Quarta-feira, Maio 22, 2013

O presidente do governo do presidente

Há quem diga que o verdadeiro primeiro-ministro é Vítor Gaspar, puro engano, é verdade que quem manda no governo é o ministro das Finanças ficando reservado a Passos Coelho as reuniões internacionais e outros beija-mão do regime, mas o verdadeiro líder do governo, o presidente do governo é Cavaco Silva. O titular do condomínio presidencial de Belém, de que alguns dizem que é uma espécie de presidente, é o verdadeiro presidente do governo, este governo é muito mais do que um governo de iniciativa presidencial, é um governo presidencial pois há muito que não há qualquer fronteira ou separação de poderes.

Depois de ter derrubado, ajudado a derrubar, criado condições para derrubar ou de ter feito tudo isto ao mesmo tempo Cavaco Silva não poderia ter assumido desde logo o apoio militante ao governo. Fê-lo de forma mais ou menos clara ou trabalhando nos bastidores e de vez em quando, aqui ou acolá, deu uns pequenos beliscões mais para cuidar da sua imagem do que para alterar o que quer que fosse na política governamental. Durante algum tempo ainda parecia que Manuela Ferreira Leite desempenhava o papel de porta-voz oficiosa dos sentimentos do cavaquismo, mas nem isso parece ser verdade. Se, por um lado, Ferreira Leite continua fiel às críticas que sempre fez, Marcelo e Marques Mendes fazem o seu papel de manipuladores de opinião pública em favor do governo de Cavaco. Marques Mendes acumula mesmo o papel de confidente de Cavaco e de Passos Coelho.
Quando se sentiu pressionado pelo PS o que fez Cavaco Silva? Teorizou sobre as desvantagens da democracia em pleno parlamento, escolheu precisamente o 25 de Abril para defender a tese de que as eleições democráticas não servem para nada e que em situação de crise financeira a democracia parece só ter inconvenientes.
Compare-se a postura e Cavaco Silva com os diplomas aprovados pelo governo de Sócrates, pela maioria absoluta do PS no parlamento ou mesmo pela maioria da esquerda quando o PS não contava com a maioria absoluta. Era frequente Cavaco pedir maiorias alargadas, tudo servia de tema para que a maioria absoluta no parlamento justificasse a promulgação. Desde que o seu partido conseguiu ter uma maioria absoluta contando com os votos dos deputados de Paulo Portas nada exige uma maioria para além dos deputados da direita. Com o seu governo tudo foi aprovado por uma maioria suficiente e nada justifica que se questione a constitucionalidade, a não ser que o governo toque nas pensões da família presidencial.
Este é o governo de Cavaco Silva e da própria família Silva que quando acabar o contrato com a ZON prestará a justa homenagem ao patriarca dando o seu nome ao Pavilhão Atlântico, um excelente negócio que permitiu a um tal Montez adquirir património do Estado a preços de saldo. Compreende-se o apoio militante de Cavaco Silva ao seu governo, a sua alergia a eleições a não ser quando a Constituição o forçar e a tentativa de assobiar para o ar perante a crise convocando o Conselho de Estado para discutir o que daqui a mais de um ano a Nossa Senhora de Fátima vai revelar à dona Maria.
 
Cavaco e o governo são um só,a mesma identidade, ele é o presidente do governo do presidente, Passos Coelho não passa de uma marioneta de Belém a quem foi atribuído o papel de dar a cara àquele que Sócrates designou pela mão que está atrás do arbusto.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor da Ameixoeira, Lisboa
   
     
 Conselho de Estado ou Conselho da União
   
«"O Conselho de Estado entende que o programa de aprofundamento da União Económica e Monetária deve criar condições para que a União Europeia e os Estados-Membros enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos, devendo ser assegurado um adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à atividade económica", assinala ainda o documento.» [CM]
   
Parecer:
 
O homem da Quinta da Coelha transformou o Conselho de Estado em Conselho da União, as instituições nacionais aprece que perderam a noção do ridículo. O país está à beira de uma catástrofe social e Cavaco anda a dar conselhos à Europa para o período pós-troika.

Começa a ser urgente discutir o período pós-Passos e pós-Cavaco e tudo fazer para que esse período chegue tão depressa quanto possível.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
      
 A próxima ida ao mercado é um sucesso garantido
   
«Mota Soares está a avaliar um reforço da posição do FEFSS em dívida pública até 90%. Isto permite a Gaspar conter o rácio de dívida.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, está a avaliar o reforço da posição do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) em dívida pública nacional. O Diário Económico sabe que este cenário está em preparação, com o objectivo de reduzir o rácio da dívida pública nacional.

De acordo com informação recolhida pelo Diário Económico junto de duas fontes, a intenção é que o Fundo possa ter até um máximo de 90% da sua carteira em dívida pública portuguesa, um objectivo que até já foi transmitido internamente pelo Ministério de Pedro Mota Soares, que tutela o referido fundo, há cerca de três semanas.» [DE]
   
Parecer:
 
Assim até o merceeiro da esquina dava um bom ministro das Finanças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ponha-se o Gaspar no lugar da estátua equestre de D. José, no Terreiro do Paço, em Lisboa.»
   
 Cavaco quer tapar o sol com uma peneira
   
«Cavaco Silva queria discutir o pós-troika mas a discussão foi muito além disso. Vários conselheiros de Estado - de forma de resto transversal, para lá das divisões esquerda/direita - levaram a atualidade política à reunião, com sublinhados na necessidade de não a ignorar numa discussão sobre o pós-troika. Em diversos momentos a governação de Passos Coelho foi duramente criticada.

