quarta-feira, Setembro 17, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Alfama, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz

Esta senhor é mesmo incompetente.

«“Está assegurado, a partir de hoje, o acesso pleno a todas as funcionalidades da plataforma Citius que suporta a atividade dos tribunais e das novas comarcas”. Foi com esta frase que o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), através de um comunicado, anunciou que o Citius tinha voltado a funcionar.

E para que não restassem dúvidas, a própria ministra da Justiça refutar hoje em declarações ao jornal i todas as queixas anteriormente apresentadas quanto ao funcionamento do site.

Paula Teixeira da Cruz garante que “esta questão informática, ao contrário do que alguns tentaram crer, não instalou o caos nos tribunais, o que é facilmente visível pelas sentenças e julgamentos que têm ocorrido, tendo sempre estado e continuado a estar salvaguardados os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos”.» [Notícias ao Minuto]

«A solução encontrada pela Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, para acabar com o caos que se vive na Justiça há quinze dias foi "ressuscitar" o sistema informático antigo.

Com esta plataforma consegue-se dar andamento a novos processos judiciais, com o Citius usado antes do dia 1 de setembro mas perde-se o rasto aos 3,5 milhões que já estariam a ser transferidos desde o primeiro dia do mapa judiciário. 

"O Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça informa que a partir de hoje podem submeter a juízo peças processuais respeitantes a novos processos", refere o comunicado a que o DN teve acesso.» [DN]

 Ai queriam reduzir as férias aos juízes?

Agora estão tramados, todos os que fizeram parte do governo que teve a ideia de chatear os juízes ou que de alguma forma apoiaram esse governo levam pela medida grossa se forem a julgamento por qualquer motivo. O Sócrates que se cuide, se ultrapassar um limite de velocidade em 1 km/hora corre um sério risco de ficar sem carta para o resta da vida e ainda cumprir uma pena de prisão.

Quem se mete com os magistrados leva!

 Crato é incompetente de propósito?

O ministro da Educação  é tão incompetente e faz tanta azelhice que só podemos concluir que o homem gosta mesmo de ser incompetente, de ser visto como um imbecil e faz as asneiras por prazer.

 BES

Tiraram de lá o Ricardo Salgado para meter o fantasma do Horta Osório?
  
 Justiça

O Citius voltou a trabalhar porque o substituíram pela versão anterior. Não será melhor fazer o mesmo com a ministra e mesmo com todo o governo?

      
 Cortaram o cravo do António
   
«A peça de propaganda produzida pela equipa que apoia António José Seguro na corrida às primárias do PS é das coisas mais básicas, banais e infantis de que me lembro desde que sigo a política em Portugal. Falo daquela pérola que foi colocada nas redes sociais: um tipo planta, aduba e rega com cuidado um cravo; a flor cresce viçosa; chega um malvado de tesoura em riste e, zás!, corta o cravinho; ouve-se uma voz melíflua: "Gosta do que viu? Está disposto a apoiar um projeto que começa assim?" O malvado, claro, é António Costa, destruidor de cravos, símbolos da liberdade. O bonzinho é António José Seguro.

Nada disto teria especial importância não se desse o caso de este pueril exercício comunicacional ser portador de duas mensagens políticas.

Primeira: António José Seguro vê nos simpatizantes e militantes do PS gente que precisa de ser educada, que não distingue o bem do mal, que corre o risco de raciocinar mal, se não for devidamente ensinada. E ensinada como? Como se faz na primeira classe: com mensagens básicas que não ocupem muito tempo, muita paciência e, sobretudo, muitos neurónios ao destinatário. Quando pretende ser provocador, Seguro acaba por ser assustador.

Segunda e mais importante: ao insistir, uma e outra vez, no tom lamechas, o líder do PS revela um preocupante traço de carácter (político, bem entendido). Em política, há sempre um tempo para o queixume e outro para sublinhar o peso da realidade herdada. A prática aconselha a que não se abuse desse tempo - e com razão, dado que, a partir de certa altura, as mágoas carpidas são confundidas com inação. Ora, o paroxismo do "estilo calimero" foi alcançado por António José Seguro.

Convenhamos: um país que precisa de ação e arrojo não necessita de um líder que faz beicinho mal tropeça na primeira pedra; que se queixa de ser perseguido pelos malfeitores, desejosos como estão de tomar de assalto o partido que ele laboriosamente reergueu (?) das cinzas; que olha para trás à procura do inimigo que se esconde na moita, quando devia olhar para a frente, porque por aí é o caminho. António José Seguro é o típico líder que se estriba na não-decisão, modo de contentar todos evitando o conflito. Há quem chame a isto humildade e busca do consenso. É mentira: trata-se de falta de capacidade e medo do dissenso. Claro: António Costa agradece. Segue o conselho de Napoleão: "Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro."

Pior do que este Seguro inseguro só o Santana desnorteado de 2004. Que disse isto: "Este é um Governo a quem ninguém deu quase o direito de existir antes dele nascer. Após um parto difícil, teve que ir para uma incubadora, e vinham alguns irmãos mais velhos e davam-lhe uns estalos e uns pontapés". Uma pérola agora aplicada ao PS.» [JN]
   
Autor:

Paulo Ferreira.

      
 Lixaram-se!
   
