quinta-feira, Julho 24, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo _Lumiar_zps2074e972.jpg
     
Houve um tempo em que os tomates não eram apenas os que se comem nas saladas
Cemitério do Lumiar
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Compreende-se que numa cimeira da CPL realizada em Lisboa estejam presentes o Presidente e o primeiro-ministro, mas não se compreende que numa cimeira realizada em Timor lá estejam as duas personalidades com as respectivas comitivas, numa viagem que custa muitos euros a um país maltratado por questões financeiras.

Numa cimeira onde se nota a falta de alguns presidentes não fazia sentido este turismo institucional, ainda por cima para logo na abertura o país ter feito figura de urso com a aceitação da adesão da Guiné Equatorial, sem qualquer votação e a crer na surpresa de Cavaco Silva, sem que Portugal soubesse. Aliás, as posições de Cavaco e Passos Coelho sobre a adesão dauquele país, para um foi uma supresa, para outro a Guné Equatorial foi aceite para não estragar a cimeira ao organizador.
 
 Queda


      
 O poder da informação
   
«J. Edgar Hoover foi seguramente um dos homens mais poderosos dos EUA. Durante os quase cinquenta anos em que chefiou o FBI, foi imune às mudanças de rumo na política norte-americana e nem a pouca simpatia que alguns Presidentes lhe tinham, abalou o seu cargo. A competência com que exerceu as suas funções e os resultados alcançados na sua missão foram, sem margem para dúvida, razões determinantes para tamanha longevidade, mas seria importante perceber se são as únicas para nunca ter sido substituído. Seria importante conhecer, por exemplo, em que medida a informação por si recolhida, permitindo-lhe aceder aos segredos de muitos dos seus adversários, ou potenciais adversários, não impediu a acção que estes poderiam ter desenvolvido contra si. Como seria importante entender quantos compromissos foram alcançados e silêncios garantidos, para que essa informação não fosse divulgada.

Hoje, quarenta e dois anos passados sobre a sua morte, deveríamos recordar a forma como este homem, herói e grande para uns, mesquinho e pequeno para outros, actuou e sobreviveu. E deveríamos fazê-lo, para tentar compreender se existem paralelismos possíveis na actual política portuguesa. Talvez desse modo, desse simples modo, muito do que nos parece estranho se torne claro, e muito do que nos pareceria improvável se afigure afinal como naturalmente possível. É que se a informação a todos comunicada é uma poderosa arma para qualquer regime democrático, a informação por alguns silenciada é, ou pode ser, a garantia de tranquilidade e de poder. E se isso foi assim num país de grandes dimensões, mais facilmente o será num país de poucos milhões.» [i]
   
Autor:

Manuel Monteiro.
   
   
 Cuidado: ele anda aí
   
«De acordo com uma lista realizada pelo Jornal de Negócios, o regresso de José Sócrates aos conflitos do partido socialista atribuem-lhe o lugar de destaque na economia e política nacional.

José Sócrates, o homem que mais contradição gera junto dos portugueses, é, de acordo com uma lista levada a cabo pelo Negócios, o 47.º homem mais poderoso da economia nacional.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ao que parece não é só aquilo a que os tarecos do Seguro designam por tralha
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mais um passo na união da esquerda
   
«A ex-dirigente do BE Ana Drago assumiu hoje a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue "movimentos que já estão no terreno" que tenha a "seriedade e humildade" de ser colocada "perante os votos dos portugueses".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que a Ana Drago quer é negociar um lugar nas listas do PS ou um lugar certo no quadro de uma coligação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O corajoso Ulrich
   
«Em declarações aos jornalistas, Fernando Ulrich evitou comentar a atual situação do Grupo Espírito Santo (BES) e falar sobre Ricardo Salgado. Contudo, lê-se no Diário Económico, o presidente do BPI disse que tinha mais “graça ter alguns confrontos com o Dr. Ricardo Salgado quando achavam que ele era dono disto tudo”.

