domingo, julho 05, 2015

Semanada

Os gregos estão escolhendo entre a chantagem dos credores e a chantagem do Tsipras e, entretanto, o mesmo Varoukakis que aceitou quase na totalidade a propostas dos credores concorda agora com a posição do mesmo FMI que queria excluir das negociações. Resta agora esperar o que se via discutir na próxima semana para que os gregos aprovem em referendo daqui a quinze dias.
  
Aos poucos as coisas na comunicação social vão retomando a normalidade, todos os ex-líderes do PSD são comentadores independentes, a oposição está bem representada por vozes muito pluralistas pois tanto crítica o governo como o fazem em relação ao PSD. A única voz dissonante e incómoda  foi calada, depois de um processo de assédio moral ao comentador, com sucessivas e inesperadas alterações de programação a TVI24 rescindiu o contrato e calou Augusto Santos Silva. Agora resta-nos esperar para ver quem o substitui, Talvez Francisco Assis ou Maria de Belém.
  
Durão Barroso reapareceu mas como receou aparecer sozinho fez acompanhar de Miguel Relvas, o grande reformador a quem Portugal deve uma revolução nas autarquias. Só lá faltou o empresário exemplar Dias Loureiro.
  
O MP prendeu mais um grupo mafioso do Porto, esperemos agora que o Super Teixeira mais o seu inspector dos Impostos consiga descobrir que os 70 mil euros em notas de quinhentos que estavam na posse de Luís Henriques não lhe pertenciam, pertenciam a José Sócrates e foi precisamente por isso que Pinto da Costa chegou a visitar o ex-primeiro-ministro em Évora, foi lá buscar o dinheiro, o último pacote que lhe havia sido entregue pelo motorista em Paris, e escondeu-o na casa do seu vice-presidente. Resta agora que o inspector dos impostos vasculhe na informação fiscal para ver qual a relação entre Coimbra Henriques e Sócrates.
  
A oposição teve uma boa notícia, contrariando as sondagens a mensagem que vem do governo é de o pessoal já está fazendo as malas, o próprio Passos Coelho já garantiu a um adjunto um cargo de recuo para quando tiver de sair de São Bento, vai reabrir uma embaixada fechada nos tempos em que era moda destruir o Estado.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António Costa

Há situações em que um político com as responsabilidades de António Costa tem de saber e dizer o que pensa, o referendo na Grécia é uma delas. Não questionar a legitimidade realizado nas circunstâncias em que este referendo foi organizado e se vai realizar não é aceitável, mesmo estando em causa a soberania nacional de outro Estado-membro, argumento pouco sustentável depois das posições já assumidas sobre o mesmo problema.

«O secretário-geral do PS, António Costa, assume uma posição de “estrito respeito” pela soberania grega e escusou-se a comentar o referendo de domingo. À margem de uma visita ao Túnel do Marão, obra que integra a Autoestrada do Marão que está em construção entre Amarante e Vila Real, o líder do PS foi questionado pelos jornalistas sobre o referendo grego.

“Se tivesse direito de voto não gostaria que quem não tem se pronunciasse como se o referendo fosse em Portugal. Não gostaria de ver os nacionais de outros países a dizerem como é que nós devíamos votar”, salientou António Costa.

O secretário-geral do PS assumiu “uma posição de estrito respeito pela soberania nacional”.» [Observador]

 A locomotiva europeia

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António, Expresso

 Os cinco pecados do António Costa nas presidenciais

Primeiro Pecado:

Se Costa não sabia que António Guterres não era nem nunca teve a intenção de ser candidato presidencial então o líder do PS foi o último a sabê-lo, pior ainda, é muito provável que tenha continuado a sustentar uma candidatura de Guterres quando já sabia que essa candidatura não passava de vaidade pessoal do falso candidato, não queria emprego em Portugal mas as sondagens alimentavam a sua vaidade.

Segundo pecado

Não faz sentido convidar Sampaio da Nóvoa para todos os beberetes do PS e depois fazer de conta que não há umas eleições presidenciais, permitindo que sejam outros partidos a liderar nos apoios à candidatura presidencial.

Terceiro pecado

Enquanto se faz de conta que não se sabe que Sampaio da Nóvoa é candidato permite-se o lançamento da candidatura de Maria de Belém, uma figura apagada do PS, de quem não se conhecem grandes méritos. Maria de Belém não terá quaisquer hipóteses de ganahr as presidenciais e a sua candidatura só servirá para a direita estar em Belém durante duas décadas seguidas. As famílias do PS acham que podem impingir aos portugueses os seus inúteis.

Quarto pecado

Precisar de votos à esquerda e deixar para mais tarde as eleições presidenciais como se as duas eleições fosse uma fila de espera para um cabeleireiro é ignorar que o lançamento de uma candidatura presidencial só favorecia a oposição nas legislativas.

Quinto pecado

Na política como na vida é preciso arriscar, é preciso querer ganhar e não fazer o frete de ter de ganhar, devem ser feitas apostas, deve-se dar a cara quando ainda há dúvidas. É assim que se conquistam as vitórias, são estas as qualidades que os eleitores esperam de um político.  É um erro dramático deixar uma decisão sobre as presidenciais para uma aocasião em que uma decisão corre menos riscos.


 O CR7 deixou-a sair a custo zero e o R. Madrid não ganhou nada!

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Agora só resta ao Real Madrid contratar a Kátia Aveiro!


 Quanto vai custar o Novo Banco
   
«O processo de venda do Novo Banco, que está a entrar na reta final, deverá terminar com uma perda a rondar os mil milhões de euros face aos 4,9 mil milhões que o Fundo de Resolução injetou no banco (com 3,9 mil milhões emprestados pelo Estado). As três ofertas selecionadas – da Fosun, da Anbang e da Apollo – contêm, contudo, contingências que podem tornar o preço mais baixo no futuro.