No final, o Presidente discutiu o teor do comunicado com os conselheiros mantendo-se intransigente na decisão de o manter apenas relacionado com o tema oficial da reunião. "Consenso" e "compromissos" são palavras absolutamente ausentes da nota informativa divulgada - ao contrário do que Cavaco Silva pretendia.» [DN]
   
Parecer:
 
Cada vez se percebe melhor como este é o seu governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se de pena.»
   
 Até tu, Clinton?
   
«De visita a Madrid, para participar na "Laureate Summit on Youth & Jobs", aquele que é o 42º presidente dos Estados Unidos foi claro: "Não acredito que a Europa consiga recuperar mantendo uma política de austeridade, sem crescimento". 

Bill Clinton frisou que também do outro lado do Atlântico houve Estados que recorreram à austeridade, para reduzirem os respectivos défices. E, baseando-se na experiência americana e na realidade europeia, deixou um aviso ao Velho Continente. "Numa altura de recessão e de desemprego elevado, se mantiverem uma política de austeridade agressiva, vão ter problemas", disse. » [DE]
   
Parecer:
 
É porque ainda não ouviu o Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Gaspar que dê umas explicações de economia extremista ao Clinton.»
   
 O BdP devia deslocalizar-se para o Gibraltar
   
«O Banco de Portugal também vai ter de descontar para os novos fundos que serão criados para pagar indemnizações por despedimento.

No seu parecer à proposta do Governo, o banco central sugere ficar de fora do novo regime. Mas, ao que o Diário Económico apurou, tudo indica que a instituição continuará a ser abrangida pelo diploma, o que significa que também terá de descontar para os novos fundos quando estes forem criados.

A proposta do Governo, entregue no Parlamento, abrange os novos contratos celebrados ao abrigo do Código do Trabalho. E acrescenta que ficam excluídas, por exemplo, as relações de trabalho com os serviços da administração directa e indirecta do Estado ou com institutos públicos de regime especial (como é o caso do Instituto Nacional de Estatística, Instituto Nacional de Aviação Civil ou o Instituto da Segurança Social). No entanto, tal como o Diário Económico noticiou ontem, as empresas públicas também terão de descontar para os novos fundos, conforme garantiu fonte oficial do Ministério da Economia.» [DE]
   
Parecer:
 
Assim ficava numa off shore e o seu pessoal vivia que nem nababos, bem remunerados, longe da austeridade e sem pagarem impostos!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Fça-se a sugestão ao bancário com parcos conhecimentos de economia que governa o BdP.»
   
 O Gaspar vai ao padrinho
   
«Os ministros das Finanças de Portugal, Vítor Gaspar, e da Alemanha, Wolfgang Schaüble, discutem na quarta-feira, num encontro bilateral em Berlim, a aplicação do programa de ajustamento português, disse à Lusa fonte oficial do ministério das Finanças português.

Segundo a fonte, o encontro decorrerá pelas 12:00 no ministério das Finanças alemão, sendo seguido de almoço e de uma conferência de imprensa, pelas 13:40, hora de Berlim (12.40 em Lisboa).» [DE]
   
Parecer:
 
Este Gaspar discute mais o país com o coxo boche do que com os portugueses ou mesmo com os seus colegas de governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar o que vao o coxo dar-lhe em troca.»
   
 Sinais de mudança
   
«"A disciplina tem sempre de se fazer num horizonte de justiça distributiva, articulando eficiência com equidade" disse o presidente do Tribunal de Contas ainda, considerando que "a disciplina só faz sentido com desenvolvimento". Oliveira Martins falava numa sessão de avaliação do segundo ano da troika, promovido pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa.

O Presidente do Tribunal de Contas também afirmou que "o principal défice" em 2012 foi o défice de União Europeia e que tal não pode continuar a registar-se.

"Perguntamos mesmo se seria indispensável ter a solução da troika, se porventura as instituições europeias a funcionarem e a prevenirem não teriam sido as mais adequadas a preparar e concretizar um plano que visasse a salvaguarda do governo económico e da união politica na Europa", disse Guilherme Oliveira Martins.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Agora que o país está à beira de mudar não falta quem tenha coragem de falar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Defender o governo da direita a todo o custo
   
«O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que a realização de eleições antecipadas antes da saída da troika "seriam mais um problema do que uma solução".

"Daqui até 30 de Junho do ano que vem, eleições antecipadas são mais um problema do que uma solução, porque já temos uma eleição em Setembro", defendeu o antigo líder do PSD, em declarações à Lusa em Celorico de Basto, onde já foi presidente da Assembleia Municipal, à margem da inauguração de uma feira do livro promovida pela autarquia local.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Para gente como Marcelo é melhor um incompetente de direita do que alguém competente da esquerda, é um tique que vem dos tempos em que pensava que o poder da direita era eterno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Outro que anda armado em Muhammad Saeed al-Sahhaf 
   
«Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação do programa de comemoração do centenário da I Guerra Mundial, Poiares Maduro rejeitou que haja "divergências" no Governo a propósito da contribuição de sustentabilidade, defendendo que são apenas "diferentes sensibilidades" com opiniões diversas.

"O que existe é um Governo de coligação, com diferentes sensibilidades, como é comum em governos de coligação, aliás diria até mesmo em governos que não são de coligação, existe uma diversidade de opiniões que são debatidas e levam a decisões que depois são decisões de todo o Governo e assumidas como tal por todo o Governo", sustentou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Lembram-se do ministro da Informação de Sadam.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada, uma gargalhada bem madura!»
   