«Deixaram os seus empregos para entrar no Banco Espírito Santo (BES) e acabaram por sair mais cedo do que o esperado, sem indemnização e sem hipótese de recuperar os lugares de origem, de acordo com o noticiado esta terça-feira pelo Jornal de Negócios.

Vítor Bento deixou a presidência da SIBS, o lugar de conselheiro de Estado e reformou-se do Banco de Portugal para entrar no BES. João Moreira Rato era presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Agora, nenhum dos dois regressará ao lugar de origem, tal como sucederá com José Honório, que era administrador não executivo dos CTT antes de entrar para a vice-presidência do BES.

Os três gestores saíram sem indeminização, de acordo com declarações de uma fonte oficial da instituição à mesma publicação: “Não haverá acerto de contas”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

È para da próximas vez serem mais cuidados a confiar neste governo e no Ti Costa das off shores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se com um sorrisinho nos lábios.»
  
 Alcoólico, eu?
   
«Em entrevista, Gerard Depardieu revela que a sua primeira garrafa, normalmente de vinho tinto ou champagne, é aberta antes das dez da manhã. Segue-se uma bebida tipicamente francesa, semelhante ao anis, que ingere na sua totalidade até ao almoço.

Durante a refeição, o ator bebe mais uma garrafa de vinho, voltando à tarde ao champagne e à cerveja. Á noite gosta também de beber vinho ou vodka.

Apesar da impressionante lista de bebidas que ingere diariamente, Depardieu nega ter problemas com o álcool e diz que nunca fica embriagado, “apenas um pouco alegre”.» [Notícias ao Minuto]

 O inconveniente de ter muitas mulheres
   
«A segunda e quarta mulheres do Presidente Jacob Zuma envolveram-se numa cena de gritos e troca de insultos durante a gravação de uma entrevista em conjunto para a televisão pública sul-africana, levando ao cancelamento da entrevista e do programa em que esta deveria ser transmitida.

O episódio foi testemunhado por elementos da estação televisiva SABC e envolveu a terceira e quarta mulheres do Presidente Jacob Zuma, respetivamente Tobeka Madiba e Bongi Ngema, que trocaram insultos e gritaram obscenidades entre si.» [DN]

 Crato chumbou
   
«Tudo indica que as queixas dos professores relativamente à fórmula utilizada pelo Ministério de Educação e Ciência (MEC) para os concursos de Bolsas de Contratação de Escola (BCE) têm fundamento. Pelo menos é essa interpretação que o Observador e vários especialistas fazem da lei que rege esses concursos e da fórmula adotada pelo MEC para ordenar os professores.

O ponto de partida das dúvidas e protestos dos docentes foi o facto de nas listas aparecerem ultrapassagens de centenas ou milhares de lugares por comparação com as listas nacionais, onde o escalonamento é feito apenas de acordo com a graduação profissional (soma da média final de curso e dos anos de serviço).

O Observador falou com professores e matemáticos, esteve a analisar a fórmula estabelecida pelo MEC, bem como algumas listas de colocação e casos concretos de professores e chegou à conclusão que foi feita uma soma direta entre duas escalas de grandezas diferentes.» [Observador]
   
Parecer:

Calcular médias de números reais com percentagens não é um erro, é uma "cratinice". O ministro que é doutor em matemática e que mandou avaliar os candidatos a professores chumba de forma vergonhosa em aritmética.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Soares dos Santos revolucionário
   
«“Não há ninguém que vá trabalhar com gosto ganhando pouco. E o salário mínimo nacional de 500 ou 520 euros não dá para nada.” disse Alexandre Soares dos Santos que esteve nesta terça-feira na apresentação da Nova School of Business and Economics – que conta com apoio da Jerónimo Martins - em Carcavelos, onde criticou o Governo e as políticas salariais. Em resposta aos jornalistas, o empresário afirmou: “Vocês têm muita culpa quando escrevem ou dizem, reforma milionária de 5.000 euros. Onde é que isso é milionário? E quanto é que fica para a pessoa?” Soares dos Santos concluiu dizendo que “está tudo muito contente neste país. Porque somos miseráveis e gostamos de ser miseráveis.”

Durante a intervenção que fez no evento, Alexandre Soares dos Santos já tinha desvalorizado as negociações na concertação social para o aumento do salário mínimo nacional, defendendo que deve ser cada empresa a definir o montante de ordenado. “Cada companhia deve pagar de acordo com o que pode”, justificou.

Soares dos Santos disse, também, que “não acredita” nos acordos para o aumento do salário mínimo, que têm estado a ser negociados no âmbito da concertação social. Defendeu ainda a importância do papel dos sindicatos para evitar ou impedir o pagamento de salários muito baixos. Criticou ainda a “elevada” carga fiscal sobre os salários.» [Observador]
   
Parecer:

Alguns empresários que foram apoiantes desta coligação começam a mostrar alguma fadiga de Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Marinho Pinto armado em não populista
   
«Numa entrevista concedida à Rádio Renascença, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados Marinho e Pinto, considera que o salário dos governantes portugueses, incluindo os dos deputados é baixo. O eurodeputado eleito, que rejeitou continuar em Bruxelas, alegando que o salário pago era ‘obsceno’ diz que enquanto bastonário ganhava 4.800 euros líquidos, quantia que, diz, “não permite grandes coisas”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este senhor é um espertalhão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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terça-feira, Setembro 16, 2014

Bestialidades

O caso BES tem servido para conhecermos melhor o país e povo que somos e é pena que Ricardo Salgado não conte tudo o que se sabe e que não sobreviva qualquer registo das conversas dos governantes, do Presidente da República e do governador do Banco de Portugal sobre este mesmo caso. O país assiste a decisões sucessivas resultantes de negociatas feitas nos bastidores sem que o poder tenha que responder pois nada se sabe.
  
