domingo, abril 30, 2017

Semanada

Esta foi a semana da Ovibeja a feira onde a maior concentração de borregos se junta a uma forte concentração de personalidades da direita, talvez por isso muitas das nossas criaturas falaram como se todos fossemos carneiros. Primeiro foi o António Domingues a dizer que ele não divulgou as mensagens SMS, acabando por sugerir que foi mão amiga que as levou do telemóvel do Centeno para o e-mail do seu amigo Lobo Xavier.  De caminho Passos Coelho quer convencer-nos que é o ex-chefe de gabinete de duas personalidades de direita, que sabe tanto de finanças públicas quanto este modesto asno sabe de lagares de azeite, que vaio assegurar a competência e independência desse abcesso institucional que é o Conselho de Finanças públicas. Por fim apareceu Assunção Cristas, a mais divertida líder político que por cá passou, a dizer que a criação de emprego que agora se regista se deve ao seu governo,

Passos Coelho achou que a comemoração do dia 25 de Abril era o melhor momento para lançar a sua candidata à autarquia de Lisboa, por isso coube a Teresa leal Coelho o discurso da praxe no parlamento. Foi um desastre, a senhora fez um dos piores discursos que alguma fez foi feito naquela cerimónia. A escolha desta candidata a Lisboa foi um desastre.

O líder do PSD, que defende que das eleições autárquicas não se podem tirar conclusões para a liderança do PSD ou para as próximas legislativas, está dedicando todas as suas iniciativas autárquicas à crítica da geringonça maioritária da esquerda, não tendo ainda recuperado por lhe ter sido impedido a manutenção da geringonça minoritária da esquerda, que ficou para a historia pela explicação do seu ministro da Administração Interna para o vendaval de Albufeira. Mas se passos considera que as autárquicas são autárquicas porque quer usar estas eleições para discutir problemas nacionais?

Talvez por isso quisesse juntar as legislativas às europeias, assim falava do país quando o tema era autarquias e na hora de falar do país quereria falar da Europa. Mas o PSD já desmentiu a PR, que nõ fez a sugestão de juntar as legislativas às europeias. O problema é que a palavra de Passos vale muito pouco, em tempos também disse que foi apanhado de surpresa pelo PEC IV, um dia depois de se ter reunido com Sócrates para o analisar.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, a senhor que cuida do CDS até Portas voltar

Ao ouvir Assunção Cristas comentar o relatório sobre a dívida só me apeteceu dizer "grande estúpida". A senhora fala, fala, mas do seu discurso não sai nada que mereça um segundo de reflexão, tem uma cassete automática que fala mal e de forma primária de tudo o que não gosta.

Ouvi-la dizer que o seu governo fez um pagamento antecipado ao FMI, regressando à mentira que então se disse, como se uma substituição de uma dívida ao FMI por uma dívida a juros de mercado mais baixos significasse uma redução de dívida, merece um vómito. Dizer que foi uma brilhante ideia e que o PS imitou só merece uma resposta que integre calão.

Esta senhora, a tal que poupou muito no ar condicionado com o dress code dos cavalheiros do seu ministério que deixaram de usar gravata afunda-se cada vez mais em baboseiras que revelam uma inteligência muito limitada.

      
 Vou chegar atrasado
   
«Em dia da primeira edição do Festival do Contrabando, que marcou o último fim-de-semana de Março e que teve como ponto alto a inauguração de uma ponte flutuante pedonal provisória a ligar as duas margens, há visitas de Estado. Mas, enquanto decorrem os discursos da praxe, o corrupio pela improvisada construção não cessa. A música de fundo, que parece saída directamente dos anos 1980, destoa do ambiente. Mas também ninguém parece ouvi-la. E o desfile de pratos de arroz de lampreia, de enguias fritas ou de javali estufado, pelas mesas montadas à beira-rio, rouba atenções aos discursos.

Enquanto isso, o tráfego na ponte parece congestionado (lembra-se das filas para o Pavilhão de Portugal na Expo’98? Os números apontam para que cerca de oito mil tenham atravessado a ponte durante o fim-de-semana). E, assim se exige do mote, no meio de tanta gente, não poderiam faltar contrabandistas: homens de saco de serapilheira às costas, mulheres de saia bem comprida e larga. Afinal, tudo serve para esconder o “material”.» [Público]
   
Parecer:

Sou espanhol por parte de Isla Cristina e português por parte de Alcoutim, é uma pena que a ponte não seja mantida mais uma semana pois quero ir a San Luca do Guadiana.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vá-se de barco.»
  