   
   
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Terça-feira, Maio 21, 2013

Jumento do Dia


  
Carlos Abreu Amorim

Os portugueses já tinham percebido que o rechonchudo Amorim é um imbecil, agora ficaram a saber que é um cobardolas incapaz de assumir as responsabilidades pelo que diz. Resta esperar que os gaienses saibam derrotar esta personagens nas autárquicas, a bem da salubridade o concelho e do país.

«É uma frase que está a gerar polémica. Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada do PSD, escreveu no Twitter: "Magrebinos: curvem se perante a glória do Dragão." O deputado assumiu que foi uma "brincadeira infeliz", resultado do calor da vitória do Porto , lamentou e pediu desculpa porque não quis ofender ninguém.

Porém, alguns deputados ouvidos pelo CM nem queriam acreditar que o seu colega tivesse escrito tal frase. João Rebelo, deputado do CDS e benfiquista, considerou as "afirmações lamentáveis". Mais, "não são nada abonatórias para quem tem responsabilidades", aludindo ao facto de Amorim ser candidato à Câmara de Vila Nova de Gaia – com uma forte massa associativa do Benfica. Outro benfiquista, desta vez do PSD, Duarte Marques, desvaloriza o caso, mas no partido há quem lembre que "Twitter, futebol e política juntos dão asneira".» [CM]

O vírus de Lisboa


Parece que os nossos banqueiros, gente honesta, cumpridora, respeitadora dos princípios da legalidade e grande defensora do interesse nacional, estão preocupados com o vírus do Chipre, diz a comunicação social que todos os dias fazem as continhas aos depósitos não vá alguém pôr-se ao fresco. Parece que o senhor Costa, bancário com alguns conhecimentos de economia que cuida do rebanho financeiro, também anda sobressaltado com o assunto.
Isto é, os mesmos senhores que promoveram a gangrena na economia e na sociedade, ao ponto de conduzir o país ao desastre, os mesmos bandidos que andaram anos a instalar off shores e a ajudar os seus clientes de primeira a colocar uma boa parte da riqueza nacional longe do país, o mesmos gestores responsáveis por esse imenso transvase da riqueza nacional para o estrangeiro, estão agora preocupados como vírus do Chipre, como se o vírus do Chipre fosse mais perigoso para a economia portuguesa do que o vírus de Lisboa.
Quem os ouve até pode ficar a pensar que nenhum banco português foi vítima da fuga dos depositantes ou que são tão sólidos e honestos que precisam de ser infectados pelo vírus do Chipre. Não terá sido antes o Chipre a sofrer com algum víus de Lisboa? Não terão sido as mafias lisboetas envolvidas na banaca portuguesa a ensinar às mafias russas os esquemas financeiros da banca? Um dia destes ainda vamos descobrir que por lá há um Dias Loureiro com apelido grego e até mesmo algum sindicato de magistrados a organizar congressos numa ilha grega financiados por banqueiros.
Quem ouve falar os nossos banqueiros pode ficar a pensar que processos como o Monte Branco, o BPN ou a Operação Furacão aconteceram no Chipre. Ou que os primeiros bancos a terem pedido ajuda estatal foram os bancos cipriotas.
O vírus de Lisboa é bem mais perigoso do que o vírus cipriota, é um vírus que corrompeu vastos sectores da Administração Pública, que instalou centenas de off shores para exportar a riqueza nacional para esquemas corruptos e duvidosos, é um vírus que corrompe aa classe política ao mais alto nível, é um vírus que patrocina sindicatos de magistrados altamente envolvidos nos golpes políticos.
O vírus de Lisboa é um vírus de cura difícil e que chega a tomar conta de todo o organismo, quando receou o perigo foi capaz de forçar o país a um pedido de ajuda internacional e hoje, quando toda a economia portuguesa está à beira do colapso, a banca é o único sector que recupera. Não admira que sejam os grandes portadores do vírus de Lisboa a virem sistematicamente a público defender as políticas do governo.
Quem forçou o governo a pedir ajuda? Quem tem mais funcionários em altos cargos governamentais? Quem é ouvido sistematicamente pelo poder? Quem recebeu milhares de milhões de empréstimos com a garantia de que os juros lhes seriam devolvidos? De quem se disse que iam ser controlados pelo rigoros Gaspar e agora se sabe que pagam chorudos prémios a gestores de competência duvidosa?
Começa a ser tempo de os portugueses se curarem do vírus de Lisboa e há duas formas de isso suceder, ou o país expropria os bancos de banqueiros corruptos e oportunistas ou terão de ser os cidadãos a levá-los à falência em defesa da democracia.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Libelinha do Jardim Gulbenkian, Lisboa

 O número 7
 
O mundo tem sete maravilhas, ao sétimo dia Deus descansou, a semana tem sete dias (para pena do Gaspar pois por ele teria dez e os três dias adicionais seria de trabalho à borla), enfim, o número 7 une todas as crenças e religiões. Não admira que a Nossa Senhora de Fátima tenha escolhido a 7.ª avaliação para revelar fazer mais um dos seus milagres.O próprio Portas não se demitiu porque daria azar demitir-se à 7.º Avaria, ainda poderia ser atingido por algum dos torpedos dos submarinos cujo negócio o Ministério Público alemão concluiu ter sido corrupto.
   