Se Ricardo Salgado contasse tudo o que sabe sobre os nossos governantes estaria dando uma ajuda preciosa ao desenvolvimento de um país que se consome em corrupção, oportunismo e incompetência. Mas podem ficar descansados, Ricardo Salgado levará os seus segredos para a cova e o mesmo sucederá com Oliveira e Costa. É por isso que os mesmos que o bajularam, a começar pelo honestíssimo Expresso, podem agora arrasá-los sem receio de qualquer represália, em Portugal somos muito corajosos com os que caíram em desgraça.
  
O que se passou com Vítor Bento ilustra bem a podridão que domina a nossa comunicação social e uma boa parte dessa alcateia de comentadores e prostitutas do jornalismo que nos “informam” diariamente. Quando Vítor Bento foi escolhido para o BES foi apresentado como um grande economista, um gestor de grandes qualidades um homem que merecia a confiança do governo e de Cavaco Silva, em tempos até chegou a ser apresentado como a primeira escolha de Passos Coelho para ministro das Finanças.
  
Toda a gente elogiou a escolha, o único ofendido foi Seguro que achou que era abuso escolher alguém do PSD para um banco, o mesmo Seguro que não se sentiu nada incomodado com o facto de o lugar de comissário europeu estar ocupado pelo PSD há cerca de dez anos. Mas Bento foi ao Rato para que Seguro aparecesse nas televisões com ar de primeiro-ministro e o assunto ficou logo resolvido. 
  
Agora que Bento ficou a mais pois alguns bancos se começaram a movimentar para comprar a rede de balcões do BES e a venda começou a ser uma urgência havia que denegrir o homem. Não tiveram a coragem de lhe chamar incompetente para o cargo, limitaram-se a dizer que o seu sucessor era melhor por ser um banqueiro. Só não se entende porque razão não pediram o banqueiro emprestado ao Horta Osório e só depois de começar a ser muito urgente vender o BES.
  
Agora já se sabe quanto é que Vítor Bento ganha de pensão, uma forma muito subtil de justificar este “despedimento” sem qualquer compensação. É aquilo a que se designa popularmente por uma pensão milionária e a divulgação coube ao diário do costume. De homem sério e competente Vítor Bento passou a incompetente e pensionista rico.
  
O BES foi à falência, à mesma falência em que se encontra uma boa parte dos valores éticos deste país.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cogumelo do Parque Florestal de Monsanto
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

A forma como Passos Coelho se iliba de responsabilidades no caso BES elogiando o trabalho do sô Costa e uma obra prima do oportunismo, da cobardia e do cinismo político. Já não restam quaisquer dúvidas sobre a estratégia para o BES, quem ganha com o negócio, quem decide e quem vai levar com as culpas.

«O primeiro-ministro Passos Coelho comentou, esta segunda-feira, as soluções encontradas pelo Banco de Portugal para a crise no BES, cujo último episódio foi a renúncia de Vítor Bento e respetiva equipa, sustentando que o governador Carlos Costa "tem vindo a tomar boas decisões" e que o Governo tudo fez para “minimizar os riscos” e “promover uma boa venda do Novo Banco”.

À margem das comemorações dos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na Universidade Nova de Lisboa, Passos Coelho comentou as mais recentes mexidas no Novo Banco, nomeadamente a saída de Vítor Bento e consequente entrada de Stock da Cunha, elogiando o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, pelas “boas decisões que tem vindo a tomar”.

O Governo “fez tudo o que estava ao nosso alcance para dar todo o apoio ao governador do Banco de Portugal (BdP) nas boas decisões que tem vindo a tomar, minimizar riscos e promover um boa venda do Novo Banco, que agora está filiado no fundo de resolução mas que precisa de um comprador”.» [Notícias ao Minuto]

«O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho garantiu esta manhã que "o que ocorreu com o BES não ajuda a recuperação da nossa economia", mas também "não ajuda um Governo que tem eleições no próximo ano". E garante que se estivesse preocupado com as eleições este problema não teria sido tornado público, pelo menos neste momento.

Passos Coelho, que falava aos jornalistas em Lisboa, à margem da sessão comemorativa dos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde, sublinhou que a venda do Novo Banco, construído a partir dos melhores ativos do BES, "terá que ocorrer no prazo de dois anos". E revelou ainda que esta operação é do interesse de todos, do sistema financeiro e dos cidadãos, realçando uma certeza: quanto mais tempo decorrer até à venda do Novo Banco, "maior o risco dessa operação".

O primeiro-ministro elogia a forma como todo o processo tem sido conduzido, destacando que não são os contribuintes que estão a suportar os custos, mas antes "os bancos portugueses através do Fundo de Resolução", sendo por isso do interesse destes que esta situação seja resolvida "da forma mais expedita possível".» [Expresso]

 Que se lixe o BES

Passos Coelho faz tudo para passar a falsa ideia de que se mantém a sua afirmação do "que se lixem as eleições", dá jeito fazer a sua revolução liberal com a desculpa de que o faz pelo país, da mesma forma que escondeu as suas medidas mais brutais atrás do memorando.

