domingo, janeiro 25, 2015

Semanada

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O cartaz devia avisar "Paulo Macedo.Proteja-se para não morrer abandonado"

Nesta semana o país ficou a saber que Passos Coelho sempre foi um defensor de uma intervenção mais activa por parte do Banco Central Europeu, a esquerda e em particular o líder do PS é que nunca tinham reparado. Agora o país aguarda que Passos Coelho declare que sempre quis ser como a Grécia e por isso teria votado no Syriza de fosse grego.
  
Em poucos dias Paulo Macedo viu ir por “água abaixo” três anos de promoção da sua própria imagem e o desespero é tão grande que o pobre ministro já nem sabe o que fazer, só lhe falta mesmo organizar mais um das suas missas de acção de graças na Sé de Lisboa, como fez quando era evangelizador dos funcionários da DGCI. O homem bem se esforça por dizer que contrata médicos, que manda regressar reformados, que compra macas e que coloca médicos estagiários, a verdade é que o resultado da sua política começa a ser óbvio e nunca o país assistiu a tantas mortes de cidadãos abandonados nas urgências.  A última encenação de Paulo Macedo, a visita a centros de saúde num sábado de manhã mostra bem o se desespero, se estivesse à vontade teria visitado a urgência do Amadora-Sintra ou de qualquer hospital, mas a coragem não é a praia de Paulo Macedo.
  
As crianças que estão em instituições podem ficar descansadas, continuarão por lá aguardando por alguém que os adopte mas não correm o risco de serem adoptados por algum casal gay. Os bons cristãos, dos tais que alguém disse que se multiplicam como coelhinhos, defenderam o seu futuro recusando-lhes o direito de serem adoptados se os candidatos à adopção forem um casal gay.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pormenor de flor silvestre do Parque da Bela Visa, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo

O espectáculo proporcionado por Paulo Macedo numa visita a um centro de saúde devidamente escolhido e a horas inconvenientes foi uma encenação digna de uma telenovela mexicana. Paulo Macedo não foi lá ver nada, não foi resolver nada, nem sequer estava preocupado com os doentes, ainda que se tenha dirigido com ar interessado a um utente que lá teve de o aturar. A encenação do Opus ministro Macedo visava uma única coisa a sua própria imagem.

O corajoso Paulo Macedo não visitou nenhuma das urgências onde morreram portugueses ao abandono, não visitou sequer a urgência de um hospital, o espertalhão optou por visitar dois centros de saúde e mesmo aí optou por um sábado, dia em que por ignorância dos utentes estava às moscas. Todas as televisões estavam devidamente prontas para ouvir a excelência dizer as suas patacoadas. Como é óbvio, não escolheu nenhuma urgência hospitalar, locais onde se arriscava a ouvir uns apupos, senão mesmo a ser corrido na companhia do seu secretário de Estado adjunto.

É deprimente ver um Paulo Macedo que não sabe o que fazer ao cachecol, a importunar doentes que esperam tranquilamente, para depois se dirigir à comunicação social para assegurar que tem dinheiro à farta para contratar enfermeiros e médicos. Só não disse se vai contratar os que expulsou para o Brasil ou os que fugiram de Portugal para a Inglaterra.

Portugal tem um ministro da Saúde letal e a quem a oposição se esquece de exigir a demissão por incompetência e destruição intencional do SNS. Há que ande preocupado com a maçonaria e se esqueça do poder da Opus Dei.

 Impressões

É impressão minha ou a postura combativa de António Costa faz lembrar a campanha de Vital Moreira para as eleições europeias?


 O que terá a dizer o cómico da Horta Seca sobre isto?
   
«A descida do preço do petróleo nos mercados internacionais é benéfica para países que dependem das importações de crude, como é o caso de Portugal, mas neste caso existe também o reverso da moeda: a forte ligação do mercado português a Angola. Como país produtor de petróleo, que é a sua principal fonte de receitas de exportação e fiscais (perto de 95% das exportações e 30% do PIB do país), Angola está a sofrer o impacto da queda abrupta desta matéria-prima, cujo preço do barril, após mais de três anos acima dos 100 dólares, está agora abaixo dos 50 dólares.