A edição deste sábado do jornal Expresso explica que os riscos de litigância associados aos processos judiciais em curso e a perspetiva de serem necessários aumentos de capital na instituição poderão reduzir, retroativamente, o preço a que o banco for vendido dentro de semanas.

Aí, será registada a “diferença entre o valor da injeção de capital e o valor da venda”, explicou o INE. Se a perda for entre 2.000 milhões e 2.500 milhões o défice do ano passado (que foi de 4,5% do PIB) poderá subir para entre 5,7% e 5,9%, pelas contas do Expresso. A decisão terá de ser tomada na reta final do ano, depois das eleições legislativas.» [Observador]
   
Parecer:

Depois do prejuízo inicial seguir-se-ão os muitos processos em tribunal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Tribunal de Constas que contas anda a fazer.»

 PSD Pró-PC chinês
   
«Uma delegação de propaganda do Partido Comunista Chinês esteve nos últimos dias em Portugal. A liderar a comitiva veio Liu Qibao (na imagem), dirigente máximo da propaganda, que durante os três dias de visita a Portugal terá reunido com o Primeiro-ministro mas também com o secretário-geral do PS.

O Diário de Notícias revela que nem o gabinete de Passos Coelho nem o de António Costa divulgaram publicamente as reuniões. Já na China os encontros não só foram divulgados, como a agência chinesa Xinhua escreve mesmo, citando o chefe da delegação chinesa, “que os laços entre Portugal e a China nunca foram tão fortes”.

Da parte de São Bento, que reuniu com a delegação chinesa no passado dia 1 de julho, o encontro foi descrito como uma “cortesia” solicitada pela embaixada chinesa, adiantou fonte oficial ao mesmo jornal. Porém, não só o embaixador da China em Portugal esteve presente como a agência de notícias chinesas escreve que o encontro foi “a convite do partido do governo, o PSD”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este Passos Coelho anda, anda e ainda vai cantar para a ópera de Pequim.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Não aconteceu em Lisboa
   
«A chanceler alemã estava em amena cavaqueira com o líder do grupo parlamentar social-democrata, Thomas Oppermann. Até aqui nada de especial, não fosse o facto de a conversa estar a incomodar o regular funcionamento de mais uma sessão no Bundestag.

O presidente do parlamento alemão chamou a atenção da chanceler uma primeira vez: “Peço-lhes um pouco de silêncio”. Mas nem Merkel nem Oppermann baixaram o som das respetivas vozes, conta o El Mundo.

Norbert Lammert voltou então a interromper a conversa dos dois políticos: “Silêncio, por favor, continuemos com a sessão”. Mas ainda assim não lhe foram dados ouvidos.

Agastado com a postura de Angela Merkel, o presidente do Bundestag convidou-a então a sair.

“Senhora chanceler, vá fazer isso noutro sítio”. E Merkel saiu…» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

EM Portugal a senhor do parlamento perguntaria a Passos se queria que ela interrompesse os trabalhos parlamentares para ele estar mais à vontade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a experiência»

 Contas muito estranhas
   
«Os estatutos da sociedade que David Neeleman e Humberto Pedrosa constituíram para comprar a TAP clarificam muitas das dúvidas que o consórcio vencedor desta privatização tem levantado. O documento confirma que o dono da Azul tem menos acções, representativas de 49,9% do capital da Atlantic Gateway, mas o facto de terem uma categoria especial dão-lhe mais poderes e implicam que invista muito mais dinheiro do que o sócio português, que é maioritário.

O acordo, que foi registado na conservatória a 19 de Junho (cinco dias antes da assinatura do contrato de compra com o Estado), divide os accionistas do consórcio em dois tipos: os titulares de acções ordinárias e os titulares de acções de categoria A. Neste primeiro documento, não se explicita a quem pertencem as acções. Só numa alteração ao contrato, que chegou à conservatória dois dias depois, é que se assume que as primeiras são controladas por Humberto Pedrosa e as segundas por David Neeleman.

As principais diferenças entre as obrigações e os direitos que acarretam mostram que o dono da Azul tem um papel preponderante neste consórcio. A começar pelo facto de o contrato estabelecer que os titulares de acções da categoria A, ou seja a holding de David Neeleman, “ficam obrigados à realização de prestações acessórias [injecção de capital], em dinheiro, até ao montante de 214,5 milhões de euros”. Já os titulares de acções ordinárias, Humberto Pedrosa, terão apenas de despender até 12 milhões de euros.» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que o empresário português apenas dá a cara, estamos perante uma clara fraude à lei comunitária que impede um americano de ter a maioria do capital, uma fraude claramente consentida pelo governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguardes-e pela posição de Bruxelas.»
 As autarquias estão sem controlo
   
«A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) não auditou até hoje uma única das 104 câmaras que, em 2012 e 2013, celebraram contratos de empréstimo com o Estado no valor total de 744 milhões de euros.

A lei atribuiu à IGF a responsabilidade de monitorizar o cumprimento desses contrato através da realização de auditorias “sistemáticas e regulares”. De acordo com o site da IGF “foram apenas iniciadas sete” dessas auditorias até ao final de 2014, mas nessa altura nenhuma se encontrava concluída. O PÚBLICO perguntou ao gabinete da ministra das Finanças se alguma delas foi entretanto terminada, mas as respostas obtidas ignoram essa questão.