Entre salvar ou não o GES deu jeito passar a ideia de que separa negócios da política, uma declaração tão conveniente que o próprio Seguro fez suas as palavras de Passos Coelho. Meses depois de o BES se arrastar nos bastidores Passos Coelho tinha de escolher entre salvar o GES e o BES ficando com a fama de ter ajudado a família Espírito Santo ou deixar cair o BES independentemente das consequências. Passos Coelho ignorou as consequências e mediu apenas a solução que lhe era eleitoralmente mais vantajosa.

Da mesma forma agora quer vender o BES o mais depressa possível, entre a incerteza do valor futuro do banco e uma venda mesmo com prejuízo Passos Volta a escolher a que lhe traz mais vantagens eleitorais e volta a dizer "que se lixe o BES". Que se lixe o BES e o país, o que Passos quer é evitar uma derrota eleitoral, mesmo que isso lhe custe uma coligação à esquerda ou mesmo o lugar de primeiro-ministro.

 António Arnaut merecia mais

Seguro aproveitou o aniversário do SNS para se colar a esta instituição ao lado do seu fundador, para isso fez uma encenação miserável cujo único objectivo foi aparecer ao lado de Arnaut fazendo um discurso de campanha para as directas, desrespeitando um militante que não manifestou apoio a nenhum dos candidatos e que defendeu a realização de um congresso, proposta recusada por Seguro.
 
Seguro, que agora parece ser do BE, criticou violentamente a política deste governo para a saúde, o problema é que se esqueceu que as medidas mais brutais para o sector foram adoptadas pelo orçamento de Estado para 2012, o orçamento em que Passos foi para além da troika e que Seguro não votou contra.
 
Foi com o OE 2012 em cuja votação António José Seguro se absteve que Passos Coelho fez aprovar as seguintes medidas:

  • Taxas moderadores ficam mais caras.
  • Isenções só para quem ganhe menos de 628 euros.
  • Multas para quem não pagar as taxas moderadoras.
  • Pensionistas perdem medicamentos gratuitos.
  • Comparticipações do Estado descem.
  • Prescrições por princípio activo avançam em 2012.
  • Serviços de urgência vão ser encerrados.


      
 Um erro é um erro e isso não é pouco
   
«Há dias, na crónica "O caso da Rainha que se fechou em copas", citei uma frase de João Ferreira do Amaral, que escreve regularmente no blogue 31 da Armada. Para situar o autor, eu disse que João Ferreira do Amaral, em coautoria com Francisco Louçã, escrevera um livro sobre o euro, há pouco lançado. Depois, dediquei-me ao assunto, isto é, demonstrar que ao recusar dar opinião sobre o referendo da independência da Escócia a Rainha Isabel II não merecia ser felicitada como o era na citada frase ("Talvez não exista maior exemplo do que deve ser um chefe de Estado, sempre acima do jogo político...") Ora, há este porém: João Ferreira do Amaral do blogue não é João Ferreira do Amaral do livro. Já sabia que nos blogues era preciso contornar o escolho do pseudónimo, fiquei a saber do necessário cuidado com a homonímia. Mas esse é um problema meu, não dos leitores e, sobretudo, não é de quem viu atribuída a si uma frase que não era sua. Não foi o professor João Ferreira do Amaral, autor de A Solução Novo Escudo, que escreveu aquela frase. Logo, quaisquer que sejam as razões que me levaram ao erro, o essencial é que houve erro meu. O professor João Ferreira do Amaral foi, por mim, metido numa história com a qual não tinha nada que ver. Peço-lhe desculpa. Outro assunto, menor: Francisco Louçã escreveu um texto no Público, intitulado "Bastava um minuto de trabalho, caro Ferreira Fernandes". Louçã escusava de pôr "caro", ambos sabemos ser falso.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

PS: gostei da resposta à utilização do "caro" por parte de Francisco Louçã. Ora toma!

      
 Irresponsabilidade policial
   
«A PSP emitiu um comunicado a explicar a intervenção da polícia com disparos de arma durante os incidentes verificados no domingo, no jogo V. Guimarães- FC Porto.

"Trinta minutos após o início do encontro, dois grupos organizados de adeptos não legalizados e afetos ao Vitória envolveram-se em confrontos na bancada do estádio e quando a polícia se aproximou foram de imediatas arremessadas em direção aos polícias grades de ferro, cadeiras, paus de bandeira, moedas, isqueiros e cinzeiros, situação que colocou seriamente em risco a integridade física dos policiais e por forma a fazer cessar as agressões foram efetivados disparos com arma calibre 12 shotgun. Disparos efetuados com munição policial, menos letal. Após a intervenção policial foi possível garantir a segurança nas bancadas até final do jogo".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se a polícia vai desatar aos tiros sempre que alguém atira "objectos" este país começa a parecer a Síria, é óbvio que a intervenção policial foi excessiva e os responsáveis pelos tiros devem ser alvos de um processo disciplinar. Não se percebe a razão que leva polícias todos equipados para o caso de lhes atirarem objectos desatam aos tiros dentro de um estádio de futebol, só pode ser ou cobardia ou abuso da força.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exija-se o apuramento de responsabilidades.»
  