Para agravar o cenário, mesmo antes da descida do petróleo, Angola foi afectada por uma diminuição das vendas ao exterior devido a várias paragens na produção. Com menos receitas, haverá menos dinheiro para gastar, afectando as empresas nacionais na primeira linha, já que Portugal é o principal abastecedor de Angola, e vários grupos têm apostado na presença directa para crescer neste mercado, com destaque para as construtoras.  

A questão, neste momento, já não é se as empresas portuguesas vão ser afectadas, mas sim saber em que dimensão, e quais os sectores mais atingidos. Angola é o principal mercado externo de Portugal fora da Europa, e qualquer embate na sua economia significa uma onda de choque nas empresas nacionais. E, neste momento, conforme constata uma análise recente do angolano BAI Europa, “a alteração verificada até ao momento nos mercados petrolíferos é já suficiente para acarretar sérias implicações sobre a actividade económica do país”. O mesmo relatório destaca que este é o “segundo choque externo, de grande amplitude, após o choque sofrido no final de 2008, desencadeando um efectivo cenário de stress”.» [Público]
   
Parecer:

Pois, com notícias destas até o cómico da Horta Seca perde a vontade de dizer palhaçadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao cómico da Horta Seca.»

 António Costa patina
   
«Janeiro de 2014: António José Seguro era líder do PS e os socialistas dominavam as sondagens com vantagens entre 8 e 13 pontos sobre o PSD. Janeiro de 2015: António Costa é líder do PS e domina as sondagens com vantagem para o PSD entre 6 e 11 pontos. A diferença é que Seguro à data era líder do partido há 26 meses, enquanto Costa o é há dois meses, mas, mesmo assim, os socialistas começam a olhar para a curva dos números com preocupação. Costa já recuperou nas intenções de voto depois da crise da liderança, mas o PSD também está mais perto.

Olhando para a evolução dos últimos meses, das sondagens da Eurosondagem e da Aximage, o PS está agora ao mesmo nível que estava antes das eleições europeias. Ou seja, com António José Seguro na liderança e ainda sem António Costa se ter disponibilizado para ser secretário-geral socialista.» [Observador]
   
Parecer:

A oposição de Costa ao governo quase faz de Seguro um antigo militante do BE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Não querias mais nada?
   
«Numa conferência de impresa, transmitida em direto pela cadeia NTV em Djibouti, onde se encontra em viagem oficial, Erdogan disse: "Estamos a pôr à prova a Europa. Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Sugira-se que a Europa aceite a Turquia quando esta reconhecer a independência do Curdistão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

 O tabu presidencial de António Vitorino
   
«António Guterres será o homem desejado pelo PS para avançar para Belém. Porém, o nome do antigo Comissário Europeu, António Vitorino, é também carta em cima da mesa. Instado pelo Expresso a comentar esta possibilidade, Vitorino, contudo, prefere remeter para outra altura uma discussão sobre este tema e afirma que “um dia destes falarei sobre esse tema”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É óbvio que quem não se candidatou a primeiro-ministro também não se vai candidatar a Belém,
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que nem Guterres, nem António Vitorino serão candidatos a Belém.»
  
 Mais 700, menos 700
   
«O ministro da Saúde recusou hoje considerar assustador o registo da Direção-Geral da Saúde (DGS) de ocorrência de 700 mortos nos primeiros 20 dias de janeiro nas urgências dos hospitais públicos.

"Nada tem nada de assustador", declarou Paulo Macedo, depois das visitas a unidades de saúde em Linda-a-Velha e Alcântara (Lisboa) com alargamento de horário de atendimento aos dias de semana e ao sábado, por causa do surto da gripe.» [DN]
   
Parecer:

O problema do Opus Macedo é não perceber que uma coisa são as estatísticas das mortes no SNS e outra é morrer gente ao abandono, como se fossem cães, em consequência do que ele fez ao SNS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Opus Propaganda que se deixe de tretas e se demita por incompetência.»
  