Os contratos de empréstimo em causa integram-se no Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), criado em Agosto de 2012 com o objectivo de libertar meios para que os municípios pagassem as dívidas atrasadas aos fornecedores. Os seus prazos vão até aos vinte anos e antes de entrarem em vigor tiveram de ser aprovados pelo Tribunal de Contas, que recusou quatro dos 108 que lhe foram submetidos. A grande maioria (85) foram aprovados até Julho de 2013, tendo os restantes 19 sido aprovados desde então.


O atraso da IGF na monitorização do PAEL é justificado no site daquele organismo com a demora na fiscalização prévia dos empréstimos por parte do Tribunal de Contas, embora 85 de entre eles tenham obtido o visto dos juízes há pelo menos dois anos. Um dos objectivos das auditorias previstas consiste na avaliação do cumprimento das obrigações e dos objectivos estabelecidos nos contratos celebrados entre as autarquias e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças.» [Público]
   
Parecer:

É a IGF no seu melhor, anda mais ocupada com listas e listinhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Delors apela ao óbvio
   
«O antigo presidente da Comissão Europeia Jacques Delors apelou hoje aos líderes europeus para fazerem todos os possíveis para salvar a Grécia, incluindo uma análise ao peso da dívida do país.

Num artigo de opinião publicado hoje no diário francês Le Monde, coassinado pelos antigos comissários europeus António Vitorino e Pascal Lamy, Jacques Delors, considerado um dos principais atores do aprofundamento da integração europeia, sublinha a necessidade de "honrar a cooperação e a solidariedade" na União Europeia (UE).

O político socialista francês, que nos três mandatos cumpridos à frente da Comissão Europeia (1985-1995) foi nomeadamente responsável pelas reformas que permitiram criar a União Económica e Monetária, propõe um plano de resgate da Grécia com três vertentes.

"Em primeiro lugar, uma ajuda financeira razoável que permita à Grécia restaurar a sua solvência a curto prazo. A seguir, uma mobilização dos instrumentos da UE para reanimar a economia helénica e fazê-la regressar ao crescimento (...). Finalmente, colocar rapidamente na agenda a análise do peso da dívida grega e das dívidas dos outros 'países sob-programa'", escreveu.» [DN]
   
Parecer:

Isto vai irritar o nosso defensor da auto-flagelação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se concorda ou prefere dizer aos gregos que ainda podem encher os cofres e pagar aos credores.» 

   

   
   
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sábado, julho 04, 2015

Não dou para esse peditório

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Nos intervalos das filas do Multibanco os gregos tiveram cinco dias para servem atingidos por doses de cavalo de manipulação política, agora têm um dia de reflexão, vão ter de escolher qual a melhor das chantagens, a escolha é entre a chantagem dos países do Eurogrupo que só enviarão dinheiro para alimentar a economia grega se livrarem a Europa do(s) Syriza(s) e a chantagem do governo grego que lhes diz que ou votam no não ou levam com um pouco mais de austeridade do que aquela que o Syriza aceita. O Eurogrupo está a mando da Merkel e quer que o Euro seja o marco, o Syriza vê a oportunidade de lançar o seu projecto político.
  
A esmagadora maioria dos gregos não está estudando as teses do Varoufakis e do Louçã, nem lhes passa pela cabeça ler os artigos dos prémios Nobel ou os editoriais do Financial Times e muito menos ler o último relatório do FMI, para confirmar se o mesmo tem uma única frase, a que o Tsipras está usando para dizer que tem razão. A esmagadora maioria dos gregos quer saber se no próximo mês terá pensão, se na segunda-feira pode ir levantar dinheiro para comprar o almoço, se os hospitais vão ter medicamentos para tratar os doentes. Os defensores do sim dizem que isso só será possível se houver um acordo nos termos exigidos por quem vai dar o dinheiro, os defensores do não garantem que a recusa das exigências levará a um perdão de dívida e mais uma década de fartura. Os gregos dividem-se entre votar com medo dos credores ou votar convencidos de que metem medo a esses mesmos credores.
  
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Para o Syriza o referendo não serve para perguntar aos gregos o qual as melhores soluções para os seus problemas, o referendo serve os seus resultados serem usados nas negociações, isto é, quem votar sim está cedendo ao estrangeiro e está contra a Grécia, votar em nome da Grécia é votar não, a pergunta é clara, como dizia a Helena Rioseta nem é necessário tempo para pensar, e´sim ou não, pergunta-se aos gregos se aceitam as imposições do estrangeiro. Isto significa que quem votar sim é olhado pelos seus concidadãos, pelos seus vizinhos, pelos seus colegas de trabalho, até mesmo por familiares como um traidores, como um defensor dos interesses estrangeiros.
  
É isto um exercício da democracia como defendem se assumem como os herdeiros da democracia da Grécia Antiga? O referendo foi convocado para exibir a vontade dos gregos aos credores e estes reagiram em conformidade, querem que os resultados do referendo sirvam para derrubar um governo eleito segundo regras democráticas. A Europa que bombardeia a Líbia em nome de uma Primavera Árabe para abrir caminho ao EI acha agora que a democracia europeia é um referendo onde os gregos se dizem amantes da Europa sob pena de o seu país ser destruído?  Vamos ter uma Europa feita de Alemães do Leste que queriam comer Hamburguers da Mc Donalds, Checos que queria usar calças Lewis, gregos que queriam cair nas graças da senhora Merkel, Polacos que queriam vir a Fátima sem restrições, a Europa da democracia dá lugar á Europa da chantagem e das fantochadas eleitorais, a Europa da solidariedade e da coesão social dá lugar à Europa dos bajuladores e da caridade internacional.
  