 Boas novas do ajustamento
   
«Portugal registou nos seis primeiros meses do ano um défice de 5000 milhões de euros na balança comercial (diferença entre as exportações e as importações), sendo o quinto maior saldo negativo dos 28 países da União Europeia, mostram dados publicados nesta segunda-feira pelo Eurostat.

As exportações estagnaram nos 23.900 milhões de euros, enquanto as importações cresceram 4%, para 28.900 milhões. No mesmo período do ano passado, o défice comercial ascendia a 4000 milhões de euros. O aumento homólogo é, assim, de 25%.

De Janeiro a Junho, o maior saldo negativo pertenceu ao Reino Unido, com uma diferença entre as exportações e as importações de 60.200 milhões de euros. França registou um défice comercial de 36.900 milhões de euros, seguindo-se Espanha, com um saldo negativo de 11.900 milhões, e a Grécia, com 10.600 milhões.» [Público]
   
Parecer:

Desta vez a santinha da Horta Seca não falou e muito menos anunciou milagres, anda mais ocupado com a venda do BES que nem sequer é do seu pelouro do que a fazer comparações com os dados das estatísticas do comércio externo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à santinha da Horta Seca.»

 As políticas da Merkel já começam a dar frutos
   
«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu esta segunda-feira em baixa as perspetivas de crescimento das suas economias mais avançadas, assinalando, no entanto, que a zona euro continua a ser “a ovelha negra” da recuperação.

De acordo com a avaliação económica intercalar da OCDE, divulgada esta segunda-feira, a zona euro apresenta um risco de deflação que poderá perpetuar a sua situação e até mesmo agravar a crise da dívida.

A OCDE estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro aumente este ano 0,8%, menos quatro décimas face às estimativas de maio, e 1,1% em 2015 (menos seis décimas).» [Observador]
   
Parecer:

Portugal vai com vento pela popa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à santinha da Horta Seca.»
  

   
   
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segunda-feira, Setembro 15, 2014

De maior banco comercial a sucata financeira em 80 dias

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Imagine que entra no Continente do Colombo e encontra uma loja imensa toda limpinha e arrumadinha, com música de fundo, os altifalantes anunciando as promoções, com os funcionários responsáveis pela reposição passeando tranquilamente pelos corredores, as meninas nas caixas impecavelmente vestidas, as prateleiras absolutamente vazias ou com uma ou outra embalagem fora de prazo e sem um único cliente.
  
É mais ou menos nisto que a imensa rede de balcões do BES está sendo transformado, o maior banco comercial foi em pouco mais de um mês transformado num banco fantasma, um banco sem depositantes, sem clientes, sem ofertas, apenas com serviços correntes e uma tabelas de comissões. Um banco que nada pode fazer sem autorização do mesmo sô Costa que no BCP nada viu, um banco que está obrigado a vender pouco e mais caro do que a concorrência, um banco sem qualquer vantagem a oferecer a novos depositantes.
  
Quando Vítor Bento foi escolhido à pressa a ideia era a de gerir o BES bom, a banca concorrente ficou em silêncio enquanto era o governo que através da marioneta do banco de Portugal injectava mais de quatro mil milhões de euros. O discurso era o da inevitabilidade e Vítor Bento vinha gerir um banco que seria vendido mais tarde. 
  
Maria Luís Albuquerque estava tranquila, o seu homem do IGCP iria apoiar um Víotr Bento conhecido pelas ligações à direita e pelo apoio incondicional e militante às suas políticas de austeridade. Não havia pressa pois o dinheiro injectado no BES não seria considerado para efeito de cumprimento das obrigações em matéria de défice orçamental. Pouco tempo depois a banca privada apressou-se a informar que contribuía com mais alguns milhões para o fundo que capitalizou o Novo Banco.
  
Com meia dúzia de milhões de euros os bancos privados como o BCP e o BPI sentiram-se no direito de exigir que o BES fosse vendido rapidamente. Isto é, os bancos privados investiram no fundo graças ao enriquecimento repentino resultante do saque do BES e aproveitaram a sua generosidade para comprarem a destruição do BES. A banca que estava em dificuldades superou rapidamente os receios e depois de terem desnatado o BES bancos como o BCP já vendem saúde financeira.
  
O estranho é que de um dia para o outro tanto a banca privada como os partidos do governo tenham começado a fazer coro exigindo uma venda rápida do BES, sem qualquer debate estão de acordo com uma estratégia que favorece de forma brutal bancos como o BCP e o BPI. Não tiveram qualquer problema em achincalhar a equipa de Vítor Bento que ontem eram grandes economistas e hoje são dispensados com a insinuação de que não são banqueiros, isto é, não percebem nada do negócio.
  
Quando se falava se falava no relançamento do BES com a designação do Novo Banco o governo através do Banco de Portugal foi buscar economistas, agora que pretende vender o BES sob a forma de sucata financeira foram buscar alguém que designam por banqueiro. Aquilo a que o país está assistindo é ao maior golpe financeiro da nossa história económica, o poder e dois ou três bancos privados juntaram-se para destruir e saquear o maior banco privado português e agora querem vender o que resta dele o mais depressa possível para evitar prejuízos.
  