 A banqueira do Portas
   
«A nomeação de uma dedicada militante centrista para a comissão executiva do banco de Fomento está a gerar polémica e a levantar suspeitas de favorecimento partidário. Maria João Nunes, vogal da Comissão Concelhia do Porto do CDS e técnica do departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto (CMP), não tem experiência de gestão bancária nem ligação a empresas.

Nos últimos 10 anos, a sua carreira repartiu-se pelo gabinete municipal de turismo e cargos autárquicos em juntas de freguesia. Licenciada em Direito, Maria João tem a particularidade de ser casada com Rui Morais, autor da reforma fiscal tão elogiada pelo CDS e Paulo Portas. Rui Morais não cobrou dinheiro pelo documento.

A nomeação é "um rude golpe na dignidade da política e do banco de Fomento", reagiu ao Expresso um militante do CDS,  sob anonimato. Outras fontes classificam de "escandalosa" a  "fulgurante ascensão". Maria João nunca esteve contactável e não respondeu às mensagens do Expresso.» [Expresso]
   
Parecer:

Este Portas tem uma estranha preferência pela escolha de mulheres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
  
 Esposa de deputado do PS foi requalificada com uma promoção
   
«Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.

"A extinção é para uns e não para outros, porquê? Se é para extinguir, por que é que deram um cargo a esta pessoa?", que é mulher de um deputado do PS na Assembleia da República e líder da Federação do PS de Bragança, Mota Andrade.

As palavras de indignação são de uma das 151 funcionárias do Instituto de Segurança Social (ISS) que, desde quarta-feira, passaram para o regime de requalificação por extinção do posto de trabalho e não sabem qual vai ser o seu futuro.» [JN]
   
Parecer:

Não só escapou ao destino dos colegas como ainda ficou em chefe de divisão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao feliz esposo que renuncie ao mandato e aos cargos partidários.»
  
   
   
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sábado, janeiro 24, 2015

Moeda, trocos, trocas e cambalhotas

Eu ainda sou do tempo em que a direita, partidos, governo e família Silva  acusavam os menos ricos da culpa da gula e de todos os males que sucediam a Portugal, afirmavam a sua crença nos mercados com o mesmo fundamentalismo que os jihadistas do Estado Islâmico berram Allahu Akbar enquanto dispara sobre tudo o que mexe. Apoiado no imã Vítor Gaspar o ainda primeiro-ministro sempre foi um fundamentalista na recusa de qualquer intervenção do BCE.
  
Durante três anos todos os sectores da direita, de Passos a tudo quanto é comentador encostaram António José Seguro exigindo-lhe antes de manifestar qualquer outra opinião, como iria diminuir a dívida. Em Portugal perdeu-se o direito a opinar sobre o que quer que fosse a não ser que se defendesse uma solução para a dívida, enquanto se defendia que essa solução passava por austeridade e pelo seu pagamento. Durante três anos Seguro foi ridicularizado por toda esta direita sempre que defendia que a solução da dívida e o crescimento passava por medidas europeias.
  
Agora que perceberam o falhanço e que a economia portuguesa está à beira do desastre essa gente ultrapassa tudo e todos pela direita para apoiar a intervenção do BCE, primeiro apoiaram a compra de dívida no mercado secundário, agora são apoiantes convictos da emissão de papel moeda para ser injectado na economia através da aquisição de dívida soberana. Até Passos Coelho que excomungava todo aquele que sugerisse tis medidas aparece agora a fazer –se de parvo para dizer que sempre apoiou estas medidas.
  
Mas eu também sou do tempo em que Seguro era acusado de não fazer oposição, recordo-me de que não foi apenas a direita a desvalorizá-lo por se refugiar em soluções que passavam pela intervenção do BCE. Recordo-me também de quando não alinhou com o lançamento de uma candidatura presidencial  de António Guterres por um António Costa que se colava ao antigo líder do PS. 
  