É divertido ver os que por cá votaram contra o PEC IV serem agora a favor de uma proposta de austeridade do governo Grego que tem o triplo da dose de austeridade que constava naquele PEC. Por cá juntam-se personalidades dos mais diversos quadrantes em defesa do Syrisa, são, por coincidência, muitos dos que ajudaram direita e Cavaco a derrubar o governo anterior, os que se afirmavam democratas contra um primeiro-ministro autoritário, os que defendiam uma má maternidade porque os deixariam de haver portugueses no Alentejo. É lamentável que tantos democratas estejam a alinhar num peditório miserável. Agora ignora-se que em quatro dias o primeiro-ministro fez quatro discursos na televisão, fazendo lembrar o Kadafi, o ministro das Finanças deu três entrevistas e que os defensores do não quase não tiveram acesso à comunicação social e são apontados como traidores. É isto a democracia que o Manuel Alegre & Friends defende? É assim que o Passos Coelho imagina uma Europa? Desta forma indigna que o Cavaco decide quantos ficam dos 19?

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Panteão Nacional, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna

Recebeu quase quatro anos de trabalho do seu antecessor e em poucos meses destruiu quase todo o trabalho que tinha sido feito pelo ministério. Esta senhora confunde o ministério com uma quinta que herdou da avó.

«Cerrca de meia centena de polícias estão concentrados junto ao Ministério da Administração Interna (MAI), para protestarem contra a proposta do estatuto profissional e exigirem à ministra que retome as negociações. Numa vigília convocada pelo Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), o protesto conta com a participação de outras estruturas sindicais da PSP, designadamente o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes (SNCC), Associação Sindical Autónoma de Polícia e Sindicato Unificado da Polícia (SUP).  

Alguns dirigentes do SINAPOL aproveitaram o protesto para entregar folhetos aos turistas que passavam pelo Terreiro do Paço, para dar a conhecer os problemas dos polícias. "Estamos aqui para que a ministra [da Administração Interna] perceba que as negociações têm de continuar", disse o presidente do SINAPOL.» [Expresso]

 Manuela Ferreira Leite

Ao ouvir a ex-líder do PSD no seu tempo de antena na TVI24 fiquei com a impressão que tinha acabado de entrar em modo Passos Coelho, depois de anos a criticar o governo já se adivinha a sua declaração de apoio, da última vez apoiou Passos por detestar Sócrates, veremos a explicação de 2015. Entretanto a senhora lançou uma nova tese sobre as forças de obstrução, a ex-ministra das Finanças acha que um governo que conta com a Administração Pública, com centenas de assessores e adjuntos e que paga milhões a consultores externos em vez de ser auditado devia ter uma espécie de Tribunal de Constas a anteriori, que fizesse sugestões pedaógicas. Enfim, mais lata é difícil.
  
 A lei do enriquecimento ilícito

Com procuradores como o Teixeira e juízes como o Alexandre não percebo o porquê da adopção desta lei. Com a actual lei já se prende primeiro, condena-se na comunicação social e só se acusa depois, ainda querem mais? Um dia destes todos os portugueses nascem acusados e têm até aos seis anos para provarem que são inocentes, parece que os nossos justiceiros querem que o MP funcione como pia baptismal onde se lavarão os pecados dos que já nascem fruto do pecado.

 Cavaco Silva

Cavaco Silva só não anda de fato laranja com medo de o confundirem com um fundamentalista de Guantanamo, fundamentalista é mas quando grita Allahu Akbar não se refere ao deus de Maomé mas sim ao deus da alta finança de Frankfurt.

 Mais uma estopada do Cavaco

A única coisa boa dos discursos do Cavaco Silva é que estamos sempre á espera que ele tenha um fanico.

PS: repararam que na cerimónia no Panteão o Presidente da República cantou o hino nacional para dentro, até me lembrei do Deco nos jogos da selecção!


 O outro lado do sucesso do Núncio Fiscoólico
   
«Os dados constam da Conta Geral do Estado (CGE) de 2014, publicada esta semana, e que revelam um total de 13.539 milhões de euros de impostos por cobrar. Ou seja, liquidações que foram emitidas e que ainda não foram objecto de cobrança e/ou anulação ou extinção.

Para o fiscalista João Espanha a receita fiscal que escapou aos cofres do Estado significa que "não basta liquidar impostos, é necessário cobrá-los e, para tal, a máquina de cobrança tem de estar bem oleada e é preciso que quem seja chamado a pagar tenha dinheiro para o fazer".

De facto, a CGE de 2014 conclui que o montante de impostos que ficou por cobrar não sofreu praticamente qualquer alteração face a 2013 (13.545 milhões de euros). Esta variação quase nula é explicada por ter havido mais impostos por cobrar no IRC e IRS (339 milhões), apesar do bom desempenho na cobrança do IVA (355 milhões). Diz o boletim que houve uma redução do total de receita de IVA por cobrar (-6,1%) pelos montantes que se conseguiram recuperar, enquanto as receitas de IRS e IRC tiveram uma variação contrária, mais 5,2% e 4,3% respectivamente.

Do total de receita que não entrou nos cofres do Estado, 7,6 mil milhões de euros são impostos directos (pesando aqui o IRC 58% com 4,4 mil milhões de euros) e cerca de seis mil milhões a impostos indirectos com a fatia de leão a caber ao IVA (5,5 mil milhões).

Prescrições de 83 milhões

O relatório revela ainda que o Estado deixou de cobrar 83 milhões de euros por dívidas ao Fisco já prescritas. O valor de impostos prescritos aumentou 85% face aos 44 milhões registados em 2013. "Este aumento expressivo foi comum aos três principais impostos", lê-se no documento: as prescrições de IVA aumentaram 65% para 52 milhões, seguindo-se o IRS (mais 20% para 16,3 milhões de euros) e o IRC (mais 15% para 12,3 milhões).