"Estar a fazer comentários sobre uma pessoa que foi líder do BES e numa altura que, com certeza, é um período difícil, não me acrescenta nada”, referiu, acrescentando: “Gosto de enfrentar as pessoas quando estão na mó de cima".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Principalmente os que aguentam, não é Ulrich?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Nem dá para acreditar
   
«Pedro Passos Coelho optou esta quarta-feira pelo silêncio face à hipótese de a ministra das Finanças ser a próxima comissária europeia proposta por Portugal. “Não vou fazer, muito menos em público, qualquer especulação”, afirmou o primeiro-ministro, em Timor-Leste, questionado pelo jornalistas.

Maria Luís Albuquerque é o nome desejado por Passos Coelho para integrar a próxima equipa da Comissão Europeia, que será liderada por Jean-Claude Juncker, noticiou esta quarta-feira o Observador e o Expresso. Portugal quer, com este nome, assegurar uma pasta económica importante, depois de ter tido o lugar de presidente da Comissão Europeia nos últimos dez anos.

Sem desmentir tal informação, o primeiro-ministro preferiu dizer não ter “mais nada a acrescentar” às informações que já dera em público sobre o processo de escolha dos comissários europeus. Ou seja, que a conclusão deste processo foi adiado para o fim de julho.» [Observador]
   
Parecer:

A pasta importante é o resultado do seu currículo académico ou do milagre português conseguido à cutsa dos funcionários e pensionistas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
     

   
   
 photo Sozel-2_zps12693176.jpg

 photo Sozel-1_zps900bfac1.jpg
 
 photo Sozel-5_zps3aeaabe2.jpg

 photo Sozel-3_zps2807d5f5.jpg
 
 photo Sozel-4_zpsc4c24065.jpg

 
 
 
     

quarta-feira, Julho 23, 2014

Boa Crato?

Já podemos ficar descansados com a qualidade dos nossos professores, agora estamos certos de que os professores de filosofia sabem a tabuada e que os de ginástica não se enganam quando lhes perguntam onde fica Évora, os nossos professores já não são a vergonha dos nossos avozinhos com a terceira classe e se fossem a um programa de televisão onde fossem confrontados com crianças em provas de conhecimento manipuladas haveria uma razoável probabilidade de não fazerem figura de ursos.
  
O nosso Crato é um espertalhão, apanhou a maralha a fazer as malas para irem de férias e trás, venham cá fazer a prova antes que o Mário Nogueira tenha tempo de enfiar com mais uns processos judiciais ou de convocar uma reunião do comité central. Resultado, a contestação mal deu para três escolas, as necessárias para organizar um mini boicote, com recurso a apitos e banzé, uma cada estação de televisão. Os professores foram apanhados e lá fizeram o exame da tabuada, para alegria do Crato e do PSD que não perderam tempo para festejarem a sua grande vitória.
  
Parece que esta cultura de associação de estudantes não é um exclusivo do Tozé, ou será que o Crato foi à arrecadação procurar o seu livrinho vermelho de Mao para organizar esta operação de guerrilha? O certo é que o PCP foi apanhado na curva e o Seguro nem se deu ao trabalho de comentar pois anda ocupado com a sua campanha, o pessoal da UGT juntou uns quantos sindicalistas para que o agora ruralista  que odeia as cortes de Lisboa deese um ar de grande líder social-democrata.
  
A luta política em Portugal e a própria governação parece-se cada vez mais com uma luta de pirralhos nas associações de estudantes do ensino preparatório. O nível intelectual é o mesmo, os esquemas e golpe não diferem muito, a estatura dos intervenientes não apresenta diferenças. Tudo se decide na base de truques, os cidadãos são ludibriados para melhor aceitarem as medidas, os governantes comportam-se como uma mistura de guerrilheiros e de ilusionistas.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Férias
  
 photo Praia-da-Manta-Rota_zps667b9882.jpg

Praia da manta Rota

Como é costume nesta época do ano vou de férias, noutros tempos diria que ia para a praia dos Três Pauzinho, mas como já não há grandes segredos devo dizer que estarei na Praia do Cabeço também conhecida por Praia da Retur ou Praia do Alemão, enfim, uma tem três pauzinhos, a outra tem três nomes.
  