Compare-se a oposição que Seguro fazia com  a que António Costa tem feito em matérias como a barracada do Citius, as mortes de gente abandonada nas urgências, só para dar dois exemplos em que António Costa tem feito menos oposição do que muitos militantes do PSD. E em matéria de candidaturas presidências o espectáculo ainda vai a meio, Costa não só lançou a candidatura de António Vitorino ao mesmo tempo em que empresta a sua pessoa a iniciativas que mais parecem uma pré-campanha presidencial de Rui Rio.
  
Seguro foi queimado vivo por uma suposta aproximação ao PSD, precisamente aquilo que António Costa tem feito ultimamente, mas com uma pequena diferença. Enquanto dantes a aproximação era apenas ao nível das políticas governamentais, agora já se fala abertamente em acordos e até se fica com a impressão de que António Costa quer ser o primeiro nome da lista de honra de uma candidatura presidencial de Rui Rio.
  
E como se tudo isto fosse pouco e não bastasse aos trabalhadores do Estado os cortes e ofensas de que já foram alvo nestes três anos, vem António Costa com piadolas de mau gosto sobre ministros que ficam prisioneiros de directores-.gerais, chefes de departamento (coisa que não existe no Estado e Costa devia saber pois já teve a pasta da Administração Pública) e chefes de divisão. Esses malandros dos funcionários não só ganham muito e trabalham pouco como ainda tramam as virgens ministeriais, fazendo-as reféns para que não ponham em causa os seus interesses mafiosos. Esta coisa de andar mal acompanhado tem destas consequências.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Baixa (Bairros da Sé e de Alfama) de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Quando Passos Coelho apoia convictamente as últimas medidas do BCE só nos resta esperar que se declare emancipado da senhor Merkel e defenda uma vitória eleitoral do Syriza nas eleições gregas.

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta sexta que é “bem-vinda” a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar dívida pública e que espera que ela “seja tão eficaz quanto se deseja”.

“Este financiamento do BCE não é para os Governos nem para os Estados, é para os bancos e para a economia e portanto o BCE, ao contrário do que algumas pessoas defendiam, não alterou o seu mandato, os seus estatutos, o seu objetivo que é de política monetária e não está a financiar os Estados, está a financiar os bancos e a economia”, afirmou o chefe de Governo.» [Observador]

PS: Os jornalistas, as televisões, rádios e jornais portugueses estão de parabéns, nenhum deles se lembrou do que Passos Coelho disse durante três anos sobre uma intervenção do BCE.


 Menos um 
   
«Mikael Batista, lusodescendente de 23 anos, poderá ter morrido na sequência de uma operação militar organizada pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Contactada pelo Observador, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse “não ter qualquer informação” sobre a morte deste lusodescendente.

A notícia está a ser anunciada em várias contas do Twitter relacionadas com o Estado Islâmico (EI), depois de raides aéreos da coligação internacional terem atingido Kobane, na Síria, junto à fronteira com a Turquia, noticiou a Sábado.

Raheeq Makhtoum, a mulher de Mikael Batista, contactada pela mesma revista, revelou que o jovem terá morrido na segunda-feira à noite. Estava em Kobane há “uma semana” a combater com outros 15 jihadistas originários de França, quando foi atingido pelo ataque da coligação internacional. “Eles foram para lá disponíveis a não voltar. Estavam decididos a morrer pela causa de Alá, com a intenção de matar e de serem mortos”, afirmou Raheeq Makhtoum.» [Observador]
   
Parecer:

Kobani está sendo um cemitério para muitos jihadistas estrangeiros, incluindo portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Que a terra lhe seja leve.»

 António Costa e as urgências
   
«António Costa apresentou esta sexta-feira quatro propostas para acabar com o “caos” nos hospitais. Depois de uma reunião com os bastonários da Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros, o líder socialista sugeriu ao Governo que, neste período de maior afluência às urgências, não fossem cobradas as taxas moderadoras nos centros de saúde para os casos de doença aguda.