 Conselho de Estado

Fazia todo o sentido que tivesse sido a dona Maria a presidir ao Conselho de Estado, afinal de contas o destino do país está entregue à Nossa Senhora de Fátima, em detrimento da Nossa Senhora da Conceição que ainda é a padroeira do país, e quem melhor se entende com a senhora dos pastorinhos é precisamente a dona Maria. Assim, o primeiro ponto da ordem de trabalhos devia ser uma apresentação da dona Maria dedicada às rezas e promessas que vai fazer a Fátima para ajudar o país para os períodos troika e pós troika,
   
Aliás, a dona Maria já devia estar a caminho de Fátima com uma estátua do marido em cera para a queimar no crematório junto à capelinha das aparições. Já que Cavaco não desparece sempre ia desaparecendo a sua imagem em cera.  Sempre podia cumprir com uma promessa, talvez em agradecimento pelos negócios da SLN ou mesmo do Pavilhão Atlântico vendido ao genro ao preço da uva mijona.

 Traição

Forçar o país a afundar-se na crise financeira para contar com o apoio de forças estrangeiras para se impor uma política contra a vontade de um povo e com base em eleições onde foram apresentados falsos programas de governo tem um nome, é alta traição e os criminosos que cometeram este crime devem ir a julgamento.
  
Não há lei que o permita? É fácil de resolver o problema, adoptam-se os princípios desta gente em matéria de constitucionalidade e publicam-se leis penais à medida dos seus crimes para os poder julgar e condenar com efeitos rectroactivos, Isto é, trata-se o cão com o seu próprio pêlo, faz-se aos sacanas o que eles querem fazer a todos os que a título de salário ou de pensões são remunerados pelos Estado, retiram-se os direitos e aplica-se-lhes leis retroactivas.
  
 Demitir Gaspar?

Demitir o governo ou apenas o Gaspar seria um erro histórico, os portugueses devem permitir que as exigências da troika sejam cumpridas até ao fim e que toda a troca de correspondência entre membros do governo e membros da troika bem como as actas da reuniões dos Conselhos de Ministros e das reuniões entre Passos Coelho e Cavaco Silva esteja disponíveis para poderem ser alvo de uma comissão de inquérito parlamentar para apuramento de responsabilidades na destruição da economia portuguesa.

Demitir Gaspar neste momento seria permitir a fuga precoce das ratazanas, já basta a ratazana do Portas andar a tentar encontrar uma saída para se escapar às responsabilidades, para não referir um Cavaco Silva que evita uma crise que reporia a situação política de que ele se aproveitou para levar a direita ao poder e agora anda a entreter o país com reuniões idiotas.
 
 Arruinar o país para salvar Cavaco e Gaspar
 
Cavaco Silva sacrificará os interesses do país se isso for necessário para ajudar a levar este governo até ao fim da legislatura ou, pelo menos, até ao fim do período da troika, isso se o país não for forçado a um segundo resgate. Cavaco Silva não vai querer convocar eleições antecipadas sabendo que isso conduz muito provavelmente à mesma situação de que ele se aproveitou para derrubar o PS e colocar Passos Coelho no governo. Se Cavaco tiver de convocar eleições antecipadas o mais lógico é que nesse mesmo dia o povo exija que parta com Passos Coelho.

Vítor Gaspar já percebeu que a sua política foi um erro com consequências trágicas para o país, mas não vai inverter a política ou admitir os seus erros. Gaspar não tem dimensão humana suficiente para ter a grandez ade admitir erros, Gaspar é uma personagem pobre de valores que viu no ajustamento a oportunidade da sua vida, por mais que as suas experiências imbecis custassem aos portugueses,. nunca irá admitir erros e destruirá o Estado social se necessário para levar o país até aos mercados.

O país caminha para o colapso para salvar a imagem de dois políticos incompetentes, quis o destino que no momento da ruína do modelo económico cavaquista coubesse a outro economista obscuros, ruralista e ambicioso a destruição final da nossa economia. Nem um nem o outro irão admitir os seus erros, são demasiado pequenos para isso.
 
 Que caladinhos que eles andam...
  
Já alguém se lembra os mais firmes e militantes apoiantes das políticas de Vítor Gaspar e deste governo? Já nem vale a pena referir os muitos que trouxeram o Passos Coelho ao colo e que o próprio abandonou aos seus destinos, como o Nogueira Leite ou o João Duque, depois destes mutios foram os que vieram a público defender as políticas extremistas do Gaspar e alguns até pediram mais.

O grande ideólogo foi o quase licenciado

 Uma ponte entre o marido da vidente e o PS?

Só se for uma ponte par a Quinta da Coelha porque este senhor não tem condições para ser Presidente da República, nem condições.

 Greve da Função Pública em Junho?

Seria muito mais eficaz uma greve de zelo ilimitada até que o governo se demitisse e Cavaco convocasse eleições.


  
 Gaspar deve sair mais depressa do que fala
   
«Em factos, a austeridade é fatal há dois anos. Mas faltava uma voz insuspeita e prudente que dissesse que não podemos continuar assim. Os factos é que nos determinam, mas as vozes é que nos mudam. Antes, perante a crise financeira mundial, que vinha de 2008, era preciso um sobressalto nacional em busca de uma solução que tinha de ser comum - esses, os factos - mas, apesar disso, nem o PS, entorpecido pelo cerco, nem o PSD e CDS, encandeados pelo pote próximo, souberam encontrar vozes lúcidas e unificadoras. Na crise das últimas legislativas (2011), o País dividiu-se entre uns e outros, sem pontos de contacto. Um país, dois mundos. Dois mundos e duas explicações, e assim ficámos - apesar de a realidade evidenciar que não era esse o caminho. Faltou uma voz. O que se seguiu, o gasparismo - uma não-política (porque política são compromissos) só possível pelo sectarismo atrás descrito -, também parecia ir beneficiar das claques separadas por trincheiras: os seus, a favor, os outros, contra. Ora, na semana passada, ergueu-se uma voz contra entre os que, até aqui, eram por. António Lobo Xavier, insuspeito de ser da oposição e prudente por natureza, fez uma crítica radical: o apelo à troika de 2011 podia não ter existido. Disse ele: se não fosse a sofreguidão pelo pote, estaríamos como Espanha, combatendo a crise sem perder a soberania. Pronto, houve voz. Mudem-se os factos. O que já não é possível com este Governo.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.