Em mais ou menos 80 dias o maior banco privado português foi destruído, saqueado e vendido como sucata. Brevemente saberemos quem ganhou mais e quanto perderam os portugueses, nunca saberemos quem decidiu, como se decidiu e a troco do quê se decidiu destruir o BES transferindo uma boa parte do seu valor para bancos como o BCP e o BPI.
   

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pavão do Castelo de São Jorge, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Tózero Seguro

Para Seguro é legítimo e normal que os funcionários públicos o que significa que aceita tranquilamente que Passos Coelho tenha ido além da troika. Mas para ajudar a malta dos restaurantes Seguro acha que deve ir além de Passos Coelho e recuar na decisão governamental de repor os vencimentos dos funcionários públicos, não se importando muito sobre o que a matéria já foi dito pelo próprio Tribunal Constitucional.

Fica cada vez mais claro que Seguro só discordou da política deste governo porque ele iria para além de Passos Coelho. Começa a eprceber-se a ameaça de demissão no caso de chegar a primeiro-ministro e não puder cumprir a promessa de não aumentar impostos, ainda não chegou lá e já faz ameaças ao Tribunal Constitucional, Seguro diz que se o obrigarem a aumentar impostos em vez de cortar nos salários dos funcionários públicos vai-se irresponsavelmente embora.

Devolver Seguro ao madeiro de Penamacor já não é uma questão política, é um problema de segurança sanitária para o país.

«Destruir pode fazer-se num dia, construir leva tempo. Este governo empobreceu e destruiu o país. Não estou em condições de prometer que no dia seguinte reponho tudo em matéria de rendimentos para todos os portugueses, isso seria vender ilusões e eu não digo coisas que não tenha a certeza de poder cumprir. O meu compromisso em relação aos salários da função pública é de uma recuperação em função da evolução da economia. Em relação aos reformados, fui mais imediato: acabar com a contribuição da sustentabilidade e isso foi resolvido pelo Tribunal Constitucional.»  [i]

 Pobre Vítor Bento

Há poucos dias era o eleito, era adulado por toda a direita, era o salvador do BES, em poucos dias caiou em desgraça, já descobriram que o homem não era nem bancário, nem banqueiro, ainda vão descobrir que nem era o grande economista de que se falava, não passando de um licenciado em economia.
 
 Uma vergonha
 
Até agora todas as decisões do Banco de Portugal chegaram ao conhecimento do público antes do banco central as divulgar. Isto é uma bandalhice, ou o sô Costa é roto e deixa escapar tudo ou ainda não percebeu que a instituição que dirige deve passar uma imagem de rigor e seriedade que é incompatível com o espectáculo triste e degradante que tem dado ao país e aos mercados financeiros.

 Vítor Bento voou para outras flores


      
 Casa dos Segredos e Estado Islâmico
   
«O Estado Islâmico está a tornar-se Casa dos Segredos. Não há dia em que um Fábio, de kalashnikov, e uma Ângela, dum só queriducho barbudo, não nos entrem em casa. Despertando a Teresa Guilherme que dorme em cada um, os jornalistas, por twitter, vão sabendo o essencial sobre a alentejana do deserto ou o rapaz de Tondela especialista de fogo de artifício. Ela levou ingredientes para cozinhar - na última ligação à casa mais famosa de Portugal soubemos que foi maionese, ketchup... Olha, o kechup é difícil de encontrar na Síria! Se calhar é porque lá não se usam efeitos especiais. Já o rapaz dos foguetes deu há meses uma festa feérica, das melhores da região (é sabido, lá fora os nossos emigrantes dão cartas). Não foi como o fogo de artifício maricas das Festas da Senhora do Alívio, pipocando às mijinhas. No Estado Islâmico o rebentar é só um instante mas ouve-se melhor. Em Tondela, apanham-se as canas; por lá são uma perna aqui, um baço ali... Espetáculo! Mas ficou por saber: e bacalhau? Têm saudades de bacalhau, os nossos portuguesitos do Estado Islâmico? Para a próxima ligação de twitter, há que sacar essa informação chave - Teresa Guilherme, a original, falhava lá ela isso. Outra crítica, na Casa dos Segredos, a original, espreita-se debaixo dos lençóis; nesta, nada sob o hijab. Estou mortinho por pedirem o meu voto: não quero que nenhum concorrente venha para casa mais cedo. Aliás, prefiro que não voltem nunca.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 Fica mal, fica
   
«Os portugueses não desistiram da política, muito pelo contrário. Estão aí as audiências televisivas dos confrontos entre Seguro e Costa para o provar. Os debates foram um espelho do que tem sido a campanha e o comportamento dos dois candidatos.

Seguro apostou numa estratégia de terra queimada.

Apostou nas primárias, não por convicção, mas porque quis ganhar tempo para criar um ambiente em que se tornava uma vítima e tentar arrastar Costa para um debate lamacento.

Era impossível organizar uma eleição deste tipo de forma satisfatória em tão pouco tempo. Como era de esperar, os problemas sucederam-se: mortos inscritos, pagamentos em massa e todas as misérias conhecidas. O PS deu uma péssima imagem dele próprio, e as pessoas interrogam-se sobre a possibilidade de um candidato a primeiro-ministro ser escolhido por chapeladas - as inscrições em massa, dos últimos dias, tresandam a aparelhismo. Seguro quis tudo isso: mesmo sabendo que com esta conduta a deterioração da imagem do partido - dizer que o presidente da Câmara de Lisboa, do seu partido, passa a vida à janela é dizer que não se devia ter votado no PS -, e da própria democracia seria inevitável, não hesitou em prossegui-la.