Em relação à Praia dos Três Pauzinhos a do Cabeço tem um grande inconveniente, já fica perto da Manta Rota, uma praia que como é sabido costuma ser muito mal frequentada, se a maré corre de sudoeste há o risco de apanharmos algum fungo ou outra coisa má, como chatos e piolhos. 
  
Entre o Cabeço e a Manta Rota fica a Altura, praia onde há uns anos o agora ministro Opus Macedo partiu o braço numa ondinha. Mas esperemos que tudo corra bem e que este ano não tenha de prolongaras férias até ao final de Outubro, como sucedeu no ano passado, quanto ao Dr. Macedo que tenha cuidado com o cachão não se vá afogar, ainda tem um bocadinho de SNS por destruir.
  
Como é normal nestas circunstâncias O Jumento será mantido mas com perturbações.
 
   Foto Jumento
 

 photo _Cabeccedilo_zpsc9433f22.jpg
     
Praia do Cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
Mário Nogueira

É quase deprimente ver o Mário Nogueira destes dias, o grande líder dos professores, um dos grandes colaboradores de Passos Coelho na oposição arrasta-se agora liderando lutas perdidas. Longe vão os tempos em que inaugurava instalações com Alberto João Jardim ou quando cumprimentava Passos Coelho com vénias, a direita já esqueceu os favores ou, então, faz como o governador romano da Judeia.

«A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), para professores com contratos inferiores a cinco anos, realizada esta terça-feira terminava oficialmente às 12h30. Assim foi em todas escolas menos numa. De acordo com um comunicado do Ministério da Educação, 87 das 88 das escolas conseguiram realizar a prova dentro da normalidade. Realizaram a prova 2745 professores, de um universo de 4120 inscritos.  A escola onde não se realizaram provas foi a de Oliveira do Douro.

A informação recolhida pelo Ministério da Educação e Ciência aponta para que em todas as outras escolas a prova se realizou em condições normais, mesmo onde houve perturbação externa. O Observador conseguiu confirmar distúrbios em três escolas, um deles já noticiado – a Escola Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto.» [Observador]
 
 Dúvida

Paulo Portas ainda é quem no governo coordena a área económica?
   
   
 Terá sido sugestão de Arnaut?
   
«O grupo financeiro Goldman Sachs adquiriu uma participação qualificada de 2,27% do capital social do Banco Espírito Santo (BES), noticia o Jornal de Negócios.

A mesma publicação avança ainda que a DESCO também já detém uma participação qualificada de 2,71% no banco agora liderado por Vítor Bento. Os dois grupos passaram a deter, individualmente, uma fatia superior a 2% do capital social do banco.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Estarão aproveitando as baixas cotações das acções ou sabem mais do que nós?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Mas que grande milagres
   
«Pouco potencial de crescimento até 2018, um mercado de trabalho anémico, caro e com desemprego para durar, um ajustamento da balança externa que parece ser de curta duração. Este é, em traços largos, o mais recente diagnóstico de uma equipa de seis peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre Portugal e restantes países da zona euro submetidos a programas de intervenção financeira e económica (Grécia, Espanha e Irlanda).

No estudo "Ajustamento nos países deficitários da área do euro", hoje divulgado, o FMI reitera todas as críticas negativas que deixou nas suas últimas avaliações ao programa de ajustamento português. Diz, inclusive, que os salários não caíram e que os custos do trabalho desceram sobretudo devido à forte destruição de empregos. A análise é feita entre o primeiro trimestre de 2009 e o segundo trimestre do ano passado.

A instituição, que tal como a Comissão Europeia, acompanhará Portugal durante várias décadas, fazendo recomendações de política económica e orçamental (Espanha e Grécia, idem), deixa uma lista extensa de avisos relativamente ao "médio prazo".