 É urgente acabar com este PREC
   
«Já foi há muito ultrapassado o limite do normal funcionamento das instituições
  
A sondagem encomendada pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa à Eurosondagem revela, pela primeira vez de uma forma brutal, aquilo que se pressentia nas ruas: a maioria esmagadora dos portugueses – genericamente silenciosa – está contra o cumprimento do Memorando da troika. O número dos que defendem a posição habitualmente enunciada pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda (denunciar o Memorando e procurar alternativas) é impressionante face ao peso eleitoral dos dois partidos: 41,5%! A defesa da renegociação profunda do Memorando – a posição oficial do PS – é partilhada por 41% dos inquiridos. A política revolucionária do governo em curso (“cumprir o acordado”) apenas tem o apoio de 10,8%. O “ajustamento” só é “bonito” na cabeça estalinista do ministro das Finanças – todas as previsões, do desemprego à recuperação económica, falharam estrondosamente. E quando Gaspar diz que “o ajustamento do sector privado foi notável, exactamente como o previsto”, esqueceu-se de dizer que quem previu as consequências deste ajustamento foram outros – a começar no desemprego galopante – e que só uma cabeça desconcertada lhe pode chamar “notável”. É óbvio que este governo já não está em condições de negociar o que quer que seja com a troika – ou com Durão Barroso, a quem recentemente Merkel, armada em polícia boa por um dia, culpou pelo desastre da austeridade. A agenda do Conselho de Estado é um exercício inútil: Portugal não tem que discutir o pós-troika, tem que discutir o programa da troika, que é o programa do governo, porque no pós--troika, como dizia o outro, que até era razoavelmente popular em Belém (Keynes), estaremos todos mortos.

A única via possível para acabar com este processo de revolução liberal em curso é a convocação urgente de eleições. Já foi, há muito, ultrapassado o limite, não só dos sacrifícios – como dizia Cavaco relativamente aos cortes de Sócrates – como do normal funcionamento das instituições. Se houvesse alguém em Belém no pleno uso das suas faculdades constitucionais, o reconhecimento institucional do desaparecimento do governo seria mais célere.» [i]
   
Autor:
 
Anda Sá Lopes.
      
 Videirunha à portuguesa
   
«Não é só a espiral recessiva sem fim à vista, com o seu cortejo de vítimas, que transforma a vida da maioria dos portugueses num inferno, que nos apoquenta e atormenta. Em cada dia que passa, a vida política portuguesa e a democracia degradam-se, também em espiral, como “uma cobra sem cobra enroscada verticalmente em coisa nenhuma” na definição de Fernando Pessoa. É uma cobra cheia de um veneno letal para os cidadãos transformados em meros espectadores a pagar, e caro, para assistir a um circo de má qualidade.
  
A semana passada, dizem, o governo esteve quase a cair, o que já entrou na rotina e quase ninguém leva a sério. As lutas intestinas entre os parceiros da coligação ameaçam fazer cair o governo mês sim, mês não. Desta vez, o líder do CDS-PP esticou demais a corda contra a “TSU dos pensionistas”, proposta à troika pelo primeiro-ministro, o que terá obrigado o inquilino de Belém a fazer horas extraordinárias para manter de pé um governo que está de rastos, às portas da morte. Com esta manobra de diversão, Paulo Portas esgotou, nas duas últimas semanas, os números de ilusionismo que tinha na manga, com os quais, com um pé dentro do governo e outro fora, supostamente alimentou o “seu” eleitorado durante quase dois anos. Quando se marca de forma tão clara, como ele traçou, deliberadamente, pesando palavra a palavra, uma linha vermelha sobre a qual ninguém passava, sabendo melhor do que ninguém que Vítor Gaspar e Passos Coelho a iam pisar no dia seguinte, perdeu toda a margem de manobra para poder vir a repetir o mesmo número ou semelhante no futuro. Mais: permitiu que o seu parceiro de coligação enviasse de imediato uns arautos achincalhá-lo politicamente, ao mesmo tempo que faziam a prova de que este governo e a coligação que o sustenta só existem porque, em primeiro lugar, é comandado do exterior através de Vítor Gaspar, que manobra a situação a seu belo prazer; e em segundo lugar, porque o senhor presidente da República, por sugestão da primeira-dama, acredita que a Nossa Senhora de Fátima não quer que este governo saia de cena antes de tempo. Deixámos, assim, de estar entregues a quem elegemos. Estamos entregues ora a estrangeiros, ora à inspiração Divina, com tudo o que isso significa de descrédito e de degradação da democracia. Como disse Pedro Santana Lopes, com toda a razão: “Se fosse eu, era enforcado no Terreiro do Paço”.