Seguro optou por um discurso puramente populista. Não percebo, aliás, que alguém, depois de ouvir as pseudopropostas sobre a "regeneração do sistema", as promessas de demissão em caso de ter de aumentar a carga fiscal (se um qualquer acontecimento inesperado forçar a esse tipo de medidas, sabemos que Seguro, se primeiro--ministro, fugirá), as insinuações sobre política e negócios, as autoafirmações de superioridade ética, o discurso do doutor de Lisboa face ao lavrador de Montalegre e as acusações de traição e deslealdade ao adversário, consiga chamar populista a Marinho e Pinto. Seguro está a tornar o discurso do PS igual ao dos populistas demagogos que enxameiam a Europa.

A persistência no tema da deslealdade e traição é difícil de explicar. Que Seguro o tenha feito quando ainda não se sabia se Costa tinha efetivamente apoiantes, enfim. Ora, depois da maioria das federações, dos apoios de tantos militantes de base, de praticamente todos os históricos do PS e quase todos os ex-secretários-gerais, é incompreensível ou, melhor, é estúpido.

Costa tem andado mal ao não divulgar quais seriam as suas linhas estratégicas de governação e de ainda nada ter dito de substancial. Costa pensa que basta deixar o atual secretário-geral do PS exibir a sua vacuidade pomposa e recordar a sua oposição violentamente abstencionista para que sejam evidentes as diferenças entre os dois. Mas tem de se exigir mais a alguém que quer ser primeiro--ministro.

Admitamos, é mil vezes preferível um candidato, de qualquer partido, que apenas enuncie ideias vagas numa campanha, mas de que se conheça obra que se possa avaliar, um discurso constante e ideias políticas, do que alguém que não hesita em embarcar num discurso populista, que não se importa de queimar tudo à sua volta e que utiliza ataques pessoais como arma. Infelizmente, em política, a esmagadora maioria das vezes, não se escolhe o melhor, escolhe-se o menos mau.

Sim, esta é uma eleição que interessa a todos, independentemente do partido em que se tenciona votar nas legislativas. E, especialmente no momento que atravessamos, precisamos dos melhores candidatos possíveis de todos os campos políticos. De populistas amuados é que não precisamos.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.

      
 Oliveira e Costa na liderança do Novo Banco?
   
«Segundo apurou o Observador, o substituto de Vítor Bento está escolhido e é um banqueiro (ao contrário de Vítor Bento, que não tinha experiência anterior em bancos). O escolhido está a tentar fechar a sua equipa e a definir o organigrama respetivo. Há também burocracias a tratar, como a confirmação do nome com o Fundo de Resolução, a definição precisa do mandato. O anúncio pode acontecer ainda este sábado.

No Ecofin de Milão, Carlos Costa recusou falar aos jornalistas. O mesmo aconteceu com Maria Luís Albuquerque, que ontem já tinha falado sobre as matérias em cima da mesa na reunião.» [Observador]
   
Parecer:

O pobre do governador do BdP garante que é um banqueiro o que significa que o sr Costa etm dificuldade em distinguir um banqueiro de um bancário. Banqueiro era o Oliveira e Costa porque era um dos donos do BPN, bancário era o Jardim Gonçalves que era apenas um gestor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao sr. Costa se vai convidar o Oliveira e Costa ou o Jardim Gonçalves pois não há nenhum banqueiro português vivo que não esteja em actividade.»
  
 Governo esconde-se atrás do sô Costa
   
«No seu comentário semanal na SIC, Marques Mendes criticou a demissão da administração do Novo Banco, mas também a atuação do Governo, que acusa de estar a pensar nas eleições e a proteger-se no governador do Banco de Portugal.

“O Governo está a ter uma posição de hipocrisia que, a prazo, pode ser muito negativa para o interesse nacional”, disse este sábado, lembrando que foi o Governo que viabilizou a criação do Novo Banco, a operação do empréstimo total de 4.900 milhões de euros (incluindo as verbas vinda da banca) e a nomeação da administração demissionária.

“Acho muito feio o que o Governo está a fazer. Estão a deixar o governador do Banco de Portugal a tratar disto sozinho, estão a pensar em eleições. É muito feio!”, afirmou, defendendo depois que “só o Presidente da República pode por ordem na casa”. O ex-líder do PSD recordou ainda as declarações de Cavaco Silva, que no passado domingo disse esperar que o Governo lhe tenha comunicado logo os factos relevantes sobre o BES. “Acho que se estava a dirigir a este assunto. Tipo a dizer, há aqui um alerta”, disse o comentador.» [i]
   
Parecer:

Pobre ti Costa...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Uma vergonha
   
«O inquérito aberto pela unidade hospitalar vai tentar apurar a versão do homem que tem de usar duas muletas para se deslocar e que tem como trabalho varrer passeios em torno de um dos pavilhões da unidade.

Foi o Sindicato dos Trabalhadores em Fuções Públicas e Sociais do Norte que denunciou a história ao Jornal de Notícias de que o varredor terá sido mandado sair do sítio onde trabalhava, com a sugestão de se esconder na casa mortuária ou no refeitório. Perante a sua recusa, dois seguranças intervieram.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Agora fazem um inquérito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demitam-se os f.d.p..»