Na parte salarial, o estudo diz que "em Portugal e Espanha, os salários não caíram e as reduções registadas nos custos unitários do trabalho (5% a 10%) vieram acima de tudo da destruição de emprego" entre o início de 2009 e meados de 2013. "O produto interno bruto real continua abaixo dos níveis pré-crise", observa.» [DN]
   
Parecer:

Será que a Santinha da Horta Seca tem algum comentário a fazer?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
     

   
   
 photo Ariadna-Belkina-1_zpsdaee0e0f.jpg

 photo Ariadna-Belkina-5_zpsb0cd5b33.jpg
 
 photo Ariadna-Belkina-3_zps7cdf2507.jpg

 photo Ariadna-Belkina-2_zpsbb1ad439.jpg
 
 photo Ariadna-Belkina-4_zpsd63da77f.jpg

 
 
 
     

terça-feira, Julho 22, 2014

Cavaco, o economista

O grande argumento usado pro Cavaco Silva nas suas campanhas presidenciais era o de que queria ajudar o país com os seus conhecimentos e experiência de economia. Depois da ajuda que deu quando era ministro das Finanças, orçamentos incompetentes e uma revalorização eleitoralista do escudo que nos conduziu á porta do FMI, ou, pior ainda, do desastre no processo pós-adesão à EU que culminou com um Estado quase falido e a substituir vencimentos por títulos do Tesouro, queria ajudar Portugal enquanto presidente.
  
A sua mais recente intervenção mostra como Cavaco ajuda o país com os seus conhecimentos, anda semanas calado a propósito do BES e quando está quase nos antípodas e sabe cque conta com os jornalistas mais dóceis eu integram a comitiva presidencial decide falar sobre o assunto, esquecendo que de vez em quando, se isso não lhe interessa, argumenta que não fala do país quando está no estrangeiro.
  
E o que disse o Presidente da República sobre o BES? Da sua autoria não disse nada, dos seus vastos conhecimentos de economia não resultou qualquer ajuda, limitou-se a reproduzir o que foi dito pelo Banco de Portugal. Isto é, temos um Presidente que dá meia volta ao mundo para assumir as funções de porta-voz do governador do Banco de Portugal.
  
Bem, talvez lhe tenhamos de agradecer a humildade pois na sua vida política falou duas vezes sobre este tipo de problemas. Da primeira vez era primeiro-ministro e abriu a boca para provocar um crash na bolsa de valores de Lisboa, arruinando muitos dos que o seu governo tinha estimulado a investirem no mercado de capitais, depois da privatização da banca com o sucesso que agora se tem visto, Cavaco propunha-se a dinamização do mercado de capitais.
  
A segunda vez que Cavaco falou destas coisas foi para explicar aos portugueses que foi um sortudo, ganhou dezenas de milhares de euros com um negócio no BPN mesmo não sabendo nada dessa coisa de acções escritas em inglês. Se calhar cavaco fez bem em reduzir o seu papel ao de porta-voz do BdP, não teve de traduzir termos em inglês, nem teve de recorrer aos parcos conhecimentos de um humilde professor como em tempos disse que era.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

 photo _pato-real_zpsf8095b4e.jpg
     
Pato-real do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Já houve um tempo em que Cavaco se recusava a falar sobre o país durante viagens no estrangeiro. Parece qeu mudou de ideias, agora fica calado enquanto está em Portugal e aproveita a viagens para se pronunciar sobre o que se passa em Poertugal, inclusivém sobre assuntos em que já ninguém esperava ouvi-lo.

2008:

«O Presidente da República desdramatizou, este sábado, a polémica que se criou depois de se ter referido ao 10 de Junho como o “dia da raça”, uma designação conotada com o Estado Novo, recusando fazer comentários sobre política interna no estrangeiro.

«Aqui não faço comentários sobre política interna, politiquices, nem sobre “fait-divers”. Toda essa matéria fica para o nosso próprio país», respondeu aos jornalistas à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na Expo2008, em Saragoça, Espanha..» [TSF]

2014:

«Questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, sobre se a situação do Grupo Espírito Santo pode ter consequências na economia portuguesa, Cavaco Silva afirmou que o "Banco de Portugal tem sido perentório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo (BES)".