Esta frase de Santana Lopes serve de bitola ao que está a acontecer: um contínuo enfraquecimento do que é exigível, a todos os níveis, a quem nos governa. Um facto que demitiria um ministro há 10 ou 15 anos, ou menos, não passa, nos dias que correm, de uma notícia de rodapé. A permanência de Miguel Relvas no governo, até ao limite que conhecemos, é um dos sintomas desta degradação. A esta espiral recessiva da democracia não é estranho o facto do espaço de opinião televisivo se ter transformado num prolongamento do “pensamento único” dos partidos do “arco da governação”. Sob a designação de “comentadores políticos”, as televisões dotaram o regime de uma segunda Câmara – um Senado – onde têm assento, por nomeação, antigos primeiros-ministros, antigos presidentes de partidos, antigos ministros e outras figuras políticas relevantes do regime, substituindo o que devia ser um espaço de escrutínio e de fiscalização do poder por uma câmara de eco - um colete-de-forças em que se aprisiona a democracia.

As declarações de Fernando Negrão, deputado do PSD, e presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, contra uma proposta para colocar a Constituição da República Portuguesa nos programas escolares do 3.º ciclo, argumentando que se trata de um texto “ideológico”, dá bem a medida do que está na cabeça desta gente. Como diria Alexandre O`Neil: “Que miséria, meus filhos! Tão sem jeito é esta videirunha à portuguesa.”» [i]
   
Autor:
 
Tomás Vasques.
   
     
 magrebinos, chama-nos o deputado com focinho de suíno
   
«O deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD festejou ontem o campeonato do Porto na rede social Twitter com a frase: “Magrebinos: curvem-se perante a glória do grande dragão”, referindo-se a quem não é do Porto. E acrescentou que ia para a Baixa e para o estádio do Dragão comemorar o título.

A frase do deputado causou perplexidade, com várias pessoas a criticarem e a relembrarem-lhe que em Gaia, onde é candidato autárquico, “também há magrebinos”.

Recorde-se que, Abreu Amorim foi cabeça-de-lista por Viana do Castelo e é candidato à Câmara de Gaia.» [i]
   
Parecer:
 
Este idiota tem mesmo ar de suíno. É caso para dizer que magrebina era a mãe dele e casou-se!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o traste à bardamerda.»
      
 Cavaco é um ignorante
   
«O ex-presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, deixou fortes críticas à escolha da data do Conselho de Estado feita pelo Presidente da República. Em declarações à TSF, o antigo governante acusa Cavaco Silva de “ignorância” por ter agendado a reunião para o Dia dos Açores.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Que grande novidade...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 O Ulrich não aguentou o Financial Times
   
«O BPI veio esclarecer que não prestou “quaisquer declarações” ao jornal Financial Times (FT) e classifica de "falsas" as informações divulgadas no domingo, na edição online do jornal britânico, de que houve, na sequência do resgate a Chipre, uma transferência de depósitos para os cofres do banco.» [Público]
   
Parecer:
 
Ai não aguenta?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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Segunda-feira, Maio 20, 2013

Jumento do Dia


  
Cavaco Silva

Cavaco Silva é economista, disse que não percebia nada dessas coisas de acções escritas em inglês mas tem um doutoramento tirado em Inglaterra. Candidatou-se a Presidente da República pela primeira vez usando o argumento de que com os seus conhecimentos e experiência de economia podia ajudar o país. Agora convoca um Conselho de Estado com um tema que mais parece o título de uma teses de mestrado em política económica "as perspetivas da economia portuguesa no pós-troika no quadro de uma união económica e monetária efetiva e aprofundada".
 
Que especialistas em política económica espera ele ouvir na reunião, o careca do Bento ou o careca do Passos Coelho? Todos estamos carecas de saber que o que Cavaco quer entreter o país para evitar que uma crise o coloque na rua, Cavaco faz tudo para evitar eleições que reponham a situação política de que ele se aproveitou para derrubar o PS e chamar o seu partido para o governo.

Os limites da paciência e da democracia


OS estarolas deste governo aproveitaram-se da situação financeira, da fragilidade da oposição e da fraqueza da Presidência da República para reformatarem o país segundo a ideologia de uns rapazolas que eram candidatos a neo-fascistas dos shots das discotecas e democratas de dia a que se juntou o “enviado” do Durão Barroso que tinha acabado de ler uns artigos meio aldrabados em Harvard.
Esta gente viu na situação de excepção financeira a oportunidade de criar uma situação de excepção democrática, tudo fizeram para sujeitar o país a uma troika no topo da qual está um político ambicioso com quem se poderia negociar mais um mandato em Bruxelas a troco do apoio ao golpe de estado em Portugal. Desde então o país tem assistido a ataques cada vez vais frequentes à instituições democráticas, À Constituição e a todos os pilares da vida em democracia.
Umas vezes os estudos são do FMI, outras dizem que é o Portas que vai fazer o guião, umas vezes é o Coelho que escreve as cartas à troika, outras as medidas da troika são obrigatórias porque a carta foi ditada pelo Salassié. Não se sabe o que decide o país e o que manda a troika, não se percebe se a troika são uns cabos da tropa que cá puseram ou se ainda respeitam as instituições democráticas, já ninguém sabe se o vencimento do Gaspar é pago a título de remuneração ou de comissões por pagamentos de serviços de consultoria vendidos pela troika.
Esta gente decidiu reformatar o país sem consultar o povo, sem respeitar a Constituição, ofendendo os tribunais, gozando com os partidos da oposição e desprezando as instituições da sociedade civil, são tão maus e porquinhos que até os que entre eles ousam questionar as medidas que adoptam são humilhados na praça pública, Álvaro Santos Pereira e Paulo Portas já quase têm o direito ao estatuto de santos martirizados, se fossem muçulmanos já não teriam mãos a medir com tanta viagem à sua espera no paraíso.
Esta gente não hesita em atirar ricos contra pobres acusando os segundos de podridão da sociedade, jovens contra velhos porque estes são os gandulos, trabalhadores do privado contra os do público que são acusados de serem parasitas. Numa um apolítica num país democrático europeu obedeceu tanto ao guião da propaganda do regime nazi, nunca depois do nazismo se viu grupos profissionais ou etários serem acusados de forma colectiva como os responsáveis pelos males de um país.
A paciência da democracia está a ser levada aos limites pela chantagem com que é usada a troika, aparentemente uma estratégia autorizada por um líder da Comissão ambicioso e sem escrúpulos. Acham que usando o Salassie para assustar os portugueses podem adoptar as medidas mais brutais e que o povo as aceitará porque o próximo pacote brutal de austeridade apenas é dirigido contra os sacana do Estado.
Estes estarolas ainda não perceberam que há limites para a paciência da democracia ou para ter paciência em democracia. De dia para dia o número de desempregados sem qualquer apoio aumenta, são cada vez mais as empresas à beira da falência, os pais sem dinheiro para alimentar os filhos, os trabalhadores com medo do futuro. O primeiro a reforçar a sua segurança foi o Gaspar, fê-lo nos primeiros dias do governo, mas agora já se diz que especialistas da Mossad asseguram a protecção de Ricardo Salgado. Os sinais de que os limites da paciência da democracia e da paciência em democracia são cada vez mais evidentes. O país está cada vez mais à beira do colapso.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Safara
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Costa Vicentina [J. Ferreira]   
Em exibição no cinema político de Lisboa
 