 É o que dá a falta de argumentos
   
«O PSD está a fazer do veto do Governo às nomeações para o Conselho de Finanças Públicas (CFP) uma manifestação de “falta de cultura democrática” do executivo socialista. A ideia, usada como arma de arremesso dos sociais-democratas contra António Costa, não é nova, mas ameaça tornar-se, nos próximos tempos, recorrente, na estratégia de Pedro Passos Coelho para atacar o Governo. Ao que o PÚBLICO apurou, o líder do PSD não tenciona deixar cair a polémica e vai explorar a ideia de que o que está em causa neste processo de nomeações é a independência de instituições cuja natureza legal é imperativamente independente do executivo.

As duas propostas para substituir o vice-presidente e o vogal-executivo do CFP – que já terminaram o mandato – estão por aprovar há meses pelo Governo, a quem cabe fazer a nomeação. Esse impasse levou Passos Coelho a confrontar o primeiro-ministro no debate quinzenal desta semana. O líder do PSD não gostou do que ouviu: António Costa só respondeu perante as insistências e assumiu que considerava que os “nomes [Teresa Ter-Minassian e Luís Vitório] não reuniam o perfil”. Uma intervenção que levou o PSD a endurecer o discurso: de uma divergência sobre a interpretação da lei passou-se à acusação da incapacidade do PS em “cumprir regras básicas da democracia”. Nem mesmo quando o Presidente da República se colocou ao lado do Governo, defendendo o diálogo entre quem propõe e quem nomeia, o PSD manteve o recato em relação ao chefe de Estado. O partido assumiu a discordância com Belém. É que, na São Caetano, suspeita-se de que a intenção do Governo é condicionar e fragilizar uma entidade independente que não tem sido favorável aos socialistas.» [Público]
   
Parecer:

Sem argumentos e propostas resta a Passos Coelho apoiar-se em quem alinha com as suas previsões diabólicas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O pasquim do Alberto valeu 10.000 euros
   
«O jornal onde Alberto João Jardim, em nome da “pluralidade informativa”, escrevia diariamente contra os adversários políticos e que custou, nos últimos anos, mais de 50 milhões de euros ao orçamento regional da Madeira vai finalmente ser vendido. O "finalmente", aqui, traduz as dificuldades que o executivo de Miguel Albuquerque teve para concretizar uma das promessas eleitorais, a alienação do Jornal da Madeira.

A ideia inicial do governo madeirense era vender o matutino até ao Verão do ano passado, mas, apesar da profunda reestruturação que foi alvo – pela via de rescisões de trabalhadores e ajustes de tiragem –, que se reflectiu numa descida dos suprimentos públicos de 2,6 milhões de euros para 1,2 milhões de euros, os sucessivos prazos avançados pelo governo regional para a conclusão do processo foram sendo adiados, por falta de interessados.

Só esta semana o dossier iniciado pouco após as regionais de 2015 ficou fechado, com o governo madeirense a anunciar a venda por dez mil euros. Um valor irrisório, se consideramos que no "pacote" da empresa consta também uma rádio local, a RJM.» [Público]
   
Parecer:

O antigo presidente tropical devia ser obrigado a pagar os 52 milhões dos contribuintes que pagaram um jornal onde ele escrevia as suas alarvidades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

  Passos Coelho desmente Presidência
   
«Numa nota enviada a este jornal, a direção do partido “informa que esta foi a primeira vez que a direção do PSD teve contacto com o assunto. Em nenhum momento ou ocasião um tal cenário foi colocado ou abordado, quer no plano interno quer no contexto de audiências externas”. Sem esclarecer qual a posição do partido, a nota acrescenta não ter “qualquer fundamento” que o PSD tenha defendido a junção das eleições.

Contactada pelo Expresso, a fonte da Presidência lembra que “houve outras reuniões”, ou seja, o assunto pode ter sido tratado noutra altura. Registe-se que, além das reuniões com a direção do PSD, Marcelo teve duas conversas a sós com Passos Coelho.