O Presidente da República justificou que os portugueses podem confiar no BES "dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa".

Sobre a atuação do Banco de Portugal neste processo, Cavaco Silva disse que, segundo a informação que tem, o banco, "como autoridade de supervisão, tem vindo a atuar muito bem a preservar a estabilidade e a solidez" do sistema bancário português.» [JN]
 
 Foi fácil tirar o Seguro das Associações de estudantes

Questionado sobre a simpatia de António Costa em realção a uma eventual candidatura de António Guterres o ainda líder do PS decidiu dar um ar da sua graça, mas ignorando que mais vale ter graça do que ser engraçado. Em vez de abordar a questão com a frontalidade que o tema e as pessoas em causa merecem Seguro decidiu responder com a treta de que as candidatura pessoais não são partidárias e que a única novidade é que António Costa não era candidato presidencial.

Seguro não é muito inteligente pois se fosse perceberia que ao afirmar que Costa não é candidato presidencial admite que na altura o autarca de Lisboa será líder do PS e primeiro-ministro, não fazendo sentido candidatar-se. O problema de Seguro é que continua a raciocinar como se o país fosse uma associação de estudante, provando que foi mais fácil tirá-lo das jotas do que tirar as jotas de dentro dele.
 
      
 Louvo das Cortes de Lisboa
   
«Não estamos aqui por minha causa. Estamos aqui por Portugal. Precisamos de vós para combater aquilo que certas cortes de Lisboa acham melhor para o País. É inaceitável que a corte de Lisboa decida nos gabinetes, a régua e esquadro, como o país deve ser administrado.
António José Seguro



Ouvi, ó gentes do meu país, a história e percursos de um dos nossos mais ilustres cortesãos de Lisboa.

No ano da graça de 1962 nascia na Vila de Penamacor António José Martins Seguro. Jovem de muitos e variados talentos, rapidamente percebeu que não seria na terra que o viu nascer que essas inúmeras qualidades seriam melhor aproveitadas, pelo que assim que atingiu a maioridade rumou alegremente a Lisboa, a capital. Não a Coimbra, onde pautaria os seus estudos na mais velha Universidade da Europa ao ritmo da lendária Cabra, relativamente perto da sua amada terra, não ao Porto, com as suas excelentes instituições  nortenhas de ensino junto ao mundialmente reconhecido Douro, mas para Lisboa, para junto das Cortes. Ingressou no ISCTE, onde frequentou Gestão de Empresas, sem duvida com o intuito inicial de mais tarde regressar e aplicar os ensinamentos para melhorar as empresas na sua região. Mas todos sabeis quão sedutora é a vida de Lisboa, e quão facilmente as Cortes e a vida mundana das elites seduzem um inocente e puro rapaz da província, lhe pegam pelo braço e lhe dizem: “vem, esquece as tuas origens e os teus toscos conterrâneos e junta-te à nossa doce decadência regada a mel e construída à custa do suor dessas bestas da província, que aliás para mais não servem, e serás bastamente recompensado. Até te deixaremos regressar a casa uma vez por ano, por alturas do madeiro, desde que disso não faças alarde”. E eis que assim o nosso rapaz, certamente sem perceber bem como, se vê Dirigente Associativo do ISCTE para logo a seguir, em 1985, ser eleito Presidente do Conselho Nacional da Juventude. Presidente aos 23 anos de idade, eis o poder da Corte de Lisboa, na qual o nosso rapaz estava agora bem lançado. Já lhe começavam a ser familiares por esta altura os meandros, os corredores, as mesas de café onde se conspirava noite fora. E tornava-se um dos seus mais talentosos membros, sendo eleito Secretário-Geral da Juventude Socialista em 1990, e fazendo questão de ser membro da Comissão Política Nacional da Recandidatura de Mário Soares a Presidente da República. Eis o nosso rapaz no centro do poder lisboeta, conselheiro do próprio Rei. A Corte recompensaria os seus inegáveis talentos com um cargo de Deputado à Assembleia da Republica a partir de 1991. O nosso rapaz, por esta altura já homem feito e experiente nas lides politicas lisboetas, tornava-se assim parte integrante das elites que a partir da Capital governam o país, para nunca mais sair, tirando em breves expedições à província, com uns part-times na Assembleia Municipal da sua terra e um cargo federativo algures na forte, farta, fria, fiel e formosa Guarda, que durou no entanto apenas uns meses. A Corte lisboeta não permite grandes ausências nem distracções, sob pena de se perder as ultimas intrigas e conspirações. E eis assim António José Seguro, nesta altura já destacado cortesão, a ser eleito para o círculo mais elevado e restrito da Corte: o governo de António Guterres. primeiro como Secretário de Estado da Juventude, depois como Secretário de Estado adjunto do próprio Primeiro-Ministro. Ambos os cargos com direito a gabinete, régua e esquadro. E um mapa de Portugal na parede. Continuando a aproveitar as oportunidades oferecidas por Lisboa,  em 1999 e 2001 foi ainda enviado como representante da Corte portuguesa junto das Cortes Europeias em Bruxelas, onde foi presidente da delegação e Vice-Presidente do Grupo Socialista a essas mesmas Cortes.