 Portas tenta convencer a Maria Luís
   
«A matéria mais delicada, a da redução do IRS que o CDS reclama, foi apresentada por Portas no seu discurso com aparência de prudência. “Seria um erro condicionar publicamente o parceiro com um plano concreto do que deve ser a moderação fiscal. Conheço muita gente no PSD e CDS que a defendem, não trabalharemos com base na bandeira partidária, mas no compromisso”. Mesmo assim, a mensagem foi muito clara, com 10 argumentos para usar à mesa do orçamento:


  • “A questão do IRS é relevante em 2015, não por causa das eleições, mas porque é o primeiro orçamento sem memorando“;
  • “A moderação fiscal também é um sinal de recompensa pelo esforço feito pela sociedade portuguesa”;
  • “A moderação fiscal torna-se mais importante quando há excesso de carga fiscal, por circunstâncias excecionais. Temos que transformar o que era excecional numa política mais justa, mais próxima da classe média, mais valorizadora de quem trabalha”;
  • “Na história dos impostos, quando há aumentos excecionais de carga fiscal, os técnicos tendem a habituar-se àquela receita. Têm de ser os políticos a dizer, faseadamente, gradualmente, para repor o que é aceitável”;
  • “A moderação fiscal não pode colocar em risco a prudência orçamental”;
  • “A consolidação orçamental é essencialmente feita pelo controlo da despesa, é isso que distingue a direita da esquerda”;
  • “Não será possível fazer tudo de uma vez só, mas é possível fasear, respeitando a prudência orçamental”;
  • “O combate à fraude e evasão são muito importantes para este objetivo. Se a base for maior, muitos poderão ter carga fiscal mais moderada”;
  • “É relevante o fator família: a política fiscal é uma das vias para ajudar as que têm ou querem ter filhos. É decisivo para a sustentabilidade das contas públicas no futuro”;
  • “O projeto de reforma do IRS é visto pelos agentes económicos e sociais – UGT, associações de família, até vozes da Igreja – como uma boa base de partida.”» [Observador]

   
Parecer:

Mas Paulo portas não coordena a área económica do governo, não é vice de Passos e líder de um dos partidos da coligação, o tal partido que na coligação combateria o extremismo do PSD?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Já se sabe quem é o leiloeiro do BES
   
«Eduardo Stock da Cunha, 51 anos, foi o banqueiro escolhidopor Carlos Costa para substituir Vítor Bento na administração do Novo Banco, de acordo com o Expresso. Stock da Cunha estava a trabalhar no Lloyds, depois de ter sido convidado por António Horta Osório, fundador do Santander Portugal. Antes, foi administrador do Santander nos Estados Unidos.

O banqueiro nasceu numa família numerosa, sendo o terceiro de oito irmãos. Numa entrevista dada à jornalista Anabela Mota Ribeiro, em 2006, Stock da Cunha contou que provém de uma família católica e que o pai “é um português daqueles antigos”, enquanto a mãe viveu muito tempo fora de Portugal. Foi dela que herdou o apelido Stock, de origem judaico-alemã. Tem cinco filhos: dois do primeiro casamento – Diogo e Inês – e três filhas mais novas – Rita, Carmo e Carlota – fruto do casamento com a atual mulher, Maria João.

Stock da Cunha é formado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) e tem um MBA da Universidade Nova, mas admitiu nessa entrevista que no final do segundo ano na UCP “não estava a achar graça ao curso”. Apesar de não ter desistido – “não vou deitar fora quarenta por cento”, terá pensado na altura – decidiu envolver-se no jornalismo, tendo integrado a secção de Economia no jornal “A Tarde”. Em 1984 acabou por ser convidado para trabalhar na Rádio Renascença.» [Observador]
   
Parecer:

Efim, tanto stock para vender a sucata do BES a que o sô Costa designa por BES bom.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver quantos dias atura o sô Costa.»

 Portas não alinha na chapelada
   
«No discurso que encerrou a Escola de Quadros do CDS, que decorreu este fim de semana em Peniche, o líder centrista garantiu que se vai manter à margem da crise interna que o PS enfrenta e avisou que esse deve ser o comportamento de todos os militantes.

“Não me envolvo nem quero ninguém envolvido na disputa interna do maior partido da oposição”, sublinhou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que pretende Portas, que ninguém se envolva numa chapelada eleitoral para ajudar o líder do PS desejado pela direita ou não se quer envolver no debate?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Paulo Portas se sabe de alguma chapelada.»
  
 Só podia ser puta!
   
«Danièle Watts é conhecida por ter protagonizado Coco em ‘Django Libertado’, do realizador Quentin Tarantino.

Mas ao que parece não é assim tão conhecida em Los Angeles.

Através da sua página no Facebook, a atriz afroamericana denunciou uma situação que a colocou numa posição, no mínimo, desconfortável.


Segundo a mesma, agentes da polícia de Los Angeles viram-na beijar, na rua, o marido, que não é negro, e por essa razão algemaram-na por terem achado que se tratava de um encontro entre uma prostituta e um cliente.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Claro que a polícia de Los Angeles não é racista, por aquelas bandas é mesmo assim, afro-americana que ande com um branco só pode ser puta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tanto racismo e tanta estupidez.»
  

   
   
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