Ao “Público”, que noticiou o mesmo que o Expresso, Passos também enviou uma nota a demarcar-se, onde acrescenta que “no que respeita ao PSD, não há outras fontes autorizadas a falar em seu próprio nome senão o PSD”. Eis o partido de Passos a mandar calar Belém.» [Expresso]
   
Parecer:

O problema é que a honestidade de Passos Coelho deixa muito a desejar, recorde-se que disse que nunca tinha falado com Sócrates sobre o PEC IV e depois soube.-se que tinha tido uma reunião. Neste capítulo Passos é um político que não merece confiança.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

sábado, abril 29, 2017

Pequenas férias



Vou à terra.
Durante uma semana ocorrerão algumas perturbações neste modesto palheiro.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
António Domingues, um rapaz muito leal e discreto

António Domingues é amigo de Lobo Xavier. Mário Centeno não é amigo de Lobo Xavier. A divulgação das mensagens SMS serviram para enaltecer Domingues e tramar Centeno. Mas Domingues diz que não deu a conhecer o conteúdo das mensagens a ninguém, isto é, teremos de concluir que foi Mário Centeno a fazer chegar o conteúdo a Xavier. Tudo bem, somos todos parvos e o único ser inteligente deste país é Domingues, uma qualidade comum a todos os que andaram na escola do MRPP.

«Questionado pelo deputado do PCP Miguel Tiago - que foi o único a trazer a matéria dos SMS à audição parlamentar de António Domingues - se teria partilhado as suas mensagens telefónicas com o comentador televisivo António Lobo Xavier, o anterior presidente do banco público negou.

"Eu não partilhei SMS com ninguém, quem conhece os meus SMS são os meus interlocutores e eu", assegurou, dizendo que afirmações que surgiram na praça pública sobre o conteúdo destas mensagens "não é verdade".

António Domingues foi ouvido na segunda comissão parlamentar de inquérito que visa esclarecer a actuação do actual Governo sobre a nomeação e demissão da anterior administração da Caixa, liderada por António Domingues.

Esta é a primeira audição da segunda comissão de inquérito à Caixa, pedida potestativamente (de forma obrigatória) por PSD e CDS-PP, que tem como um dos pontos centrais apurar se "é verdade ou não que o ministro [das Finanças] negociou a dispensa da apresentação da declaração de rendimentos [de António Domingues]", o que tem sido negado por Mário Centeno.» [Público]

 A voz do dono ou a voz do empregado?



 A posição de Passos Coelho sobre a dívida


      
 Uma péssima notícia para a direita
   
«A taxa de desemprego ficou abaixo dos 10% em Fevereiro, o que já não acontecia há oito anos. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados nesta sexta-feira, mostram que o desemprego caiu para 9,9% em Fevereiro e a estimativa de Março aponta para 9,8%.

Em Fevereiro havia 508.300 pessoas desempregadas, tendo diminuído 1,9% em relação ao mês precedente (menos 9,9 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4.630.200 pessoas, tendo aumentado 0,5% (mais 22,6 mil pessoas) face ao mês anterior.

A estimativa provisória da taxa de desemprego para Março de 2017 foi de 9,8%.

Todos estes dados são corrigidos dos efeitos decorrentes da sazonalidade. Se não se tiver em conta a sazonalidade, a taxa de desemprego em Fevereiro ficou nos 10,2% e a estimativa para Março é de 10%.» [Público]
   
Parecer:

Ainda há poucos dias o FMI não acreditava.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao diabrete de Massamá.»
  
 Pobre Passos
   
«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou esta sexta-feira do Governo de querer "deitar a mão" às reservas de dinheiro do Banco de Portugal (BdP) como "medida extraordinária" para "ajudar a compor os números do défice".

"Há uma intenção clara do Governo de poder ir deitar a mão às reservas, ao dinheiro que está no BdP para, como medida extraordinária, ajudar a compor os números do défice", disse Pedro Passos Coelho aos jornalistas, em Beja, durante uma visita à feira agropecuária Ovibeja.

Pedro Passos Coelho reagia ao relatório do grupo de trabalho formado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda sobre a sustentabilidade da dívida portuguesa, que apresenta uma proposta de reestruturação em 31% para 91,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e pede ao Governo "cenários concretos" de reestruturação para serem utilizados em discussões europeias.

Segundo o líder do PSD, "os subscritores do documento abdicam de fazer qualquer restruturação da dívida, e isso é bom, mas depois fazem algumas sugestões para políticas de curto prazo", as quais, "com exceção de uma, são ou erradas ou perigosas".» [Expresso]
   
Parecer:

O desespero é tanto que já não sabe como atacar um governo que é bem sucedido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se condescendência porque a pobre criatura está em sofrimento atroz.»

 De alternativa  a Passos a candidato autárquico falhado
   
«edro Duarte vai ser o cabeça-de-lista do PSD à Assembleia Municipal do Porto nas próximas autárquicas, a 1 de outubro. O antigo líder da JSD e ex-diretor da campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa aceitou o repto para dar a cara pelo partido nas próximas eleições e junta-se assim à candidatura de Álvaro Almeida que vai disputar a autarquia a Rui Moreira (que é apoiado por PS e CDS).