Regressaria em 2001 ao governo da capital, desta vez já como Ministro adjunto do Primeiro-Ministro, e nunca mais sairia de junto das Cortes de Lisboa, sempre como Deputado à Assembleia de República e um dos seus mais destacados membros, tendo sido líder da bancada parlamentar, ou seja, líder dos cortesãos, e sendo ainda, entre 2006 e 2011,  Presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e Presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Energia. E apesar de estar afastado do circulo mais elevado da Corte, não tendo sido convidado a funções governativas entre 2005 e 2011, esses anos deram-lhe o tempo e a disponibilidade para, pacientemente, urdir a sua teia de contactos, cumplicidades e intrigas que lhe permitiram, em 2011, ser facilmente eleito Secretário-Geral do partido Socialista. Ou seja, Cortesão-Mor. O reconhecimento máximo do seu talento pelos seus pares e pelo povo.

Eis aqui por isso a justa, embora breve e muito incompleta, homenagem que as Cortes de Lisboa fazem a este seu distinto membro. Mas que nenhum de entre vós  se engane: António José Seguro não é um mero cortesão. Como o seu percurso e a sua imparável subida claramente demonstram, não será certamente exagero da nossa parte dizer que António José Seguro, por seu inteiro mérito, é a própria personificação das Cortes de Lisboa.» [Aspirina B]
   
Autor:
 
Vega9000.
   
   
 É necessário proteger as escolas dos professores
   
«O Ministério da Educação enviou esta segunda-feira uma orientação às escolas, sobre a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), em que especifica que o acesso às escolas onde se realiza a prova (na terça-feira) “deverá ser restrito às pessoas no serviço de natureza urgente e essencial”. 

De acordo com o documento da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, “é necessário garantir as condições de tranquilidade adequadas à realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, salvaguardando o interesse público e o direito dos candidatos à sua realização”» [CM]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se ao Crato que instale barreiras de arame farpado à volta das escolas.»
  
 Quem amigo, quem é?
   
«Fernando Sousa, antigo colaborador de Pedro Passos Coelho na Tecnoforma, empresa em que o atual primeiro-ministro foi consultor, ganhou um contrato público de 2,5 milhões de euros para "seleção, eliminação e inventariação das fontes documentais existentes nos Governos Civis", através do Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade).

A tarefa foi adjudicada em 27 de fevereiro de 2013 pelo então secretário de Estado adjunto do MAI, Juvenal Silva Peneda - que anos antes (em 2006) tinha colaborado com o Cepese.

A cronologia do caso revela ainda que primeiro a tarefa foi adjudicada ao Cepese (em fevereiro de 2013) e só depois (em março) saiu uma portaria lançando um concurso público para escolha da entidade que faria o tratamento dos espólios dos governos civis, extintos pelo atual Governo.» [DN]
   
Parecer:

Cheira a lodo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à OProcuradora-geral se apesar do sforço de investigação do BES ainda terá tempo para dar uma olhadela a este caso.»
   