Segundo a CGE, no valor global de prescrição (cujo prazo é, regra geral, de oito anos) estão englobados 47 milhões de euros de dívida que já se encontrava declarada em falhas. Ou seja, devido à falta de bens penhoráveis do contribuinte executado ou por se encontrar ausente em parte incerta o devedor do crédito penhorado.

As anulações de dívidas fiscais efectuadas em 2014 somaram 390 milhões de euros, menos 35,5% face a 2013. Em causa está a anulação de 74.580 dívidas, contra 185.187 que tinham sido anuladas em 2013 num total de 605 milhões de euros. Nos montantes de dívidas anuladas, IRC e IVA foram os que registaram maiores quebras.» [DE]
   
Parecer:

Nem tudo são sucessos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o SEAF sobre estes dados.»

 Saco azul?
   
«Antero Henrique foi constituído arguido por suspeitas de espionagem a atletas do FC Porto. O vice-presidente do clube servia-se da SPDE, empresa de segurança no centro da investigação desta quinta-feira, para vigiar ilegalmente os futebolistas, avança o Correio da Manhã.

O jornal adianta que existem “milhares de horas de escutas telefónicas aos suspeitos, tendo sido transcritas várias conversas entre Antero Henrique e Eduardo Silva, dono da SPDE.”

No âmbito das buscas – relacionadas com a Operação Fénix e realizadas esta quinta-feira na sua casa – a PSP apreendeu 70 mil euros em notas de 500, e Antero Henrique foi constituído arguido. A sede da SPDE também foi um dos alvos da operação, depois de Eduardo Silva ter sido detido.» [Observador]
   
Parecer:

Para que teria um dirigente desportivo 70.000 euros em notas de 500?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor se era para dar gorjetas.»

 PT passou a ser caloteira
   
«A Associação Nacional de Empresas de Tecnologias de Informação e Eletrónica (ANETIE) diz que o a PT Portugal está a fazer "vai além do aceitável". A Associação, disse o seu presidente Vítor Rodrigues,  está a fazer um levantamento de todos os fornecedores da PT nas áreas de tecnologia para poder tomar uma posição fundamentada junto das autoridades e eventualmente recorrer aos tribunais.  

A PT Portugal, diz Vítor Rodrigues, não está a tratar todos os fornecedores da mesma maneira. Os mais pequenos e mais expostos à PT estão a ser mais pressionados, enquanto face aos grandes fornecedores que ameaçam sair, a operadora tem estado a recuar. A Novabase, como já noticiou o Expresso, foi uma das que ameaçou sair, a outra foi a Accenture.» [Expresso]
   
Parecer:

Dantes pagava e ainda eprdia dinheiro no BES.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Pires de Lima se era a este comportamento que se referia nos seus elogios à Altice.»
  

   
   
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sexta-feira, julho 03, 2015

Solução

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Sejamos honestos, os que dizem que a alternativa a esta política na Grécia é diminuir a austeridade ou andam iludidos ou não dizem o que pensam, não há política económica que salve a Grécia enquanto esta tiver que sustentar o serviço de uma dívida brutal. Dizer que uma ajuda à Grécia que mantenha a dívida e que assente num aumento desta graças ao financiamento externo de um aumento do défice é mentir. Não há solução económica que torne a dívida da Grécia sustentável.
  
Qualquer solução para a Grécia passa por uma redução drástica da sua dívida o que implica um perdão dessa dívida por parte das instituições europeias. As alternativas que se colocam à Grécia são apenas duas: ou não paga porque não pode ou não quer ou não paga porque os credores assumem uma parte substancial dessa dívida. A primeira hipótese é a defendida pelos teóricos da aritmética, 19-1=18, nesse cenário a Europa e o mundo teriam custos mais elevados do que os decorrentes de um perdão de dívida e teríamos de continuar nessa tabuada dos idiotas, depois do 19-1 viria o 19-2 e, porventura, o 19-3.
  
Mas um perdão da dívida resolve apenas o problema do financiamento da despesa pública grega, não garante que em poucos anos as mesmas políticas ou as mesmas causas económicas ou políticas que conduziram a esta crise não se repetiriam num futuro próximo. Não basta estalar os dedos e aumentar o défice orçamental para que a economia cresça de forma radiosa, como se viu nos últimos anos os défices com quase dois algarismos resultaram em crescimentos raquíticos.
  
É preciso encontrar formas para assegurar investimentos e criação de empresas que criem emprego para jovens cada vez mais qualificados, criando mais riqueza e exportando produtos mais competitivos e com maior valor acrescentado. É preciso inverter o ciclo miserável da última década em que o país investiu na qualificação enquanto a economia apostava na desregulamentação e nos baixos salários. Nunca teremos salários suficiente baixos para competir com os países africanos ou com os países asiáticos, se tivermos salários baixos não conseguimos competir com os nossos parceiros europeus para fixar os quadros mais qualificados.
  
A solução da Grécia é a mesma de que Portugal precisa, uma dívida dentro do suportável (abaixo dos 70% do PIB) e políticas económicas que apostem em sectores, como as economias renováveis, com vista ao progresso e internacionalização do país e não para vender ao primeiro chinês que apareça e nos prometa dar um bom emprego a um qualquer Catroga cá da praça. As economias grega e portuguesa não estão magras apenas por falta de alimento, estão magras devido à doença. Uma doença que se chama pouca qualificação dos trabalhadores, pouco investimento que aposte na qualificação e um Estado que apodrece em favorecimentos pessoais e em pagamentos a consultores externos, escritórios de advogados e em compras inúteis.
  