Esta seria uma “medida extraordinária” para vigorar enquanto dura o período agudo da gripe e que serviria, segundo António Costa, para “incentivar” a que os doentes “recorram aos centros de saúde e não às urgências” hospitalares. Atualmente, a taxa moderadora nos centros de saúde custa cinco euros e, de acordo com os últimos dados, 5,8 milhões de portugueses estão isentos de a pagar, nomeadamente, a população mais idosa, doentes com incapacidade superior a 60% e a população com menos recursos financeiros, bem como crianças até aos 12 anos de idade.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que estamos perante alguma ingenuidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a António Costa quando vai pedir a demissão do seu "protegido" Opus Macedo.»

 Não foi por falta de aviso
   
«O alerta, um e-mail, foi enviado três dias antes da morte de Roberto Pereira, a 4 de janeiro. Cinco horas depois ter sido admitido na urgência, o doente morreu. Roberto Pereira, 57 anos, tinha dado entrada no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, com uma pulseira amarela, mas o agravamento do seu estado de saúde obrigou a uma segunda triagem e a outra pulseira, desta vez laranja, para assinalar que o seu caso era muito urgente. Ainda foi visto por um médico, mas não resistiu. Morreu a 4 de janeiro e a sua morte foi noticiada como a sexta das oito mortes nas urgências desde o Natal.

O caso está a ser investigado pelos inspetores da Saúde e agora também pelo Ministério Público. Uma mensagem de correio eletrónico a que o Expresso teve acesso revela que a administração do hospital, integrado no Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, estava informada sobre o risco de morrerem doentes nas urgências por falhas no atendimento. A missiva foi enviada pela própria diretora da urgência três dias antes da morte de Roberto Pereira. Chegou ao conhecimento dos administradores e da Ordem dos Médicos, a quem a médica pedia ajuda.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que o país está descobrindo quem é o Paulo Macedo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exija-se a dmissão do ministro incompetente.»
  

   
   
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sexta-feira, janeiro 23, 2015

Liberais no discurso, cobardes no ADN e velhaco nas acção

Ao fim de três anos este governo não tem um discurso económico coerente e transparente, nunca se perece se o que os governantes dizem é o que pensam, se os que dizem ser o programa é o que vão fazer. Umas vezes fica-se com a impressão de que não sabem o que querem, outras deixam a ideia de que escondem permanentemente o que pretendem. O resultado das suas políticas é uma mistura estranha entre as patetices supostamente ideológicas de Passos Coelho, das manifestações de ódio aos reformados e à Função Pública considerados os inúteis da sociedade, algumas imposições externas e o improviso a que a cada momento resulta do eleitoralismo doentio de dois líderes partidários, Portas e Passos Coelho, que tentam sobreviver a qualquer custo.
 
A grande solução para o controlo da despesa do Estado eram os cortes nos vencimentos e das pensões, as gorduras do Estado são as mesmas, as direcções-gerais, institutos e fundações ficaram como estavam, as PPP são negócios de amigos, a solução passou por ignorar os pensionistas e por proletarizar os técnicos superiores do Estado. Reagiram aos acórdãos do Tribunal Constitucional com ódio e questionam a competência dos juízes. Mas como a vergonha na cara não é muita apregoam agora a sua bondade.
 
Mas onde o liberalismo desta gente mais se afirmou foi na afirmação do estatuto de bons pagadores coo pressuposto ideológico do apoio incondicional das teses defendidas pela Alemanha no seu próprio interesse, muita austeridade e nenhuma intervenção do BCE. Mas quando as taxas de juro baixaram graças às intervenções do BCE faltou-lhes a coragem de aceitar que o país beneficiava de uma postura do BCE diferente da defendida por Passos Coelho e foram oportunistas ao ponto de reclamarem que a descida das taxas de juro foi resultado das suas políticas.
 