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Acuso a troika
   
Acuso a troika de ter ignorado por sua própria conveniência uma das partes que assinou o memorando durante pelo menos seis avaliações, com esta postura a troika tornou mais fácil a imposição de medidas de política económica de competência questionável, como se veio a comprovar pelos seus resultados.
Acuso a troika de ignorar que Portugal é membro de pleno direito das organizações que a integram e que pelo menos em relação ao BCE e à Comissão Europeia os seus representantes da troika não deveriam ignorar que a primeira condição para se pertencer à União é viver em democracia. A troika tem ignorado sistematicamente os valores constitucionais do país, actuando se estivesse num território ocupado e sem direitos de soberania.
Acuso a troika de se ter aproveitado de um governo de gente fraca para, com o recurso sistemático à chantagem feita através do porta-voz do comissário
Acuso a troika de falta de autoridade moral para impor a política que tem imposto em Portugal, a senhora Merkel foi a grande defensora das políticas expansionistas como resposta à crise financeira internacional e foi com base nos seus pedidos que a União Europeia permitiu aos Estados-membros o desrespeito dos limites ao défice, Durão Barros, presidente da Comissão, foi um dos governantes portugueses que não respeitou os princípios que agora defende.
Acuso a troika de incompetência, os seus mais altos responsáveis só dizem banalidades, os seus assessores revelam uma profunda falta de preparação e competência, algo mais do que evidente no estudo do FMI sobre o corte da despesa.

 A troika na imaginação de Maria Cavaco Silva
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 O silêncio de Cavaco Silva

Cavaco deixou de ser um presidente silencioso e em reclusão, agora todos os dias há aparições e quando não é a dona Maria a revelar os segredos da Virgem é o Marques Mendes a armar-se em pastorinho da Quinta da Coelha a anunciar os segredos do Cavaco.
 
 Marques Mendes revelou o 4.º segredo de Fátima
 
Afinal, Vítor Gsspar só andou na Católica para namorar com a filha do sacristão da capela académica, a sua licenciatura  foi tirada na Universidade Lusófona.
       
 No que ficamos?

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Isto está bonito, Pires de Lima lançou a nova tese do CDS, que a suspensão da TSU sobre as pensões era uma vitória do governo contra a troika e o deputado Nuno Melo confirma. Depois vem o PSD dizer que o CDS deve encontrar medidas alternativas à vitória do governo?

Era a este consenso que o Poiares se referia quando repetia a palavra dezenas de vezes? Se calhar era e é por esse motivo que o Poiares desaparece,

 Quem quer humilhar Paulo Portas

Só duas pessoas poderão querer humilhar Paulo Portas, Vítor Gaspar e Passos Coelho, ambos parece detestarem Paulo Portas e receiam que o líder do CDS passe a imagem de ser o bonzinho, contra a imagem dos mauzinhos.

Vítor Gaspar há muito que quer passar a mensagem de que é ele que manda e quem se mete com ele leva, já sucedeu com Álvaro Santos Pereira e está sucedendo com Portas, o truque é sempre o mesmo, uma fuga de informação vinda directamente de uma reunião do Conselho de Ministros.

Passos receia que seja o que resta do seu PSD a ficar com o odioso da política e não só tenta humilhar Portas para prazer de Gaspar, como fez quando disse que Portas era o número três, como vai mais longe tentando forçar Portas à humilhação pública.

Fica-se com a impressão de que estando sob uma qualquer chantagem o líder do CDS está nas mãos de Passos Coelho e disposto a aceitar todas as humilhações.

 E agora Luís

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Um bom motivo para Luís Amado andar desaparecido durante uns tempos poupando-nos às suas basófias políticas.  


  
 Nem a fé nos salva
   
«1- Acreditar nas palavras do primeiro-ministro é, já o aprendemos, um exercício arriscado. Poucos meses bastaram para percebermos que sempre que Passos Coelho apresenta uma medida há uma enorme possibilidade de esta nunca chegar a ser aplicada ou ser pura e simplesmente esquecida, como se o primeiro-ministro pensasse em voz alta perante todos os portugueses. Os exemplos da TSU e agora o da taxa sobre os pensionistas são os mais gritantes - não faltariam, infelizmente, muitos outros -, não só pela pompa e circunstância com que foram anunciadas as medidas mas sobretudo pela importância determinante para a vida das pessoas.