As causas da crise económica permanente em que Portugal vive há duas décadas, depois de uma integração falhada porque conduzida por um incompetente dado às aritméticas tem muitas causas, baixa qualificação, pouca concorrência, favorecimento de tubarões empresariais parasitários, corrupção, desvalorização e desqualificação dos políticos, etc., etc.. Dizer que tudo se resolve com um mero aligeirar da austeridade e esperar que o Tsipras ganhe esperando que daí resulte uma gorjeta da senhora Merkel para Portugal é pura hipocrisia. 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Baixa de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Bruno de Carvalho, presidente pato-bravo do SCP


Se verdade que o SCP confinou os adjuntos a duas salas em actividade, como ouvi na TV, então poderemos estar perante uma prática de assédio laboral. Ou os juristas do SCP confundem a lei com a lei do Bruno ou este está a ser mal aconselhado pelos seus juristas. É mau que um grande clube como o SCP se comporte no domínio das relações laborais com o SCP se está comportando.
 
O SCP não é nem uma empresa, nem uma empresa qualquer que possa recorrer a truques para torturar psicologicamente os trabalhadores com o objectivo destes cederem a decisões à margem dos contratos que assinaram. O SCP é uma instituição de utilidade pública e da mesma forma que se invoca este estatuto na hora de eprseguir ou pedir para que os seus dirigentes sejam perseguidos pela justiça, como decorre das palavras que ouvi do seu presidente da assembleia geral, também tem obrigações no respeito das leis laborais, abstendo-se de truques de patos-bravos.

É lamentável que tanta gente notável sportinguista manifeste a sua solidariedade com os antigos treinadores, mas não têm a coragem de exigir ao presidente do SCP que se comporte em conformidade com o cargo em vez de actuar como um pato-bravo sem valores éticos.


«João Pedro e Gonçalo Pedro, adjuntos de Marco Silva, não puderam entrar esta quinta-feira na Academia para se apresentarem no arranque dos trabalhos leoninos. O acesso foi-lhes negado pelo clube, o que levou os dois técnicos a chamarem a GNR para registarem o sucedido.

Quando Marco Silva foi informado do processo disciplinar que visa o despedimento com justa causa, João Pedro e Gonçalo Pedro foram informados pela SAD qye estavam dispensados, mas que, ao contrário do que sucede com Marco Silva, não estavam inibidos de frequentar as instalações leoninas, isto enquanto decorre a negociação das rescisões de contrato.» [DN]
 

 E quem pena nos gregos?

A extrema-esquerda grega queria provar ao mundo que a sua solução é a melhor e tentou levar a Europa a um perdão de parte significativa da dívida grega, ainda que nunca o tivesse assumido nas negociações. Assim, empatou as negociações com papelinhos atrás de papelinhos, ameaçou os alemães com contas antigas do seu passado nazi, fez de tudo para conduzir o debate para onde pretendia, quando percebeu que as coisas correram mal e estava num beco sem saída convocou um referendo. A ideia era negociar mais uns papelinhos e levar a Europa a escolher entre os custos de um perdão da dívida e o impacto da bancarrota grega nas economias europeias.
  
À chantagem grega a Europa respondeu com chantagem, os gregos ameaçavam levar a Europa para o fundo, esta sugeriu aos gregos que experimentassem. A extrema-esquerda foi a jogo e organizou um simulacro de bancarrota durante a semana que antecedeu a farsa referendária que convocou, a Europa alinhou no simulacro e fechou a torneiras das notas de cinquenta euros com que os gregos se abasteciam diariamente com levantamentos diários de mil euros. Agora o papel-moeda está escondido nos colchões e a economia grega entrou em regime de PREC. Tsipras aproveita para estimular o voto no não, a Europa faz os gregos provar o sabor amargo da receita do Syriza.
 
Os políticos da direita portuguesa querem a bancarrota da Grécia porque isso os favorece e só agora que a estratégia se tornou evidente para os eleitores é que decidiram mudar o discurso. Cavaco Silva decidiu assumir mais uma vez a liderança desta direita trauliteira e montanheiro e foi claro, dezanove menos um são dezoito, a Grécia está a mais na zona euro. A esquerda que sempre foi alérgica a referendo descobriu agora as virtudes de um referendo convocado quase sem regras e num quadro que é tudo menos favorável a escolhas esclarecidas e democráticas.  O PCP sonha com revoluções, o BE quer fazer seu o programa do Syriza se as coisas correrem bem e o PS espera que da desgraça grega resulte uma mudança na política europeia.
 
Os europeus não vão passar a fome dos gregos, os políticos gregos não são propriamente pobres, o Tsipras continuar a viver sem ter de ir ao mercado enquanto o Varoufakis regressa para o Texas, o pessoal do BE continuará com vencimentos parlamentares e no caso da revolucionária de Estrasburgo continuará a ganhar os 20.000 por mês. Quem sofre e vai continuar a sofrer são os gregos, são os trabalhadores das empresas que vão fechar, são ios pensionistas que só receberam metade da pensão de Junho, é o cidadão comum que com bancarrota ou com austeridade vai ficar bem mais pobre.
 

Por acaso alguém está preocupado com o cidadão grego comum, com aqueles que não apareceram nos telejornais a levantar molhadas de notas de cinquenta euros, com os agricultores idosos das muitas ilhas gregas que mal conseguirão perceber o texto do referendo e nem percebem o que se está passando.  Foi assim que começaram todas as desgraças europeias, a pequena burguesia da política lutaram pelo poder até muito para além do aceitável e foram os povos que se lixaram.

 O Sporting não tira ninguém das fotografias

Mas o treinador que lhes deu uma taça de Portugal nem constou da lista dos candidato a melhor treinador. Compreende-se, no Sporting os excluídos nem t~em direito a serem fotografados.
  