Pedro Duarte tem sido um dos poucos rostos do PSD a assumirem críticas à liderança Pedro Passos Coelho. Ainda recentemente lamentou ao Expresso que o PSD tenha "cristalizado no período de emergência financeira, entre 2011 e 2015", e não consiga apresentar propostas novas: "A troika saiu do país mas parece que ainda mora na sede nacional do PSD", disse.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobre Pedro Duarte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

sexta-feira, abril 28, 2017

Síndroma de Estocolmo

Depois da famosa saída limpa Passos Coelho não encontrou mais adequado ao cargo de vice-presidente do Conselho de Finanças Públicas precisamente uma pensionista do FMI , isto é, não convidar o Subir Lall para acumular as funções de representante do FMI em Portugal com as de membro do CFP, foi buscar um Subir Lall de saias e com mais uns anitos. Até ficamos com a impressão de que Carlos Costa, que não dialogou a escolha com o primeiro-ministro, optou por pedir à Senhora Lagarde que lhe arranjasse alguém.

Poderão dizer que Passos Coelho nada teve que ver com a escolha, mas isso é ingenuidade a mais. A independência do Banco de Portugal em relação ao governo, de que o seu governador gosta tanto, nunca foi assim tanta em relação ao governo, como se viu a promoção a administrador do banco de um secretários Estado que era funcionário naquela instituição. A intimidade entre Passos e Carlos Costa era tanta que não só o fundo de pensões daquele banco se escapou ao destino do fundo de pensões da banca, como os funcionários do BdP foram os únicos funcionários do Estado que ficaram isentos de austeridade.

Parece que a bandeirinha na lapela faz algum sentido, Passos Coelho está na oposição mas é ele que ainda manda nalgumas aldeias gaulesas da austeridade, em particular no banco de Portugal e no tal Conselho de Finanças Públicas que acerta tantas vezes nas previsões que faz lembrar as previsões meteorológicas dos anos sessenta. 

Mas se as previsões da Dra. teodora me faz pensar que a senhora está reeditando as previsões meteorológicas  de quando ela era jovem, a escolha de Teresa Ter-Minassian já é um problema do foro da psicologia, é óbvio de que Passos Coelho sofre de síndroma de Estocolmo.

Sempre que exagerava na austeridade ia pedir ao Subir Lall para fazer ameaças ao país e depois dizia-se vítima de um memorando que não tinha sido ele a assinar. Agora, anos depois da famosa saída limpa Passos sente saudades da troika e traz uma "troikana" reformada para tomar conta do país. Já não nos  bastava a Dra. Teodora que decidiu chamar a si o papel, agora ainda íamos ter mais uma "cota" a desancar diariamente no governo, uma a dizer mata e a outra a dizer escola.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
António José Saraiva, jornalista "devasso"

O livro daquele que dizia ir ganhar um Nobel é pior do que mau, é péssimo. É péssimo na ideia, é péssimo no conteúdo, ´+e péssimo na abordagem que faz da vida política. Não é nada de novo que o Nobel falhado escreva algo que seja péssimo, a novidade está em ser formalmente acusado de ser devasso. Agora ficamos à espera que faça grandes revelações do seu processo, que elogie e seja porta-voz oficioso do MP como tem sido noutros processos.

«O Ministério Público acusou o jornalista José António Saraiva de devassa da vida privada, na forma continuada, pela publicação do livro "Eu e os políticos", lançado em setembro de 2016.

José António Saraiva disse à Lusa que a acusação "não faz sentido nenhum", já que se limitou a "contar um episódio verdadeiro que não foi contestado", que deu origem a uma queixa da também jornalista Fernanda Câncio.

Em causa estão dois parágrafos do livro que Fernanda Câncio considera "uma invasão da sua vida privada" e "um ilícito civil e criminal".» [DN]

 Os nomes propostos para o CFP

O nome da ex-funcionária do FMI preenche as exigências para um cargo onde se espera um profundo conhecimento de política económica e finanças públicas. A questão que se coloca é saber se o CFP é um conselho monocórdico, onde uma única corrente do pensamento económico avalia um governo que não partilha dessa mesma corrente.

É óbvio que o CFP deve reflectir competência e diversidade de pensamento. Neste quando o segundo nome proposto para vogal do CFP não faz sentido, um lugar de chhefe de gabinete de um secretário de Estado ou de um ministro é de natureza política, a maioria dos chefes de gabinetes são boys promovidos a moços de recados dos governantes, deles não se espera que grandes currículos de economia.