A descontração com que se anunciam disposições para depois se voltar atrás, ignorando olimpicamente as expectativas das pessoas, semeando o pânico e a insegurança na população, faz com que os cidadãos percam qualquer tipo de confiança em quem os governa. Neste Governo não são só algumas das normas acordadas com a troika que são facultativas, é tudo facultativo. Tudo pode acontecer, nada é previsível, tudo pode ser alterado dois minutos depois de ser anunciado. Nada parece ser minimamente estudado, tudo parece ser decidido na base dum qualquer achar ou baseado num compêndio mal estudado.

A falta de sentido de Estado e sobretudo o desrespeito pelos cidadãos, que cada vez mais se sentem governados por aprendizes de feiticeiro que tratam as pessoas como se fossem cobaias, não se restringem, muito longe disso, ao primeiro-ministro. Temos o ministro Portas, que traça linhas vermelhas para depois, pendurado pelas orelhas por Passos Coelho e Cavaco Silva, ser obrigado a traçá-las noutro lado qualquer, qual rapazinho da escola primária de antigamente; temos o secretário de Estado Rosalino, que num dia despede os funcionários públicos sem direito a subsídio de desemprego e no outro vem dizer que afinal o que tinha dito não era bem aquilo...; temos Miguel Maduro, que em Florença, como professor, imagino, defende uma política para a Europa, e aqui em Lisboa é o ministro que coordena politicamente um Governo que defende o oposto do que proclamou em Itália.

Nunca um Governo fez tanto pelo desprestígio da política e dos políticos. O cidadão pode não concordar com uma decisão, pode até discordar de toda uma linha política. Outra coisa é não ter a mínima confiança em quem lidera o País, não poder acreditar naquilo que o Governo anuncia, porque o mais certo será ser desdito no dia seguinte. O que faz o cidadão perder a confiança nos políticos é ver um ministro, que fez grande parte da sua carreira a denunciar as falhas dos políticos, a fazer uma declaração ao País num dia dizendo que não aceita uma norma, vinte e quatro horas depois dá o dito pelo não dito e passados três dias volta à primeira opinião . O que destrói o prestígio da política e dos políticos é assistirmos a um primeiro-ministro a dizer que os cortes, a semana passada designados como poupanças, não atingem a generalidade dos cidadãos, só os pensionistas, reformados e funcionários públicos, como se estes fossem cidadãos de segunda ou tivessem alguma culpa especial pelo actual estado de coisas ou como se estes cortes não tivessem um profundo impacto económico e social na comunidade. O que mina a relação entre representantes e representados é um primeiro-ministro dizer que tem uma folga de 800 milhões no plano de cortes (como se já não fosse lamentável deixar uma folga deste valor num qualquer plano) e depois ser corrigido pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental que demonstra claramente que essa margem não existe.

Um Governo em que não se pode confiar, um Governo completamente descredibilizado e que descredibiliza a política e os políticos , um Governo que luta mais internamente do que com a troika ou a crise, um Governo manifestamente incompetente. Este Governo é em si mesmo uma crise política. Mantê-lo é agravar essa crise.

Valha-nos nossa senhora de Fátima, já que o seu devoto Cavaco Silva prefere ver o País a afundar-se a ter de assumir as suas responsabilidades.

2 Os deputados que na passada sexta-feira aprovaram a lei da co-adopção por casais do mesmo sexo contribuíram para que a nossa comunidade se tornasse um bocadinho mais decente. Finalmente, uma boa notícia.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes. 
   
     
 Porta desistiu depressa da pasta da Economia
   
«António Pires de Lima diz que tem sido mal interpretado nas críticas que faz ao Governo, sobretudo no que diz respeito à economia: lamenta que o trabalho do ministro Álvaro Santos Pereira não seja valorizado no seio do Executivo e admite que é um cargo "extraordinariamente difícil" de assumir, neste Governo, e com um ministro das Finanças como Vítor Gaspar.» [DN]
   
Parecer:
 
O mesmo Portas que dia sim, dia não anuncia uma crise e que discorda em público de tudo o que aprovou em privado, parece ter desistido da pasta da Economia e mandou o Pires de Limar anunciar  essa desistência. Aliás, com tanta viagem e ausência prolongada não se entende como é que vai fazer o guião da detruição do Estado, quanto mais acumular as pastas do espumante e dos pasteis de nata.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Ricardo Salgado reforça segurança pessoal
   
«O presidente-executivo do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, e o administrador e chief financial officer (CFO) do BES, Amílcar Morais Pires, terão reforçado a sua segurança pessoal. Fontes contactadas pelo i adiantaram mesmo que o novo dispositivo conta inclusivamente com elementos que colaboraram com os serviços secretos israelitas (Mossad).

A medida terá sido tomada depois de a Esegur, empresa do Grupo Espírito Santo para a área da segurança, ter concluído que seria melhor reforçar a segurança pessoal do CEO do BES e do seu braço-direito. Ainda assim, confrontada ontem pelo i com estas informações, a empresa não confirmou: “O tema que suscita é muito delicado, posto que envolve questões relacionadas com a segurança do banco e das pessoas que nele têm responsabilidades.” No mesmo email, o gabinete de comunicação e marketing adianta ainda que as informações recolhidas “são especulativas e não são exactas”.» [i]
   
Parecer:
 
Um sinal de que os banqueiros começam a recear o pior par o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   

   
   
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