 Cartoon

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 Nem aposta é: a Grécia fica porque sim (2)
   
«Se o problema é financeiro, não se compreende o desperdício: nos últimos 14 dias houve sete reuniões extraordinárias do Eurogrupo. Expliquem-me: "Extraordinárias" porquê, se acontecem dia sim, dia não? Como ensinou Paulo Portas, o político: porque nada na política é irrevogável. Os filósofos gregos pensaram tudo isto há muito tempo. Heráclito, por exemplo, o pai da dialética. Tudo flui, dizia ele... Olhem a cara de Alexis Tsipras, que parece dizer-nos: "Deixem ver se vos percebo... Então, vocês emprestaram-nos dinheiro, certo? Bom, e agora querem-no de volta?!" Não é a cara de um aldrabão, que foge do pagar. É espanto sincero de quem não vê uma relação imperativa entre emprestar e querer ser pago. Para Tsipras, não é que essa não seja uma possibilidade a ser ponderada. É. Mas não é a única! É legítimo que ele pense assim porque, por exemplo, da primeira vez que Mario Draghi passou por uma ponte grega era diretor executivo da Goldman Sachs e levava a Grécia a gastar à doida; agora, da segunda vez que Draghi passa pela ponte grega, é patrão do BCE e pede contas certinhas... Conclui Tsipras, naturalmente: como tudo se transforma, discuta-se tudo. Mais exemplos de que Parménides, o metafísico, estava errado quando dizia que tudo era imutável? Ontem, Merkel: "Não à retoma de negociações antes do referendo." E, também ontem, Hollande: "Tem de haver um acordo antes do referendo." Europa, dialética e contraditória. Ainda bem. Discute-se.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes



 Livre mas torto
   
«Afinal, o advogado Ricardo Sá Fernandes, que tinha ficado em terceiro lugar no círculo eleitoral do Porto nas primárias do Livre/Tempo de Avançar para as legislativas deste ano, vai ser cabeça de lista. Suspeitas de irregularidade nos votos que deram vitória a Daniel Mota levaram a queixas à comissão eleitoral que acabou por considerar 46 votos inválidos e fazer a reorganização da lista: Daniel Mota passa agora para 11º lugar, na nova lista já ordenada com o critério da paridade.

A decisão foi tomada depois de a Comissão de Ética e Arbitragem ter recebido várias queixas sobre o processo eleitoral realizado no Porto, todas elas recaindo sobre os votos que deram vitória ao candidato Daniel Mota. Perante as suspeitas, a Comissão decidiu analisar o caso e optou pela recontagem dos votos, explica o Livre/Tempo de Avançar em comunicado.


Em causa está o facto de os 46 votos por correspondência que foram enviados através do círculo do Porto terem todos “a mesma hora de registo no posto de correios”, lê-se no comunicado. Ou seja, a situação insólita levantou dúvidas sobre a individualidade do voto e sobre o caminho que o voto terá feito até chegar à urna, que é, neste caso, a caixa postal.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a luta por um lugar no parlamento vale tudo e no Caso do Livre nem era difícil "comprar" um lugar de cabeça de lista pelo porto, bastaram 46 votos para que o 11.º classificado tivesse passado para 1.º, o que quer dizer que o esquema da escolha não passou de uma encenação mediática.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 FMI já defende o óbvio
   
«Atenas tem de reformar a sua economia, mas isso leva tempo, e os credores oficiais europeus (Comissão Europeia através dos fundos europeus de resgate, países que celebraram empréstimos bilaterais à Grécia e Banco Central Europeu) têm de providenciar “financiamento adicional e alívio de dívida”. Eis a posição do Fundo Monetário Internacional (FMI) preto no branco no dia em que o Eurogrupo e a chanceler Angela Merkel decidiram que só haverá retoma de negociações entre Atenas e os credores oficiais após o referendo grego de 5 de julho.

O FMI endossou esta quarta-feira a posição a título pessoal expressa pelo seu economista-chefe Olivier Blanchard num artigo colocado a 14 de junho no blogue do Fundo, que o Expresso referiu na altura.

O FMI considera, agora, oficialmente, que a melhor metodologia para lidar com a atual crise grega é “uma abordagem equilibrada expressa num blogue recente pelo economista-chefe, com a Grécia dando os passos para reformar a sua economia e os parceiros dos países europeus providenciando financiamento adicional e alívio de dívida”. O comunicado sublinha, ainda, que sabe por “experiência” que a mudança de uma economia “é difícil e leva tempo”.» [Expresso]
   
Parecer:

Isto vai acabar com uma reestruturação da dívida grega, mas sem o Syriza no poder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O regresso do filho pródigo
   
«Miguel Relvas era próximo de Passos Coelho e uma das figuras de relevo do PSD, muitas vezes tratado como o ‘homem do aparelho’. Mas casos como o da polémica licenciatura prejudicaram a sua imagem, levando mesmo à sua demissão.

Numa altura em o antigo governante está de volta à vida pública, para a apresentação do livro ‘O outro lado da governação’, sobre a reforma administrativa, o seu eventual regresso à ‘luta’ política volta a estar em cima da mesa.

Ao Diário Económico, fonte próxima de Relvas assegura que, embora o regresso à política não seja para o imediato, definitivamente o afastamento do social-democrata da política não foi “para sempre”.» [DE]
   
Parecer:

Filho pródigo ou progenitor político de Passos Coelho?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas se não seria aconselhável estudar primeiro.»

 SCP recorre a assédio laboral?
   