 Já caíram dois aviões em Gaza
   
«A atual ofensiva de Israel contra o Hamas é já o conflito mais sangrento dos últimos cinco anos na Faixa de Gaza. Hoje, 14º dia do conflito, contam-se já 509 mortos entre os palestinianos, na sua maioria civis, e 20 israelitas, dois deles civis.» [DN]
   
Parecer:

E ninguém a começar pelo Barak se preocupa com o caso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
   
 Quem apoia Costa leva
   
«"Este PS de António José Seguro, ao permitir estes métodos persecutórios e estalinistas com vista à eliminação de militantes, não honra nem dignifica a história, os fundadores, os princípios, os valores e os ideais que estiveram na génese da formação do PS", afirmou Diogo Coelho, numa conferência de imprensa, em Leiria.

Manifestando estranheza pelo "sentido de oportunidade" da expulsão, que ocorreu "poucos dias depois" de ter manifestado apoio a António Costa à liderança do partido e a José Miguel Medeiros para a Federação Distrital de Leiria, Diogo Coelho considerou que "neste processo indecoroso, escabroso e infame", de que está a ser "injustamente vítima", o secretário-geral do PS "não pode lavar as mãos como Pilatos", mas antes "assumir as suas responsabilidades e consequências políticas".

O Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ) expulsou Diogo Coelho, considerando que este teve uma "atuação continuada, infracional dos estatutos e regulamentos" do partido, "toda dominada e presidida pelo mesmo processo resolutivo", o desejo de "querer ser a todo o custo" o cabeça de lista do PS à Câmara de Pedrógão Grande nas autárquicas de 29 de setembro último.» [DN]
   
Parecer:

ISto está a ficar feio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O PS começa a assemelhar-se a uma associação de estudantes.»
   
 Santana Lopes terá de esperar mais de um ano
   
«Pedro Passos Coelho não quer decidir quem apoia para Belém antes do verão de 2015. O primeiro-ministro aceita incluir as presidenciais nas conversas que terá com Paulo Portas com vista a um acordo de coligação para as legislativas, mas antes do próximo verão dificilmente fechará o apoio a um nome (quanto muito, o compromisso de terem um candidato comum). Ao que o Expresso apurou, Passos quer evitar que a questão presidencial domine a agenda no último ano do Governo e vai aguardar que os candidatos se assumam, sem excluir que possa aparecer mais do que um à direita. Cenário que, pelo que se tem visto nos últimos dias, é possível que aconteça. » [Expresso]
   
Parecer:

Até lá a má moeda enferruja.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ela que vá dar mais uma volta por aí.»
   
 Lugares de estacionamento reservados a mulheres?
   
«Um centro comercial, na China, desenhou lugares de estacionamento mais largos para serem usados, especifica e unicamente, por mulheres desencadeando um enorme debate sobre sexismo, conta-nos a Time.

Localizado na zona norte da cidade chinesa de Dalian, o centro comercial criou dez espaços de estacionamento com 30 centímetros a mais do que é o padrão. Os lugares foram marcados a cor-de-rosa e estão situados em frente à porta principal, pois segundo os gerentes do espaço comercial “as mulheres além de terem problemas em estacionar no espaço determinado, têm problemas em estacionar em parques subterrâneos”

Yang Hongjun, uma das gerentes do local, diz que a medida apenas “visa facilitar a vida das mulheres, que por sinal, são a maioria dos nossos clientes habituais”.» [Observador]
   
Parecer:

Se a moda pega...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
     

   
   
 photo Alexandre-Deschaumes-4_zps4d1a19e9.jpg

 photo Alexandre-Deschaumes-2_zps2d0fc8d9.jpg
 
 photo Alexandre-Deschaumes-5_zpsa248e0fa.jpg

 photo Alexandre-Deschaumes-1_zps27e4f00b.jpg
 
 photo Alexandre-Deschaumes-3_zpsdd7f8671.jpg