Agora que o BCE volta a intervir nos mercados Passos Coelho ignora o que já disse sobre a matéria, chegou mesmo a defender que as medidas agora tomadas conduziram  Europa a uma guerra, e os seu ministro da Economia já veio a elogiar a actuação do BCE, enquanto no parlamento os seus deputados apoiam as mesmas medidas. Não é preciso ser muito inteligente para se perceber que mal a economia dê sinais de que reage politicamente às medidas do BCE Passos Coelho vai aparecer a reclamar os sinais de retoma como o resultado das suas opções.
 

Enfim, esta gente é tão honesta e tão liberal que é bem provável que em segredo torcem para que o Syriza ganhe as eleições na Grécia. Foram cobardes quando a Irlanda pediu juros mais baixos, foram cobardes quando a mesma Irlanda pretendeu pagar aos credores mais cedo, voltaram a sê-lo com as intervenções do BCE e em todas essas situações beneficiaram do trabalho alheio. Agora deverão estar à espera de cedências da Europa em relação à Grécia para conseguirem benefícios à custa da coragem alheia.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Alfama, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima, o cómico da Horta Seca

Pires de Lima não partilha da ortodoxia de Passos Coelho e Maria Luís em relação à intervenção do BCE ou está apenas a querer apanhar a boleia do combate à deflação?

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, não tem dúvidas que o Banco Central Europeu irá apresentar um plano de expansão monetária esta quinta-feira e considera esta uma “decisão muito positiva” que mostra que “Mario Draghi está a fazer o que é necessário para escapar à deflação“. Ainda assim, o governante defende, em Davos, que os estímulos monetários não devem interromper o trabalho reformista na Europa, que “Portugal já fez e continua a fazer“.

“Vejo o anúncio deste plano de expansão monetária como uma decisão muito positiva por parte do BCE e acredito que Mario Draghi está a fazer o que é necessário para escapar à deflação”, diz António Pires de Lima, entrevistado pela televisão norte-americana CNBC à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça. “No que diz respeito ao crescimento, independentemente destas medidas de expansão monetária, temos de continuar com a agenda de reformas porque a Europa, se quiser competir com os EUA e a Ásia, tem de promover as reformas que nós, os portugueses, fizemos e continuamos a fazer”, asseverou o ministro da Economia.

Pires de Lima considera que “Mario Draghi tem feito um trabalho muito importante na Europa, não só há dois ou três anos quando teve um papel crucial para proteger o euro de todas as ameaças que existiam há três ou quatro anos”. Agora, o BCE está a combater “um risco importante na zona euro, que é a deflação“.» [Observador]


 As coisas com que o BPI se preocupa
   
«O BPI enviou uma mensagem aos seus clientes onde se demonstra preocupado com a instabilidade política e a possibilidade de eleição do Syriza, um partido que considera antieuropeu.

A mensagem enviada por email, denunciada pelo Bloco de Esquerda e a que o Observador teve acesso, diz que a convocação de eleições antecipadas “não só compromete os avanços económicos que o país realizou em 2014 como também ressuscitou o espetro da vitória de um partido antieuropeísta”, numa altura em que o Syriza continua com vantagem nas sondagens.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, a democracia é uma grande chatice.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O advogado amigo da acusação
   
«Ricardo Marques, advogado de João Perna, criticou esta quinta-feira as declarações de algumas personalidades à porta do Estabelecimento Prisional de Évora que defenderam que a prisão preventiva de José Sócrates era uma perseguição política.

“Alguns políticos teceram comentários que me pareceram excessivos. O Tribunal não prende por questões políticas, o tribunal prende quando, na perspetiva dele, tem indícios de práticas de crime. As pessoas quando falam disso [perseguição política] não sabem o que consta no processo”, afirmou o advogado, em declarações aos jornalistas.