«João Pedro e Gonçalo Pedro, adjuntos de Marco Silva, não puderam entrar esta quinta-feira na Academia para se apresentarem no arranque dos trabalhos leoninos. O acesso foi-lhes negado pelo clube, o que levou os dois técnicos a chamarem a GNR para registarem o sucedido.

Quando Marco Silva foi informado do processo disciplinar que visa o despedimento com justa causa, João Pedro e Gonçalo Pedro foram informados pela SAD qye estavam dispensados, mas que, ao contrário do que sucede com Marco Silva, não estavam inibidos de frequentar as instalações leoninas, isto enquanto decorre a negociação das rescisões de contrato.» [DN]
   
Parecer:

Se verdade que o SCP confinou os adjuntos a duas salas em actividade, como ouvi na TV, então poderemos estar perante uma prática de assédio laboral. Ou os juristas do SCP confundem a lei com a lei do Bruno ou este está a ser mal aconselhado pelos seus juristas. É mau que um grande clube como o SCP se comporte no domínio das relações laborais com o SCP se está comportando.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar para o espectáculo final.»

 Joca, o novo Guarda Abel....
   
«Os investigadores acreditam que a empresa de segurança privada funcionava como base formal para este grupo considerado perigoso pelas autoridades. A PSP descreve-o como um "grupo violento que operava numa considerável faixa do território nacional".

O sócio-gerente da SPDE, de 42 anos, foi detido pela PSP pouco depois das 1h30 em sua casa, em Lavra, Matosinhos, adiantou fonte policial. Agentes do Grupo de Operações Especiais da PSP arrombaram a porta da habitação para cumprir o mandado de busca e detenção.

Por essa altura, já o empresário se tinha apercebido da presença da polícia através de câmaras de vigilância colocadas no exterior da residência. Alarmado, telefonou a vários seguranças ligados à sua empresa e a Jorge Couto, ex-agente da PSP, expulso em 2011 da polícia depois de investigado por agressões.

Joca, como era conhecido entre os colegas, apareceu junto à habitação de Eduardo Silva envergando um colete anti-bala da polícia e foi de imediato detido. Ao que o PÚBLICO apurou, existia também um mandado de detenção em seu nome. Desde que foi expulso da polícia, fazia segurança ilegal e era suspeito em vários casos de agressões e extorsão. O ex-agente ficou também conhecido devido ao grau de parentesco com Bruno Pinto Pidá, seu primo e alegado líder do gangue da Ribeira do Porto, que cumpre 24 anos de prisão pelo homicídio de um segurança cabo-verdiano em Novembro de 2007. Nesse ano, o Porto ficou marcado por uma guerra entre grupos de seguranças da qual resultaram outras três mortes.» [Público]
   
Parecer:

O que faria um civil vestindo um colete anti-bala, ainda por cima num dia quente?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Português com sorte
   
«Heitor Lourenço foi detido no Aeroporto de Paris, quando se preparava para regressar a Lisboa num voo da Trasavia.

Momentos antes de o avião descolar, o piloto mandou sair todos os passageiros, encaminhando o ator português para a esquadra do aeroporto.

Foi lá que a polícia o informou de que teria sido “denunciado por suspeitas de terrorismo a bordo e que tinha estado a recitar o Corão em voz alta, a dizer um texto que envolvia a palavra morte e bomba. Acharam, portanto, que era um terrorista e suspeitaram de uma ameaça de bomba”, segundo explicou à SIC.

Só mais tarde percebeu o motivo da confusão: uma vez que o voo se tinha atrasado, Heitor Lourenço ocupou o tempo a fazer meditação, lendo a partir do smartphone um texto com caracteres tibetanos. Ao seu lado, tinha ainda o tablet, que cronometrava o tempo que gastaria a meditar. O passageiro do lado terá achado que o ator contava o tempo para a bomba explodir e terá feito a denúncia.


O incidente fez com que Heitor Lourenço permanecesse na esquadra durante seis horas. De lá só saiu quando as autoridades viram vídeos seus na internet e leram, na Wikipédia, que era referenciado como budista.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se fosse em Portugal ficava seis meses em prisão preventiva até que um competentíssimo procurador e um competentíssimo juiz provassem que era mesmo um perigoso terrorista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Como cresceu o Big Mac
   
«Vinha sorridente, bloco de apontamentos na mão, e quis ficar de frente para a porta. "Tenho amigos que percebem disto, não vá o Diabo tecê-las", justificou. Depois respirou fundo. Estaria indisponível para declarações ou 15 minutos de fama. Mas explicaria o que o movia, "em nome de um futuro melhor para os nossos filhos".

Desconhecido dos portugueses até há semanas, Paulo é militante e ex-dirigente do PSD no distrito, católico praticante e empresário. Saiu do quase anonimato aos 42 anos para denunciar à Justiça "o alpinista político", vice-presidente do partido, Marco António Costa, os "seus homens de mão" e a sua "rede". A tese, vertida para sete páginas e enviada ao Ministério Público em finais de abril, é esta: Marco promoveu o "tráfico de influências" e enriqueceu "sem olhar a meios". A Procuradoria abriu o inquérito 567/15.9TELSB, atualmente em curso na 12.ª secção do DIAP do Porto.

O texto da denúncia foi viral nas redes sociais. Os principais visados reagiram com honra ferida e desdém. Marco anunciou uma queixa-crime, o deputado Miguel Santos resume o caso a "teorias da conspiração" e o secretário de Estado Agostinho Branquinho não pretende perder tempo com o assunto. "Ouvir o Paulo a falar do PSD é a mesma coisa que ouvir o emplastro a dar palpites sobre o FC Porto", reagiu Virgílio Macedo, líder da distrital, lamentando as "alucinações".» [Visão]
   
Parecer:

Uma ternura...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Leia-se.»


  

   
   
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