É mais do que óbvio que o PSD se está batendo pelo controlo do CFP, só que teve mais olhos do que barriga e se esqueceu de escolher alguém com currículo que justifique a escolha.
      
 PSD muito preocupado com fuga de refugiados
   
«O PSD questionou hoje o Governo sobre a duplicação do número de refugiados que abandonam Portugal, com a vice-presidente Teresa Morais a alertar para "dezenas de crianças" refugiadas que desapareceram de centros de acolhimento.

Numa pergunta hoje entregue na Assembleia da República, o PSD questiona as razões de, segundo notícia do DN, das 1.255 pessoas que foram acolhidas em Portugal, 474 terão abandonado as instituições, o que representa cerca de 40% do total.

Segundo Teresa Morais, essas pessoas terão usado Portugal como "uma espécie de passadeira para outros países da Europa" mais atrativos.» [DN]
   
Parecer:

O PSD devia perguntar aos portugueses que fugiram do país, talvez assim percebesse a razão da fuga dos refugiados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o oportunismo político ridículo.»
  
 A investigação sem prazos
   
«A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, voltou a prorrogar o prazo para ser deduzida uma acusação no âmbito da Operação Marquês, em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é arguido. Apesar de a equipa de investigação e o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal terem apontado o final de Julho como data máxima previsível para encerrarem o inquérito, a magistrada optou por não lhes fixar um prazo. 

Joana Marques Vidal determinou esta quinta-feira que a investigação só terá de ser concluída no prazo de três meses a contar da data da devolução da última carta rogatória enviada por Portugal às autoridades de outros países, solicitando-lhes diligências judiciais. Ora segundo a procuradora-geral da República ainda há várias cartas rogatórias por cumprir, não sendo possível prever a data de devolução de uma delas. » [Público]
   
Parecer:

Cheira a falhanço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Marcelo oftalmologista? 
   
«O Presidente da República voltou esta quinta-feira apelidar o primeiro-ministro de "irritantemente otimista", perante uma plateia de alunos, a quem disse que António Costa teima em ver violeta-rosa onde há roxo, e que tenta chamá-lo à realidade.

Durante uma aula no Colégio Moderno, em Lisboa, que se estendeu por três horas, em que começou por falar sobre Mário Soares e depois respondeu a perguntas dos alunos, Marcelo Rebelo de Sousa situou-se ideologicamente na "esquerda da direita", definindo-se como "de direita social" e "não liberal", e declarou-se um "otimista", mas não tanto como o primeiro-ministro.

"Eu às vezes digo: não, o senhor primeiro-ministro irrita-me um bocadinho, porque é evidente que há problema e está a tentar explicar-me que não há esse problema, e não me entra na cabeça. E depois recorro a um argumento de autoridade, a que não se deve recorrer: é que eu ando a analisar a política portuguesa há 50 anos", afirmou.» [Expresso]
   
Parecer:

Marcelo tem uma nova vocação, a oftalmologia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 PSD quer controlar CFP a qualquer custo
   
«Em conferência de imprensa, José Matos Correia afirmou esta quinta-feira que o PSD não se revê nas palavras do Presidente da República sobre o Conselho de Finanças Públicas. O dirigente social-democrata considera que a intervenção de Marcelo deveria ter sido “mais pedagógica” para garantir a independência de entidades como a CFP. “Não nos revemos nas palavras do Presidente da República”, disse o deputado Matos Correia.

Para José Matos Correia, Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter feito uma intervenção “mais favorável à necessidade de reforço das instituições como é o caso do CFP”. Na sua interpretação da lei, dada esta tarde aos jornalistas, o Presidente da República considerou que existem “duas vontades que têm de se conjugar”. “O que eu espero é que haja um diálogo prévio, porque a falta de diálogo significa que, às tantas, não se acertam os critérios”, acrescentou.

O PSD não concorda com essa posição e voltou a atacar a atitude do Partido Socialista e do Governo, tal como tinha feito esta quarta-feira no Parlamento. Matos Correia considera que ontem foi a “prova de que o PS se dá mal com as regras básicas da democracia”, acusando o Governo de querer “manipular a seu favor algumas instituições”. Em causa está a recusa não só das nomeações para o CFP, mas também para o Banco de Portugal.» [Eco]
   
Parecer:

Acham que são todos parvos menos eles.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se Matos Correia à fava.»