de morte do projeto europeu. O resto é espuma dos dias.» [DN]
   
Autor:

Viriato Soromenho-Marques.

      
 Perdeu 3,2 mil milhões num dia
   
«Wang Jianlin, o homem mais rico da China, perdeu 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros) na segunda-feira, na derrocada das bolsas mundiais.

O presidente e fundador do grupo Dalian Wanda, especializado no mercado imobiliário e no setor do entretenimento, perdeu mais de 10% da sua fortuna, segundo o índice de milionários da Bloomberg, que segue as fortunas das pessoas mais ricas do mundo.

A bolsa de Xangai caiu na segunda-feira 8,49%, a maior descida num só dia desde 2007, quando aumenta o receio de que o abrandamento da segunda economia mundial penalize o crescimento global. Hoje, a bolsa de Xangai voltou a cair 7,63%.

Wang Jianlin terá sido o maior perdedor na segunda-feira, segundo o índice Bloomberg, atualizado no fim de cada dia.» [Observador]
   
Parecer:

Por este andar ainda volta aos tempos do comunismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Portas criativo
   
«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, manifestou-se esta terça-feira "encantado" por enfrentar Heloísa Apolónia, indicada pela CDU, no debate televisivo de setembro com a coligação PSD/CDS-PP, afirmando que "em democracia não se despreza ninguém".

Questionado pelos jornalistas sobre a sua "adversária" pelo lado da CDU neste debate televisivo, Paulo Portas disse: "Encantado, lá estarei". "Em democracia não se despreza ninguém. Em democracia não se fazem vetos. Faz-se confronto civilizado de ideias e eu disponibilizei-me para todos os debates que as televisões me propuseram", continuou.

O vice-primeiro-ministro, à margem de uma visita a um produtor vitivinícola no concelho de Vidigueira (Beja), argumentou ainda que "em nenhum país comunista haveria um debate com os adversários políticos, porque, se houvesse, era o último". "Como sabem, ou lhes cortavam a cabeça ou os prendiam. Em democracia trocamos ideias naturalmente, civilizadamente", sublinhou.» [Expresso]
   
Parecer:

Tanto quanto se sabe o Paulo portas já foi a vários países comunistas e não lhe cortaram nada o que, aliás, é uma pena, não se perdia nada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se este esganiçado ser mais sério quando fala.»

   
 Alexander Semenov
   
 photo Alexander-Semenov-3_zpsnfnrkkdm.jpg

 photo Alexander-Semenov-5_zpsxhsehnk4.jpg

 photo Alexander-Semenov-4_zpsbdmec0st.jpg

 photo Alexander-Semenov-1_zpskguj49dz.jpg

 photo Alexander-Semenov-2_zpstmmysspr.jpg