Mário Soares tem sido um dos principais defensores da teoria de que a detenção e prisão preventiva do ex-primeiro-ministro é um caso de perseguição política. A 26 de novembro de 2014, na primeira visita que fez à cadeia de Évora, o fundador do Partido Socialista afirmou aos jornalistas que a operação Marquês “não é outra coisa que não seja um caso político”, acrescentado, ainda, que “todo o PS está contra esta bandalheira”.» [Observador]
   
Parecer:

Porque será que este advogado me traz à memória o advogado do Bibi? O homem fala como se fosse um porta-voz da acusação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Investigações estão servindo para atacar o PS
   
«José Sócrates manteve-se sempre a par do que se passava dentro do Partido Socialista, mesmo durante o período em que esteve em França, conforme referiu o jornal i. José Almeida Ribeiro, antigo secretário de Estado adjunto de Sócrates e antigo conselheiro político de António José Seguro, foi apanhado nas escutas ao ex-primeiro-ministro, no âmbito da Operação Marquês, a reportar quase diariamente o que se passava no partido.

O teor preciso dessas escutas não é, porém, revelado pelo jornal.

A carreira de Almeida Ribeiro foi alternando entre os serviços secretos e a política. Mas surpreendeu sobretudo quando aceitou ser conselheiro de António José Seguro, rival de Sócrates no PS, enquanto no tempo em que Seguro liderou o partido.» [Observador]
   
Parecer:

Vamos ver até onde irá esta gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Mais uma vítima dos métodos do MP
   
«Ex-presidente da Câmara de Matosinhos estava acusado de desviar dinheiro e simular roubo de um 'smartphone', além dos crimes de abuso de confiança, peculato e participação económico em negócio.

O ex-presidente da Câmara de Matosinhos Narciso Miranda foi hoje ilibado de desviar dinheiro de uma associação mutualista que liderou e de simular o roubo de um `smartphone".

O ex-autarca estava ainda acusado, enquanto presidente do conselho de administração da Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede Infesta (ASMSMI), em Matosinhos, dos crimes de abuso de confiança, peculato e participação económica em negócio de que também foi absolvido.» [DN]
   
Parecer:

Aos poucos o MP vai denegrindo os políticos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a factura ao magistrado do MP que conduziu a acusação e pergunte-se à procurdora-geral se desta vez não festejou a sentença.»
  
 António Costa fala das urgências
   
«O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou hoje à agência Lusa que a "situação de caos" nas urgências médicas constitui a prova de que o PSD rompeu o "consenso nacional", colocando-se como um adversário do Estado social.

Esta posição foi hoje assumida pelo líder socialista, depois de o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter afirmado na quarta-feira à noite que "acabou com o mito de que apenas certos setores políticos conseguem dar expressão à preocupação com o Estado social, que estava em rutura há três anos e meio, mas que está hoje fortalecido, com menos dívidas, seja na saúde, na área social e, ao mesmo tempo, com mais vitalidade, mais rigor e mais exigência do que existia".» [DN]
   
Parecer:

Mas faz de conta que o Paulo Macedo nem existe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Opus MAcedo como conseguiu tanta protecção por parte do PS.»
  
 Grande Opus Macedo
   
«m jovem que sofre de cancro há uma década perdeu recentemente a isenção total de pagamento de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) porque os juros do dinheiro angariado em campanhas de solidariedade para tratamentos no estrangeiro entraram no cálculo de rendimentos do seu agregado familiar. Para voltar a ter direito a isenção em todos os serviços de saúde públicos, exigem-lhe agora que se apresente a uma junta médica e pague 50 euros, queixa-se a mãe, Glória Calisto, que denunciou a história por se sentir “revoltada” com a situação.

“Não é justo”, defende Glória, que tem tentado por vários meios obter ajudas financeiras para aliviar o sofrimento do filho, João Pedro Calisto, doente com leucemia linfoblástica aguda desde os sete anos.  Hoje com 17 anos, João já experimentou  sucessivos tratamentos, nomeadamente um transplante de medula óssea, sem sucesso, e tem feito quimioterapia no SNS, mas a mãe quis tentar outro tipo de terapias que não são pagas pelo serviço público e, para isso, organizou várias iniciativas para recolha de fundos.» [Público.]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

   
   
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